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18.4.13

Para Fazenda, curva de inflação está em declínio

FÁBIO ALVES, ENVIADO ESPECIAL / WASHINGTON - O Estado de S.Paulo
A curva de inflação no Brasil está num declínio "muito interessante", destacou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. "Estamos vendo um declínio lento e gradual da inflação ao longo do tempo: de 6,5% caiu para 5,8% em 2012 e deve ser menor ainda neste ano", disse. "Este ano é um ano importantíssimo da economia brasileira que mostra uma capacidade de deflacionar".
Sobre a preocupação de analistas e investidores quanto ao elevado patamar do índice de difusão observado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos meses, indicando pressão sobre os índices de preços ao consumidor mais ampla do que apenas vindo dos alimentos, Holland ponderou que, no acumulado de 12 meses até março, mais de 50% da inflação vieram da alta do item alimentação e bebidas.
"Há muitos produtos, como hortifrutigranjeiros e leguminosas, cujos preços subiram mais de 100%, 150%", lembrou. "Independentemente de o peso desses produtos não ser tão alto (no índice de inflação), um aumento dessa magnitude acaba gerando impacto porcentual grande no IPCA." Segundo Holland, quando se exclui o item alimentos do IPCA, a inflação brasileira está em nível "bem comportado" em comparação com outros países.
PIB. Um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter rebaixado a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 3,5% para 3% em 2013, Holland disse que os indicadores antecedentes e coincidentes da atividade econômica mostram que a recuperação no primeiro trimestre deste ano "está indo muito bem".
"A economia entrou o ano de 2013 bem melhor do que entrou em 2012", disse Holland, que ontem proferiu palestra na reunião anual do FMI e do Banco Mundial, em Washington. Ele não quis falar sobre o crescimento do PIB do primeiro trimestre.

16.4.13

Expectativa é de desaceleração da inflação de alimentos


Na segunda prévia do mês, o IPC-S teve alta de 0,65% ante 0,71% na quadrissemana anterior. O grupo Alimentação, no mesmo período, passou de 1,49% para 1,37%


Tomates

São Paulo - A desaceleração da inflação de alimentos da primeira para a segunda quadrissemana de abril deve confirmar um movimento gradual neste sentido até o final do mês, puxando um recuo no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), avalia o coordenador do indicador e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti.
"O destaque é o grupo Alimentação, que está dando uma desacelerada e, na minha leitura, dá continuidade a essa trajetória para fechar o mês com o indicador perto de 0,50%".
Na segunda prévia do mês, divulgada nesta terça-feira, 16, o IPC-S teve alta de 0,65% ante 0,71% na quadrissemana anterior. O grupo Alimentação, no mesmo período, passou de 1,49% para 1,37%.
"O tomate pelo menos parou de subir, a cebola deu uma leve acelerada", exemplificou. Chamado atualmente de "vilão da inflação", o tomate teve alta de 15,09% no resultado mais recente, ante 15,90% na primeira prévia de abril, e continua como o item que exerce maior pressão de alta.
"Ele está num patamar alto e, mesmo que zere em termos de inflação, tem um acumulado muito grande nos últimos meses. Não dá para dizer que os preços vão cair significativamente", comentou Picchetti, explicando o motivo de, mesmo com a desaceleração, itens in natura seguirem como influência positiva no índice.
O tomate encabeçou o ranking das maiores pressões, seguido de três itens relacionados com alimentação: batata-inglesa (de 12,54% para 17,65%), refeições em bares e restaurantes (de 0,72% para 0,65%) e cebola (de 23,99% para 16,92%).
"Há uma expectativa de desaceleração gradual principalmente em Alimentação", comentou. Além disso, outro movimento que deve ser observado até o fim do mês é o aumento do preço dos medicamentos, que foi autorizado, e deve entrar aos poucos no índice. "Não imagino grandes surpresas até o final de abril", disse o economista.
O efeito da desoneração da cesta básica para os preços ao consumidor, cinco semanas após o seu anúncio, é "bem inferior" ao desejado e ao que representaria um repasse integral, avaliou Picchetti.
De acordo com ele, é "difícil separar a queda nos preços dos produtos com o próprio fundamento do mercado". Ele exemplifica com o caso das carnes bovinas, por exemplo, que já vinham em queda antes do anúncio da desoneração. "O item que mais caiu, da primeira quadrissemana para a segunda, foi óleo de soja (de -3,68% para -5,21%) e é difícil separar essa queda do próprio fundamento do mercado, pois soja é uma commodity que está em queda", disse.

Dilma diz que governo não "negociará" com a inflação


Dilma declarou ainda que "não há hipótese" de o Brasil não apresentar crescimento econômico em 2013 e disse estar "otimista" com o país


