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4.3.12

Desemprego atinge 10,7% em janeiro na zona do euro; na Espanha, chega a 23,3%


Os dados do Eurostat, o órgão oficial de estatísticas europeu, foram divulgados nesta quinta-feira (1). Estima-se que 16,9 milhões de pessoas estavam desocupadas na zona do euro em janeiro - 1,2 milhões a mais do que doze meses atrás. Na quarta-feira (29), o anúncio de deflação em janeiro de 0,8% nos países que utilizam a moeda única foi mais um sinal sobre a intensidade da crise econômica.

São Paulo - O desemprego na zona do euro ficou praticamente estável em janeiro, em 10,7%, ante os 10,6% registrados em dezembro - um sinal de que as medidas tomadas pela Comissão Européia e os governos nacionais mantêm a estagnação das economias. Há um ano, a taxa era de 10%.

Os dados do Eurostat, o órgão oficial de estatísticas europeu, foram divulgados nesta quinta-feira (1). Estima-se que 16,9 milhões de pessoas estavam desempregadas na zona do euro em janeiro - 1,2 milhões a mais do que doze meses atrás.

Quem mais sofre com o dezemprego são os espanhóis, que convivem com um índice de 23,3%, seguindos por gregos (19,9%), irlandeses e portugueses (ambos com 14,8%). A desocupação é menor entre austríacos (4%) e holandeses (5%). 

O Eurostat também divulgou nesta quinta-feira uma estimativa para a inflação anualizada na União Européia em fevereiro. A alta de preços, estimada em 2,7%, deve ser levemente superior ao que fora estimado em janeiro, de 2,6%.

Na quarta-feira (29), o anúncio de deflação em janeiro de 0,8% nos países que utilizam a moeda única foi mais um sinal sobre a intensidade da crise econômica. Na União Européia como um todo, a deflação foi de 0,6%, provando que a crise supera as fronteiras do euro.

Encontro em Bruxelas
Enquanto isso, em Bruxelas, os líderes da União Européia estiveram reunidos na chamada "Cúpula Econômica" com o objetivo de aprovar um tratado que reforçaria as restrições fiscais no bloco. Reino Unido e República Checa ainda se mantêm contrários a firmar o novo acordo.

A Espanha do conservador Mariano Rajoy tentará obter mais prazo para atingir a meta de déficit estabelecida pelo Conselho Europeu, de 4,4%. Rojoy promete 6%. 

Até a Holanda, que possui deve registrar um déficit de 4,5% neste ano, foi criticada por não respeitar a meta original de 3%. O encontro acontece até esta sexta-feira (2).



17.12.11

Risco de rebaixamento no rating eleva tensão entre Reino Unido e França


Enquanto os líderes da França e do Reino Unido trocam farpas sobre a situação de suas economias e suas avaliações de crédito, a agência de rating Fitch avisou que em breve deverá rebaixar a avaliação de mais seis países da zona do euro. Na noite desta sexta-feira (16/12), a agência Moody's rebaixou a Bélgica em dois degraus – do Aa1 para Aa3.
"A fragilidade dos mercados com dívidas soberanas está ficando cada vez mais arraigada e não parece que será revertida em um futuro próximo", afirmou a agência em um comunicado, enfatizando a ausência de um fim rápido para a crise da zona do euro.
Mais cedo, a Fitch havia exposto preocupação semelhante e colocou sob perspectivas sombrias os ratings da Itália, Espanha, Irlanda, Bélgica, Eslovênia e Chipre. A avaliação da França foi mantida como AAA.
"A Fitch concluiu que uma 'solução generalizada' para a crise da zona do euro encontra-se técnica e politicamente fora de alcance", afirmou a agência.
Declarações de Fillon 'não ajudam em nada', dizem britânicos

