DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
O secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, admitiu ontem que uma apreciação excessiva do real pode afetar a competitividade da produção brasileira e afetar o crescimento do país.
De acordo com o secretário, o governo tem tentando "administrar a flutuação cambial" com a acumulação de reservas e com a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre entrada de capital estrangeiro.
"E um desafio novo, você não vai encontrar a solução disso nos manuais. O câmbio flutuante ainda é o mais adequado para o Brasil, mas uma apreciação excessiva ou uma depreciação excessiva pode ser prejudicial para o crescimento. No período que você tem uma apreciação excessiva, você pode ter efeitos permanentes sobre o crescimento", afirmou, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, promovido ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Barbosa descartou ainda novas desonerações tributárias em um período próximo e disse que novas reduções de impostos neste momento seriam arriscadas. Para combater os efeitos da crise, o governo reduziu as alíquotas de IPI sobre carros, produtos da linha branca e materiais de construção.
"Nos últimos anos, ficou provado que existe espaço para que as desonerações sejam sustentáveis. Estamos em um momento em que o governo usou o espaço que ele tinha. Vai levar um certo tempo para voltar à situação pré-crise", completou o secretário.
Barbosa pediu aos empresários que cobrem medidas de redução de impostos por parte dos Estados.
"O que foi feito a nível federal, se fosse feito 50% no estadual, eu te garanto que o Brasil daria um salto de desenvolvimento", afirmou.
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