12.11.09

MPF dá prazo de 72 horas para governo explicar causas de apagão

Agência Brasil

Procuradores também querem, em 15 dias, uma análise técnica sobre o ocorrido, indicando, inclusive, os responsáveis pelo posto onde houve o problema e se as medidas preventivas foram tomadas

MAURÍCIO LIMA/AFP

Durante o apagão, as únicas luzes em São Paulo vinham dos faróis

Durante o apagão, as únicas luzes em São Paulo vinham dos faróis

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal abriu um processo administrativo para apurar as causas e responsabilidades pelo apagão ocorrido na noite de terça-feira (10). Um ofício, expedido na quarta-feira (11), pede à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Ministério de Minas e Energia (MME), ao Operador Nacional do Sistema (ONS), e à Itaipu Binacional que encaminhem em até 72 horas toda a documentação sobre a queda de energia.

Entre os documentos requisitados, os procuradores querem a comunicação feita entre os agentes envolvidos na transmissão e geração de energia, além das atas das reuniões das autoridades durante o período em que o problema estava sendo resolvido.

Quem irá analisar os dados será o Grupo de Trabalho Energia e Combustíveis, que atua no MPF para subsidiar as investigações do procuradores da República nos estados.

O MPF também quer em 15 dias uma análise técnica sobre o ocorrido, indicando, inclusive, os responsáveis pelo posto onde houve o problema e se as medidas preventivas foram tomadas.

Paulistanos continuam sem água

Cerca de 300 mil moradores de São Paulo passaram ainda a manhã desta quinta-feira o com problemas de abastecimento de água devido ao apagão que atingiu 18 estados entre a noite de terça-feira (10) e a madrugada de quarta (11). Os bairros mais afetados foram os da zona norte e sul da capital paulista.

De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), restabelecer o abastecimento não é tão simples porque é necessário encher as tubulações e os reservatórios de água tratada para depois percorrer toda a tubulação até atingir cada um dos pontos de abastecimento. Primeiro, a água enche os pontos baixos da cidade e depois os mais altos e distantes.

Pela manhã, o sistema de abastecimento não tinha sido normalizado.


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