Grandes irritações
Enquanto isso, as relações entre a França e o Reino Unido foram novamente estremecidas depois que vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, disse ao primeiro-ministro francês, François Fillon, que suas críticas com relação à economia do Reino Unido eram "inaceitáveis" e que ele deveria "segurar as palavras". Londres reafirmou que Clegg  estava "absolutamente certo" e que os comentários de Fillon "não ajudam em nada".
Fillon havia dito que as agências de rating pareciam estar mais focadas na administração econômica do que nos níveis da dívida. "Nossos amigos britânicos estão ainda mais endividados do que a gente e têm maiores déficits, mas as agências de rating parecem não ter percebido isso", alfinetou o premiê francês a repórteres.
O ministro de Finanças da França, François Baroin, colocou ainda mais lenha na fogueira ao falar a uma emissora de rádio francesa que "a situação econômica no Reino Unido é muito preocupante neste momento, e que era melhor ser francês do que britânico, em termos econômicos".
Os comentários franceses foram feitos depois de a agência Standart e Poor's ter dito na quinta-feira passada que a França poderia perder sua avaliação, no topo da escala, em conseqüência da crise da zona do euro. Isso desencadeou uma série de críticas por parte dos políticos franceses e de Christian Noyer, presidente do Banco Central do país. Noyer deu a entender que o alvo da agência deveria ter sido o Reino Unido.
"Eles deveriam começar rebaixando o Reino Unido, que tem maiores déficits, assim como maiores dívidas, mais inflação e menor crescimento do que a gente", afirmou Noyer ao jornal Le Telegramme.
As relações entre os britânicos e a zona do euro estão ficando mais tensas desde que o Reino Unido decidiu vetar mudanças nos tratados da União Europeia no encontro europeu na semana passada.

25.11.11

Saiba mais sobre a crise na Europa e entenda quem são os “Piigs”

Cinco países altamente endividados estão no centro da maior turbulência econômica na região desde a Segunda Guerra