A presidente Dilma Rousseff

Belo Horizonte - A presidente Dilma Rousseff, que vem sendo fustigada pela alta nos índices de preços oficiais, afirmou nesta terça-feira, 16, que "qualquer necessidade" de aumento de juros "para combate a inflação" hoje em dia "será possível fazê-la em um patamar bem menor" do que na época em que o país conviveu com taxas mais altas.
Ela voltou a dizer que o governo não "negociará" com a inflação e assegurou que não terá "o menor problema em atacá-la sistematicamente". Dilma declarou ainda que "não há hipótese" de o Brasil não apresentar crescimento econômico em 2013 e disse estar "otimista" com o país.
A presidente afirmou também que o combate à inflação foi "uma conquista desses dez últimos anos de governo, do presidente Lula e do meu", e disse que o Brasil jamais voltará a ter altas taxas de juros reais.
"Não é hora de achar que a hora do Brasil passou. Pelo contrário, a hora do Brasil é agora. Temos que ter certeza de que passamos e estamos passando um momento muito difícil no cenário internacional. O Brasil está passando esse momento mantendo a sua robustez, a capacidade de fazer política industrial", afirmou Dilma em Minas Gerais, na cerimônia do anúncio de uma fábrica que produzirá insulina humana no Brasil.
"A grande diferença nossa não é só que não desempregamos nem reduzimos direitos para enfrentar a crise, mas sobretudo que mantivemos a capacidade, quando todo mundo eleva impostos, de reduzi-los. Mantivemos a capacidade de buscar um maior equilíbrio entre as variáveis macroeconômicas, que é mudar o patamar de juros no Brasil. Jamais voltaremos a ter aqueles juros em que qualquer necessidade de mexida elevava os juros para 15% porque estava em 12% a taxa real. Hoje temos uma taxa real bem baixa. Qualquer necessidade para combate a inflação será possível fazer num patamar bem menor", disse a presidente.
Pessimismo
Dilma voltou a culpar o "pessimismo especializado" pelas avaliações de que a economia pode desandar. "Acredito que tem uma parte dessa história que vocês escutam que é um pessimismo especializado, de plantão. Um pessimismo que nunca olha o que já conquistamos e a situação em que estamos. Sempre olha achando que a catástrofe é amanhã. Achando que esse processo é um processo que tem sinalizações indevidas."

26.3.13

Argentina prorroga por dois meses congelamento de preços

O congelamento está em vigor desde fevereiro e deveria terminar no dia 1º de abril

 
Bandeira da Argentina tremula em Buenos Aires
 
Buenos Aires – O governo argentino prorrogou por mais 60 dias o congelamento de preços, que está em vigor desde fevereiro e deveria terminar no dia 1º de abril. A decisão foi anunciada hoje (26), após reunião do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, e representantes das cadeias de supermercados. Eles concordaram manter os preços fixos até o dia 1º de junho.
Moreno negociou o primeiro acordo de congelamento, de dois meses, com as redes de supermercado e de eletrodomésticos como forma de conter a alta dainflação. A medida foi criticada por economistas independentes, que consideram ineficaz a estratégia do governo para manter a inflação sob controle. Os sindicatos oposicionistas também protestaram, acusando o governo de querer mascarar os índices inflacionários para fortalecer sua posição na hora de renegociar salários.
Na Argentina, os reajustes salariais são decididos nas chamadas paritárias, acordos negociados entre trabalhadores e empresários, que precisam ser ratificados pelo Ministério do Trabalho para entrar em vigor. Hugo Moyano, líder da CGT (a maior central sindical do país), já tinha anunciado que iria pedir aumento salarial de 30% para cobrir a inflação. O índice inflacionário, calculado por institutos privados, é três vezes superior ao oficial, que não supera 11% anuais.
Na reunião com o setor privado, Moreno também negociou o lançamento de um novo cartão, o chamado supercard, que está sendo apelidado de Morenocard. O cartão será emitido pelas próprias redes de supermercados, com taxa de juros inferior a 22% ao ano. Os bancos argentinos, atualmente, cobram comissões em torno de 3% dos comerciantes que fazem as vendas com cartão de crédito. O governo quer baixar esse percentual para menos de 1%.
 
 

25.11.11

Inflação da construção avança em novembro, aponta FGV

INCC-M registrou alta de 0,50% sobre a variação de 0,20% em outubro.
Mão de obra foi o item que mais subiu.

Em novembro, o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado nesta quinta-feira (25) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,50% sobre a variação de 0,20% verificada no mês passado. No ano, o indicador acumula alta de 7,21% e, em 12 meses, de 7,84%.
O índice que apura os aumentos de preço no grupo materiais, equipamentos e serviços subiu 0,27% neste mês ante alta de 0,25% em outubro. Quanto à mão de obra, a variação de novembro foi de 0,73% contra a taxa de 0,16% um mês antes.
Das sete capitais pesquisadas pela FGV, apenas três tiveram aceleração: Brasília, Recife e Rio de Janeiro. Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo registraram desaceleração do INCC-M, enquanto a apuração em Salvador registrou estabilidade.

 http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/11/inflacao-da-construcao-avanca-em-novembro-aponta-fgv.html

24.10.11

Projeção de inflação em 2011 recua para 6,5%

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo na meta de inflação. A estimativa foi reduzida de 6,52% para 6,50% segundo o boletim Focus que publica semanalmente pesquisa com as expectativas de investidores e analistas do mercado financeiro. Já a taxa básica de juros foi mantida em 11% ao ano no final de 2011 e a taxa de câmbio em R$ 1,75.

O crescimento da economia, segundo as estimativas do mercado, também foi reduzido de 3,42% para 3,30% e a produção industrial de 2,04% para 2%. Por outro lado, a expectativa para os preços administrados é de elevação, passando de 5,80% para 5,90%. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados pelo governo, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Houve ainda redução no déficit na conta-corrente de US$ 55,30 bilhões para US$ 55,10 bilhões, com a elevação do saldo da balança comercial subindo de US$ 26,40 bilhões para US$ 27 bilhões. As estimativas para os investimentos estrangeiros diretos foram mantidas em US$ 60 bilhões.


Por Daniel Lima, da Agência Brasil*