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11.9.11

Projeto de Turismo Comunitário em assentamento de Itacaré

O Assentamento Pancada Grande, localizado na Área de Preservação Ambiental (Apa) Itacaré/Serra Grande, no Território de Identidade Litoral Sul, reúne um inestimável patrimônio natural, composto por uma extensa área de Mata Atlântica – ainda preservada-, pelos rios de Conta e Pinheiros, por belas cachoeiras e quedas d`água e por uma das mais ricas biodiversidades do planeta.

Por causa dessas riquezas naturais e localização privilegiada, uma equipe técnica da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), que presta serviços de assessoria técnica, social e ambiental, no PA Pancada Grande, ao identificar o potencial turístico do local, começou a elaborar, desde o ano passado, um Projeto de Turismo Comunitário Sustentável, como forma de preservação da área e de geração de emprego e renda para a comunidade assentada.

A idéia surgiu durante o Diagnóstico Rural Participativo (DRP) – metodologia utilizada para conhecer a realidade de um local/comunidade -, e já está sendo executada, a partir da elaboração de um projeto, pela equipe do Escritório Local de Ilhéus, da Gerência Regional de Itabuna. “Esse projeto visa contribuir com a diversificação de atividades de trabalho e renda, principalmente para os jovens e mulheres assentados, que representam uma parcela significativa entre os 200 agricultores que vivem do local”, informou a socióloga Aparecida Oliveira, que faz parte da equipe, junto com os técnicos agrícolas Celso da Silva e Gabriel Chaves.

Na fase inicial, de implantação, o projeto, realizado pela EBDA, apresenta algumas opções de laser, que serão oferecidas aos visitantes e que gerarão renda para as 48 famílias que vivem no assentamento e serão engajadas nos trabalhos. Passeios guiados pelas trilhas, para apreciação da fauna e flora, pratos da culinária local – que farão parte de um pacote para visitação diária dos turistas -, visita às cachoeiras, hospedagem na casa dos assentados, área de camping, comercialização de artesanatos confeccionados pelos próprios assentados, serão atrativos oferecidos aos visitantes.

Segundo Aparecida Oliveira, para garantir os serviços de limpeza, manutenção e segurança do local, está prevista a cobrança de tarifas, com valores ainda a serem definidos.

Parcerias

Entre outras iniciativas para a implantação do projeto, a EBDA, juntamente com a Associação dos Moradores do PA Pancada Grande vem buscando o apoio de outros órgãos/entidades públicos e privados que, juntando esforços, contribuam para a efetivação do projeto. Exemplo disso é a parceria já firmada com a Associação Rosa dos Ventos, de Itacaré, que está capacitando o grupo de mulheres do assentamento para a produção de doces e geléias com frutas nativas.

Outra parceria destacada, com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IF Baiano, de Uruçuca, começou a semana passada, a partir de uma reunião com profissionais do Departamento de Turismo, do Instituto. O grupo, na reunião, já definiu um plano de trabalho com o objetivo de viabilizar o início do projeto, ainda para o próximo verão. “Este trabalho, de base comunitária, é bastante promissor, pois o local é ideal para desenvolvê-lo, por ter uma forte preservação dos costumes, harmonia ambiental, atendimento familiar, além da localização privilegiada, com belíssimas cachoeiras”, assegurou o professor do IF Baiano, especialista em Administração Hoteleira e de Turismo, Sérgio Luiz Teixeira.

Para atuarem no projeto, a EBDA está capacitando os agricultores da comunidade através de cursos de turismo rural comunitário e desenvolvendo oficinas para a execução do Projeto, tais como: abertura de trilhas, intervenção para melhorar a segurança do acesso a cachoeiras, e de realização de inventário e mapeamento dos recursos naturais, da área do assentamento.

fonte: http://economiabaiana.com.br/

21.3.11

Prefeitura organiza expositores para Feira de Economia Solidária

Entre 25 de março e 03 de abril, na ExpoConquista, 70 stands do Grupo de Economia Solidária estarão abertos à visitação.

Todos os anos, a Prefeitura Municipal organiza a Feira da Economia Solidária, que acontece durante a Feira de Exposição Agropecuária de Vitória da Conquista, no Parque de Exposições Teopompo de Almeida. Este ano, serão 70 stands divididos nas áreas de alimentação, artesanato e o setor de serviços que poderão ser visitados entre 25 de março e 3 de abril.

Reconhecendo a importância de garantir este espaço aos expositores, a Prefeitura Municipal ampliou o espaço da feira para 800 m², além de adquirir stands novos. Também oferece todo o suporte, que inclui vigilância, para que a responsabilidade do expositor seja apenas confeccionar o produto e vendê-lo.

O coordenador de Economia Solidária, Geovane Viana, destaca as expectativas positivas para a Feira. “Serão dez dias de comercialização e esperamos um resultado positivo. Durante todo o ano os expositores se preparam e esta é uma excelente oportunidade para os artesãos e pessoas que trabalham com alimentação dos diversos grupos de economia solidária”, afirmou.

Diferentemente da edição anterior, este ano cinco parceiros terão espaço na Feira de Economia Solidária. A Secretaria de Saúde, ofertando serviços como auferir pressão e teste de glicemia; a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, responsável pela fomentação da Associação de Costureiras e o Grupo de Economia Solidária de Itabuna são alguns novos parceiros que estarão presentes, agregando valor à proposta de cooperação e colaboração entre os expositores. O Centro de Atendimento Psicossocial/Caps também terá espaço na feira, apresentando o resultado da oficina de artesanato desenvolvida junto aos usuários do serviço.

O Grupo de Economia Solidária é composto pelo Grupo de Economia Popular/GEP, Associação de Artesanatos Conquistense/AAC, Associação de Economia Solidária Popular/AESP, Associação de Pequenos Empreendedores Conquistenses/ASPEC, Instituto Incluso, entre outras entidades e trabalha com base na solidariedade entre os produtores e artesãos, primando pelo respeito às pessoas, meio ambiente e colaboração entre os agentes envolvidos.

Confira abaixo depoimento de artesãos:

Cláudia Gomes, trabalha com artesanato de reaproveitamento de tecido no GEP há 10 anos. “Nossa expectativa é que seja uma boa feira. Já comemoramos o espaço que a Prefeitura sempre garante, facilitando para nós artesãos porque sozinho ninguém conseguiria expor”.

Maria Elza Batista, Associação de Economia Solidária Popular/AESP. “O prefeito sempre apoia a economia solidária e nos ajuda muito. Estou ansiosa para o início da feira e esperamos a visita e apoio de todos para ver muito artesanato bonito”.

Ivone Costa, Associação de Pequenos Empreendedores Conquistenses/ASPEC. “Grande expectativa para este momento que é muito importante para gente”.

Vanderlaine Santana, presidente da Associação de Artesanatos Conquistense. “O espaço nós já temos, agora esperamos pode fazer bons negócios e que todos consigam atingir seus objetivos. A área de artesanato tem vários chefes de família que sustentam suas casas com a arte e o apoio da Prefeitura ao pequeno produtor artesão tem sido fundamental e espero que continue sempre assim”.

Edna Almeida, do Instituto Incluso, trabalha com alimentação. “Já é
o quarto ano que participo da ExpoConquista e tem sido sempre bom, por isso só tenho a agradecer pela oportunidade que a Prefeitura nos dá e que se tornou uma base pra gente”.

Janete Honorato, lidera o grupo de Frivolitè. “Será a primeira vez que participaremos e temos certeza de que virão bons resultados, pelas vendas e pelos contatos que são firmados nestas oportunidades”.

por: Secom - PMVC