A crise da dívida que afeta a Europa tem reflexos não só no continente, mas em várias outras partes do mundo, inclusive no Brasil, em um cenário internacional onde as relações econômicas e financeiras estão cada vez mais interligadas.
Mas as fragilidades causadas pelos altos déficits, que ocorrem quando um país gasta mais do que arrecada, são mais latentes e concentradas em cinco países da região que adotou o euro como moeda única: Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, batizados de “Piigs”, uma sigla depreciativa crida com a junção das letras iniciais do nome de cada nação, em inglês, e cuja sonoridade se assemelha com a palavra “porcos”, no mesmo idioma.
O alto risco de um calote nesses países é considerado pelos especialistas como a maior ameaça à economia da União Europeia desde a Segunda Guerra Mundial. Esse cenário de medo e incertezas tem levado a indagações sobre a real viabilidade futura da união monetária, com reflexos nas principais bolsas de valores do mundo, que sofrem com as constantes quedas e fortes oscilações ao sabor dos acontecimentos de curto prazo.
Foto: AP Photo/Philippe Wojazer, Pool Ampliar
O presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel: falta de medidas concretas ampliam desconfiança sobre os países da zona do euro
O motivo de tanta tensão é a dificuldade que alguns países vêm enfrentando para conseguir empréstimos e refinanciar suas dívidas públicas. Essa capacidade de se refinanciar acontece porque existe um grande desequilíbrio fiscal, com a arrecadação dos governos em queda e os gastos em alta.
A União Europeia, sob a liderança da Alemanha, a maior economia do bloco, tem buscado saídas para a crise, mas a falta de medidas concretas e de grande impacto tem contribuído ainda mais com clima de incerteza.
O resultado dessa falta de ação na vida das pessoas comuns pode ser percebida com a queda de vários governos na Europa. A crise econômica já derrubou dez chefes de governo desde 2009, sendo que o último a cair foi o do primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero derrotado nas eleições parlamentares de 20 de novembro.
Eleitores insatisfeitos com as respostas dadas pelos governos para a crise foram às urnas e mudaram o comando de países como Irlanda, Portugal e Espanha. Na Grécia e na Itália, os premiês, também sob forte pressão, renunciaram a seus mandatos.
O sentimento de reprovação às soluções propostas para debelar a crise também pode ser notado nas manifestações de movimentos como o "Indignados", que tem protestado em diversas cidades da Europa contra as distorções geradas por um mundo financeiro com instrumentos de fiscalização comprovadamente falhos em muitos casos.
Veja a seguir alguns pontos para entender a crise que afeta a Europa e os “Piigs”
Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP Ampliar
Funcionários públicos protestam contra os cortes no orçamento anunciados pelo governo
Portugal
Portugal enfrenta uma taxa de desemprego superior a 12% e uma economia em contração. O recém empossado primeiro-ministro Pedro Passos Coelho terá que implantar reformas fiscais e sociais amplas e urgentes, incluindo mais medidas de austeridade para restaurar a saúde fiscal do país e encorajar o crescimento econômico.
Os termos do acordo de ajuda financeira acertado com a União Europeia e credores incluem aumento dos impostos, congelamento de aposentadorias e cortes nos benefícios dos funcionários. O novo governo terá que implementar o pacote econômico que prevê uma ajuda financeira de 78 bilhões de euros ao país.
Diferentemente de outros países, não houve qualquer estouro de bolha em Portugal. O que houve foi um processo gradual de perda de competitividade, com o aumento dos salários e redução das tarifas de exportações de baixo valor da Ásia para a Europa.
Com o baixo crescimento econômico, o governo tem tido dificuldade para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos crescentes, em parte por causa de uma sucessão de projetos, incluindo melhorias no setor de transportes, com o objetivo de aumentar a competitividade portuguesa.
Quando estourou a crise financeira global, em setembro de 2008, Portugal passou a enfrentar problemas com sua dívida pública, que ficou cada vez mais difícil de ser financiada.
Foto: AP Ampliar
Irlandês lê jornal que tem como manchete a crise no sistema bancário no país
Irlanda
A República da Irlanda foi uma das maiores casos de sucesso recente na Europa, nos anos pré-crise. Tanto que devido a esse fato o país foi apelidado de "Tigre Celta". Mas esse crescimento econômico era dependente de uma frágil bolha imobiliária que ruiu em 2008. O país foi do boom ao desastre financeiro em um período de apenas três anos.
O preço dos imóveis caiu rapidamente cerca de 60% e os empréstimos de risco, concedidos principalmente para as construtoras, se acumularam nas carteiras dos principais bancos. Para ajudar as principais instituições financeiras e evitar um colapso em todo o sistema foi necessário um aporte emergencial de 45 bilhões de euros, mais de R$ 100 bilhões, o que aprofundou ainda mais o já elevado déficit no orçamento do governo irlandês.
As finanças do país também estão sendo afetadas pela queda na arrecadação de impostos. À medida que a economia se retrai, cresce o desemprego e aumentam os temores de que o país esteja à beira de uma volta à recessão.
O país já adotou uma série de programas de austeridade desde o início da crise da dívida, mas o governo terá de fazer muito mais nos próximos anos para cumprir as difíceis metas estabelecidas pela União Europeia (UE), pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), que são credores do país.
Em 7 de novembro, a União Europeia fez uma emissão de bônus dez anos no valor de 3 bilhões de euros destinados ao programa de assistência financeira à Irlanda. A operação foi realizada por meio do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), com vencimento dos títulos em 4 de fevereiro de 2022 e rentabilidade de 3,6%.
