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11.3.12

Inadimplência do comércio sobe pelo 13º mês seguido em fevereiro

Informação foi divulgada nesta sexta-feira pela CNDL e SPC Brasil. No primeiro bimestre, alta da inadimplência foi de 1,84%.

A taxa de inadimplência do comércio varejista subiu 0,97% em fevereiro deste ano, contra o mesmo mês do ano passado, segundo informou nesta sexta-feira (9) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Trata-se do 13º o mês consecutivo de alta. No primeiro bimestre, o crescimento da inadimplência foi de 1,84%.
A avaliação da CNDL é de que a persistência do endividamento mais alto neste início de ano se deve às consequências de dois movimento distintos: da alta da taxa de juros no começo do ano passado, com retiradas de incentivos fiscais ao consumo; e da reversão deste quadro no segundo semestre de 2011 em função da "ameaça de contágio externo" por conta da crise fiscal de países da Zona do Euro.
A expectativa da CNDL para este ano também não é positiva. A previsão é de uma alta de até 2,5% na taxa de inadimplência em 2012. Se confirmada, será a segunda elevação seguida, visto que, em 2011, o crescimento foi de 5,34% - que foi registrado justamente após dois anos de recuo.
Consultas
A CNDL e o SPC Brasil disseram ainda que o número de consultas para compras a prazo e para pagamentos com cheques (indicador relacionado com o volume de vendas) subiu 2,45% em fevereiro de 2012, na comparação com o igual período do ano anterior. Este é o décimo primeiro mês de alta seguida do indicador. No primeiro bimestre, o crescimento no número de consultas subiu 3,55%.
O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, informou, porém, que esperava um o crescimento maior das consultas (que se relacionam com as vendas) em fevereiro, da ordem de 3,5%. "Esse resultado baixo nas consultas é fruto da fraca atividade econômica que estamos observando no país. A grande pergunta é sobre esse dinheiro do salário minimo [que não foi para o consumo em fevereiro].  Se em março as vendas recuperarem, temos uma chance boa de manter a atividade do mercado interno boa", disse ele.
Pellizzaro avaliou também que o governo deveria estimular mais a economia brasileira, por meio de cortes de impostos para toda a cadeia produtiva, e não reduções setorizadas de tributos, como vem fazendo até o momento. "A crise internacional já está no país (...) O governo deveria desonerar toda cadeia da indústria. Esses números da indústria [de transformação, com crescimento zero em 2011] preocupam", declarou.
Cancelamentos de registros
Os dados da CNDL/SPC Brasil mostram ainda que houve uma alta de 0,27% no cancelamento dos registros (de inadimplência) em fevereiro, contra o mesmo mês de 2011. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, porém, o indicador registrou queda de 1,68%.
Metodologia
A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade. Os dados da CNDL envolvem, porém, a consulta em mais de 150 milhões cadastros de pessoa física (CPF) de consumidores em 800 mil pontos de vendas credenciados.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/inadimplencia-do-comercio-sobe-pelo-13-mes-seguido-em-fevereiro.html

 

22.8.11

Uso de cheque especial e cartão de crédito pede cautela

Mesmo com as altas taxas de juros, o consumidor brasileiro continua a recorrer ao cheque especial e ao cartão de crédito. Segundo dados do Banco Central (BC), em junho, as concessões de crédito por meio de cheque especial e cartão de crédito representaram 60,8% do total para pessoas físicas, que foi R$ 75,203 bilhões.

De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, o cheque especial e o cartão de crédito são empréstimos mais fáceis de serem tomados porque estão pré-aprovados e disponíveis imediatamente para os clientes.

Entretanto, o custo dessas modalidades é muito elevado. Pelos dados da Anefac, a taxa de juros do cheque especial ficou em 10,69% ao mês em julho. No caso do cartão de crédito, os juros chegaram a 8,27%, acima da taxa média de 6,84% e do crédito direto ao consumidor dos bancos. de 2,37% ao mês.

Cuidados - Oliveira orienta os consumidores a negociar as taxas e os tipos de empréstimos com os bancos. “Falta às pessoas saber que custa caro escolher essas modalidades. O cheque especial só deve ser usado em prazo curto e em situação emergencial”, disse Oliveira.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) e consultor de finanças pessoais Newton Marques observa que, em geral, os consumidores usam cheque especial e cartão de crédito quando já não têm margem para tomar empréstimos com custo mais barato. Para ele, os consumidores devem fazer planejamento de suas contas.

O primeiro passo é analisar detalhadamente cada uma das despesas e reduzir os gastos que não são prioritários. “É preciso cortar na carne.”, diz Marques. Quando o endividamento é alto, o consumidor pode vender bens, como o carro, para pagar as dívidas. “A regra é não pagar juros”, destaca. O ideal é que, além de quitar as dívidas, o consumidor reserve pelo menos 10% da renda para aplicações e emergência.

Em cenário de incertezas no mercado internacional e de menor ritmo de crescimento da economia brasileira, o conselho dos especialistas é evitar dívidas. Isto porque um menor crescimento econômico pode levar trabalhadores do setor privado a perder o emprego e servidores públicos a ficar com reajustes salariais abaixo do esperado. “É preciso segurar as despesas”, completa Marques.

“O trabalhador deve ter muita cautela neste momento. É preciso evitar assumir dívidas de longo prazo. Nesta crise [econômica], a cada dia, há uma notícia pior, queda das bolsas. Não sabemos qual será a extensão desta crise no Brasil”, conclui Oliveira.

fonte: Agência Brasil