Foto: EFE Ampliar
Manifestantes depredam agência bancária na Itália em protesto contra crise que afeta o país
Itália
O agravamento da situação da economia italiana tem colocado em dúvida as soluções propostas até agora pela União Europeia para a crise. A Itália possui uma dívida de 1,9 trilhão de euros, muito maior que a de Grécia, Irlanda e Portugal juntos.
A quebra da Itália, terceira maior economia do bloco, que representa cerca de 20% da União Europeia, poderia abalar seriamente a estrutura do euro. Para blindar a Itália, os líderes europeus decidiram em outubro ampliar o Fundo de Estabilidade Financeira (FEEF) para 1 trilhão de euros, mediante um mecanismo que estimule a compra da dívida dos países mais frágeis, oferecendo uma garantia de 20% sobre perdas eventuais.
Diante da gravidade da situação, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, nomeou em 13 de novembro o economista e ex-comissário da União Europeia Mario Monti como primeiro-ministro do país, em substituição a Silvio Berlusconi, que ocupou o cargo por cerca de dez anos, e passava por uma crise de credibilidade após se envolver em sucessivos escândalos, além de ter seu nome associado em denúncias de corrupção.
Monti te como função principal implementar o plano de austeridade aprovado em 12 de novembro pelo parlamento italiano. O pacote contém medidas duras para cortar 59,8 bilhões de euros e equilibrar o orçamento do país até 2014.
Entre as medidas estão o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 20% para 21%, congelamento dos salários de servidores até 2014, aumento da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026, maior rigidez na aplicação das leis contra evasão fiscal, além de um imposto especial para o setor de energia.
Foto: ASSOCIATED PRESS/AP Ampliar
Premiê grego garantirá por escrito que cumprirá compromissos com zona do euro
Grécia
A Grécia foi uma das maiores beneficiadas com a de adesão ao euro em 2001. Mas o governo grego foi incapaz de gerir a expansão dos gastos públicos que dispararam de forma desordenada. Nesse período, os salários do funcionalismo praticamente dobraram. Agora, a Grécia é o país de maior evidência no grupo de devedores da União Europeia.
O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida está muito acima do limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade do bloco assinado pelo país para fazer parte do euro.
A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando a economia cada vez mais exposta aos riscos da crescente dívida. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos, deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito que veio à tona em setembro de 2008.
Apesar da ajuda da União Europeia, a Grécia segue em dificuldades. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, de cerca de 109 bilhões de euros, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de bancos do setor privado. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos de instituições financeiras não estatais, chegando a cerca de 50 bilhões de euros apenas a contribuição dos credores privados.
Diante das pressões, tanto internas como da comunidade financeira internacional, no início de novembro o primeiro-ministro grego George Papandreou aceitou renunciar ao cargo para que fosse montado um governo de coalizão no país. Após uma longa negociação entre os partidos governistas e de oposição, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos foi nomeado em 10 de novembro o novo primeiro-ministro do governo de união nacional na Grécia, com a missão de restaurar a confiança do mercado financeiro e estabilizar a situação econômica do país.
Foto: Dominique Faget/France-Presse -- Getty Images Ampliar
Pessoas procurando vagas em agência de empregos na Espanha: desemprego recorde
Espanha
Com a taxa de desemprego mais alta entre os países industrializadas (22% da população ativa), ameaça de resgate financeiro e risco crescente de recessão, a Espanha vive sua pior crise em mais de quatro décadas.
A fragilidade econômica vem causando uma rápida mudança social na Espanha, empurrando de volta para a pobreza pessoas que vinham ascendendo economicamente. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), mais de um em cada cinco espanhóis, (21% da população), ou cerca de 10 milhões de pessoas, era classificado como pobre em julho, e analistas estimam que este índice chegue a 22% até o fim do ano. Em 1991, o índice era de 14%. Uma em cada quatro famílias no país não tem dinheiro suficiente para saldar as dívidas no fim de cada mês.
Essas estatísticas recentes contrastam com o perfil de um país que até seis anos atrás criava cerca de 500 mil empregos por ano e que em uma década de crescimento contínuo importou 5 milhões de imigrantes.
Algumas medidas para tentar ajustar o país ao momento de baixo crescimento como congelamento de pensões, aumento na idade de aposentadoria, que passou dos 65 para 67 anos, corte de 5% nos salários do funcionalismo, aumento de impostos, entre outras, foram decretadas nos últimos meses. Mas essas decisões acabaram com a popularidade dos políticos socialistas, que chegaram ao poder em 2004, num momento de expansão econômica impulsionada pelo que, no futuro, se transformaria em uma bolha imobiliária. A forte expansão do setor da construção na Espanha fez com que o PIB do país crescesse mais de 60% nos últimos 15 anos. Entre 1994 e 2007, os imóveis tiveram uma valorização de mais 170%.
Após a realização de eleições parlamentares em 20 de novembro e sob o comando do novo primeiro-ministro Mariano Rajoy, de perfil conservador, a Espanha deve ter pela frente períodos de mais ajustes fiscais, com cortes de gastos do governo e crescimento mais lento.
(Com agências)
 

 

18.11.11

Crise europeia engaveta fusões e aquisições de empresa no Brasil

O agravamento da crise na Europa, além dos primeiros sinais de desaquecimento da economia brasileira, "engavetou" boa parte das operações de fusão e aquisição envolvendo empresas no Brasil.
No terceiro trimestre, só foram anunciadas 25 operações, que somaram R$ 23,3 bilhões, segundo a Anbima (associação das entidades do mercado de capitais). É o pior desempenho desde o segundo e o terceiro trimestre de 2008, que registraram R$ 16,4 bilhões e R$ 15,3 bilhões, respectivamente.
No período, as duas maiores operações envolveram empresas de origem asiática. A maior foi a compra de 50,45% da Schincariol pela japonesa Kirin, que movimentou R$ 4,7 bilhões.
Outro negócio relevante foi a compra de participação na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração por um consórcio de empresas chinesas por R$ 3,1 bilhões.
"Esse desempenho no trimestre foi uma surpresa. Não significa que a gente não esteja trabalhando em grandes operações de fusão. Elas foram postergadas até que o cenário fique mais previsível", disse Bruno Amaral, coordenador do comitê de fusões e aquisições da Anbima.
No ano, as operações envolvendo fusões e aquisições somam R$ 100,8 bilhões -33,1% menos do que no mesmo período de 2010.
As maiores fusões ocorreram no ramo de tecnologia e telecomunicações -a reestruturação societária da Telemar (R$ 20,8 bilhões) e a incorporação da Vivo pela Telesp (R$ 11,3 bilhões).
O "tíquete médio" das fusões também caiu, passando de R$ 1,4 bilhão em 2010 para R$ 1 bilhão em 2011.
Para 2012, a expectativa é de recuperação nos negócios. "O quarto trimestre já está melhor do que o anterior. É claro que grandes operações vão demorar um pouco mais, mas a expectativa é que 2012 possa ser melhor", disse. 

Draghi pede implementação rápida de medidas para zona do euro

'Não deveríamos esperar mais', disse Presidente do BC europeu.
Um mês já se passou desde a aprovação do pacote de resgate.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pediu nesta sexta-feira a implementação rápida de medidas decididas pelos líderes da zona do euro para combater a atual crise de dívida do bloco.
Novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, participa de encontro na Alemanha, nesta sexta (Foto: AFP) 
Novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, participa de encontro na Alemanha, nesta sexta (Foto: AFP)
 
"Onde está a implementação dessas decisões de longo prazo? Não deveríamos esperar mais", disse ele em discurso para banqueiros e autoridades de governo na Alemanha.
Draghi destacou que já se passaram quatro semanas desde o encontro de cúpula europeu no qual foi acordado um segundo pacote de ajuda para a Grécia e o aumento do poder de fogo do fundo de resgate do bloco. Ainda não se sabe claramente como o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira será alavancado.
Segundo Draghi,  economias emergentes construíram suficientes mecanismos fiscais e financeiros que limitam o impacto de contágios internacionais.
Draghi também pediu mais governança dentro da zona do euro e disse que "a atividade deverá enfraquecer-se na maior parte das economias avançadas". No caso da região de moeda comum, o presidente do BCE afirmou que os riscos de baixa para a perspectiva econômica aumentaram.
Em contraponto, Draghi afirmou que as economias emergentes construíram suficientes mecanismos fiscais e financeiros que limitam o impacto de contágios internacionais. Ele disse também que a zona do euro beneficia-se da demanda vinda desses países.
Draghi reforçou que o BCE age com total independência e atribuiu a redução da taxa básica de juros da zona do euro, logo na primeira reunião de política monetária sob seu comando, à perspectiva econômica desfavorável para a região e seu impacto sobre preços, custos e salários.
Contrariando a previsão de estabilidade, o juro na área de moeda comum foi reduzido de 1,5% para 1,25% no início deste mês, embora a inflação ao consumidor esteja em 3,0% ao ano, acima dos 2,0% buscados pelo BCE.

 

12.11.11

Presidente italiano pede responsabilidade aos partidos com novo governo

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, enfatizou neste sábado a necessidade de que "todas as forças políticas saibam agir com senso de responsabilidade e formular propostas com ânimo de conciliar o rigor imposto pela necessidade de reduzir a dívida pública e de promover o crescimento".
"O grave momento de crise financeira e econômica, interna e internacional, representa um desafio para a coesão de nosso país", declarou Napolitano, em mensagem de saudação ao 2º Congresso da Direita realizado neste sábado na cidade italiana de Turim.
Este novo discurso de Napolitano, executor da atual transição política, ocorre num momento em que o partido governista Povo da Liberdade (PdL) se mostra completamente dividido diante da probabilidade de o economista Mario Monti se tornar o próximo primeiro-ministro.
Os parceiros políticos do ainda premiê, Silvio Berlusconi, indicaram o Executivo, mesmo que seja presidido por outra pessoa, como o também ex-primeiro-ministro Lamberto Dini ou o secretário do PdL, Angelino Alfano, braço direito do atual governante.
Estima-se que a Câmara dos Deputados italiana aprove ainda nesta tarde a Lei de Orçamento estatal de 2012, o que deve resultar na apresentação da renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi ao presidente da República.
Enquanto isso, o senador vitalício e possível sucessor Marco Monti se reuniu neste sábado em Roma com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Drag.
 

Ásia não está imune à crise da zona do euro, diz chefe do FMI

A Ásia claramente continua comandando a retomada da economia mundial, mas se a pressão sobre a zona do euro aumentar, o continente asiático será negativamente afetado no comércio e no setor financeiro, disse neste sábado (12) a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde.
Durante entrevista coletiva após um encontro com o ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, Lagarde pediu o fortalecimento da cooperação internacional e uma ação política decisiva para assegurar um crescimento forte, sustentável e equilibrado.
- Conversamos sobre as consequências que a crise na zona do euro causam e podem causar se ela se deteriorar ainda mais pelo restante do mundo, particularmente na Ásia, disse.
- Nenhum país estará imune sob as presentes circunstâncias, e não importa quão desenvolvido ou quão emergente ou quão longe estiver, acrescentou.
Os comentários de Lagarde ocorrem após um alerta do FMI de que as economias desenvolvidas podem entrar em recessão se os formuladores de política não agirem com maior urgência para aprovar medidas que fortaleçam o crescimento.

FMI elogia os progressos políticos na Itália e na Grécia

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, saudou neste sábado os "progressos significativos" realizados sobre a situação política na Grécia e na Itália, países submersos na crise da dívida.

"O que desejamos no FMI é a estabilidade política e a clareza política nestes dois países. Acredito que ambos realizaram progressos significativos", disse Lagarde em Tóquio.

"Celebro a nomeação do primeiro-ministro Lucas Papademos, que conheço bem e com quem poderemos retomar os trabalhos para analisar o pagamento da sexta parcela e prosseguir com as relações entre o Fundo e a Grécia", destacou Lagarde.

O novo governo de coalizão grego é liderado por Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), e a Grécia precisa absolutamente da parcela de 8 bilhões de euros para antes de 15 de outubro.

"No que envolve a Itália, celebro também que o Senado tenha votado agora o plano de reformas submetido ao Parlamento. Esperamos para hoje a aprovação na Câmara", prosseguiu Lagarde.

"O presidente do Conselho (Silvio Berlusconi) anunciou sua intenção de abandonar o cargo e suponho que haverá uma nomeação nos próximos dias, o que também será um sinal de credibilidade das instituições políticas, um dos elementos fundamentais para estabilizar a situação no plano geral".

Os senadores italianos adotaram a lei de ajuste em uma única sessão exigida pela União Europeia (UE) depois da chegada do ex-comissário europeu Mario Monti, que provavelmente sucederá Berlusconi e que foi designado na quarta-feira senador vitalício.

"Conheço bem Mario Monti, tenho muita estima e muito respeito por ele, acho que é um homem de grande qualidade, que sempre teve um diálogo frutífero e extremamente amigável", enfatizou Lagarde.

Neste sábado a Câmara de Deputados deve adotar o plano de austeridade que inclui a cessão de ativos públicos, a reforma do sistema de aposentadorias, a privatização de empresas públicas e a simplificação da administração.

Christine Lagarde conclui neste sábado uma visita de dois dias a Tóquio, durante a qual se reúne com o ministro das Finanças, Jun Azumi, e o diretor do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, entre outros.

Japão, terceira economia mundial, é o segundo fornecedor de fundos do FMI, atrás dos Estados Unidos.

Durante suas reuniões neste país, Lagarde pediu ao Japão que adote um sólido plano de redução de sua colossal dívida pública, durante visita a Tóquio.

"As prioridades (do Japão) residem na aplicação rápida dos gastos de reconstrução e na adoção de um sólido plano, em médio prazo, para reduzir sua dívida pública", declarou Lagarde.

A dívida pública da terceira potência econômica mundial equivale a 200% de seu Produto Interno Bruto (PIB), a maior proporção entre os países desenvolvidos.

O Japão não é abalado pelas tensões que pesam sobre os países europeus porque 95% de sua dívida pertence a investidores japoneses e Tóquio dispõe das segundas reservas de câmbio do planeta, mas o déficit público japonês, financiado em 40% pela emissão de bônus, ameaça aumentar com as novas verbas, que somam mais de 100 bilhões de euros, destinadas a financiar a reconstrução do nordeste do arquipélago devido ao tsunami de 11 de março passado. 

Como prometido, Berlusconi deixa governo italiano após aprovação de reforma econômica

  • O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, renuncia após aprovação de reformas econômicas O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, renuncia após aprovação de reformas econômica
Com a aprovação do pacote de reformas econômicas na Itália, Silvio Berlusconi renunciou o cargo como premiê no final da tarde deste sábado (12), conforme havia prometido no início desta semana. O pedido de demissão foi entregue ao presidente do país, Giorgio Napolitano.
Berlusconi, que fracassou em garantir a maioria parlamentar numa votação crucial na última terça-feira (15), prometeu renunciar quando o Parlamento aprovasse a lei, exigida por parceiros europeus para restaurar a confiança dos mercados nas combalidas finanças públicas da Itália.
O chefe do governo italiano reconheceu neste sábado ante um grupo de jornalistas que ficou sentido pelas vaias que recebeu após a votação do Parlamento, que abriu as portas para sua renúncia.
"Foi algo que me doeu profundamente", disse ele cercado por dirigentes de seu partido, o Povo da Liberdade, pouco antes de se dirigir ao Palácio do Qurinal, sede da presidência da República, onde deverá apresentar sua renúncia.
A saída do premiê abre espaço para a formação de um governo de emergência e promete colocar ponto final em um período marcado por escândalos no país desde o pós-guerra.
A expectativa é de que Napolitano dê a Mario Monti a tarefa de formar um novo governo para fazer frente à crise financeira, que elevou os custos de financiamento da Itália e ameaçou provocar uma emergência em toda a zona do euro.  Espera-se que o substituto escolha um gabinete relativamente pequeno formado por especialistas tecnocratas para tirar a Itália da crise.
Como não há perspectivas de novas eleições até 2013, o governo tecnocrata teria cerca de 18 meses para aprovar dolorosas reformas econômicas, além de garantir apoio da maioria do Parlamento italiano. Caso contrário, poderá cair antes mesmo deste prazo.
Com uma dívida pública de mais de 120% do PIB (Produto Interno Bruto) e mais de uma década de crescimento econômico anêmico, o país está no centro da crise de dívida da zona do euro e é grande demais para o bloco monetário socorrê-lo.

29.10.11

Espanha e Portugal pedem ajuda financeira para América Latina



A crise da dívida que atinge a Europa é assunto dominante nos dois dias da 21º Cúpula Ibero-americana, que termina neste sábado (29/10), em Assunção. Ainda sem encontrar uma saída definitiva para a crise enfrentada por alguns de seus países-membros, a zona do euro busca ajuda de economias emergentes com alta liquidez, como China e Brasil.
"Pela primeira vez a América Latina não é parte do problema, mas sim da solução", disse o titular da Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib), Enrique Iglesias. O economista apelou aos países da América Latina por solidariedade para com Espanha e Portugal, países os quais, segundo ele, fizeram investimentos importantes e crescentes no continente americano.
"Agora o processo é inverso, o que vai criar um balanço positivo entre as duas partes", disse o economista. "Esta cúpula coincide com um dos momentos mais confusos e turbulentos da economia mundial nos últimos 70 anos", ressaltou.
O encontro na capital paraguaia reúne os chefes de governo dos 19 países latino-americanos, além de Espanha e Portugal. A situação dos europeus ainda preocupa. Portugal precisou de recursos do fundo de resgate do euro para alavancar sua economia e a Espanha implantou duras medidas de austeridade para tentar reconquistar a confiança de seus investidores.
Ajuda brasileira
Depois de Grécia e Irlanda, Portugal foi o terceiro país da zona do euro a se ver obrigado a apelar para o pacote de resgate europeu. Seus parceiros no bloco e o Fundo Monetário Internacional (FMI) autorizaram uma injeção financeira no país de 78 bilhões de euros.
Para o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, a crise mundial obriga os países afetados a rever sua gestão política e econômica a fim de que possam se manter competitivos. Antes de sua chegada em Assunção, Coelho e o presidente português, Aníbal Cavaco e Silva, visitaram São Paulo e Brasília, onde se reuniram com a presidente brasileira, Dilma Rousseff. O teor da conversa entre os chefes de Estado durante a visita não-oficial não foi divulgado, mas há especulações de que os portugueses tenham interesse na participação de empresas brasileiras em processos de privatização em Portugal.
O Brasil – sétima maior economia do mundo – teria apresentado, segundo o FMI, planos para comprar títulos da dívida europeia juntamente com outros integrantes dos BRICS (que, além de Brasil reúne Rússia, Índia, China e África do Sul). A proposta brasileira, no entanto, teria sido retirada após a manifestação morna de seus parceiros emergentes.
América Latina agora é vista como parte da solução para crise na Europa








América Latina agora é vista como parte da solução para crise na Europa


Os europeus querem incrementar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) por meio de um instrumento chamado "veículo de inversão com propósito especial" (SPIV, sigla em inglês). Fontes do governo brasileiro afirmaram que o país está disposto a ajudar a Europa por meio de um acordo com o FMI, descartando no momento, porém, investir no SPIV, já que os detalhes do plano ainda não estão claros. A maior economia da América Latina acredita que rota bilateral, no qual o FMI repassaria recursos brasileiros a um país atribulado, seria a forma mais rápida de ajudar os países da zona do euro, que tentam recuperar a confiança dos mercados.

Grandes expectativas
A Espanha ainda não precisou de ajuda do fundo. No entanto, após o estouro da bolha imobiliária, o país alcançou um máximo histórico em sua taxa de desemprego, que alcançou 21,5% da população economicamente ativa – o mais alto da União Europeia. Além disso, a população espanhola vem se submetendo a duras medidas de austeridade introduzidas por Zapatero. Os mercados financeiros ainda se mostram desconfiados e pedem altas taxas de juros em troca de capital. Já os bancos espanhóis também enfrentam um grande desafio: reunir 26 bilhões de euros para elevar sua taxa de capital básico.
"Esta crise nos mostra que não há saídas isoladamente, por mais poderosos que sejam os países", afirmou o presidente paraguaio, Fernando Lugo, anfitrião do encontro, em seu discurso de abertura.
Antes do início da cúpula, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, afirmou que as expectativas para a cúpula eram grandes. " A América Latina está passando por um momento muito bom e esperamos que este encontro sirva para fortalecer vínculos", disse.
Durante o encontro também foi debatidos o papel dos governos na atual conjuntura financeira. Apesar da crise financeira, a América Latina prevê alcançar um crescimento médio este ano de 6%, embora a prosperidade não chegue a todos os habitantes. Um em cada três habitantes do continente vive na pobreza. A região é considerada como uma das mais desiguais do mundo no que diz respeito à distribuição de renda.

Espanha e Itália podem ter plano para evitar contágio pela crise grega


O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e bancos centrais da zona do euro mantêm "contatos para preparar um plano de contingência" perante um possível contágio da Itália e da Espanha com a crise da dívida grega, segundo informaram neste sábado meios de comunicação italianos.

A imprensa digital italiana, que cita "fontes internacionais" em Bruxelas, divulgadas pela agência "ANSA", fala de uma espécie de "rede de segurança" para esses dois países, mesmo após a UE ter feito um "acordo global" em Bruxelas para combater a crise.

Segundo as mesmas fontes, que definem estes contatos como "informais", "no caso do FMI, uma 'rede de segurança' para os dois países poderia requerer um aumento de capital".

Trata-se de uma espécie de "plano B" que poderia ser posto em prática pela hipótese de um iminente contágio das economias da zona do euro, o que poderia ter grandes consequências para o sistema financeiro global.

Depois da Grécia, a Espanha e a Itália são os dois países que necessitarão de mais capital para que seu sistema bancário possa cumprir com os novos requerimentos da União Europeia antes de junho de 2012, segundo os dados oferecidos esta semana pela Autoridade Bancária Europeia (ABE).

Os bancos espanhóis necessitarão, segundo a ABE, de 26.161 milhões de euros, enquanto os italianos deverão ser recapitalizados por um valor de 14.771 milhões de euros.

No Conselho Europeu de quarta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apresentou uma "declaração de intenções" sobre as reformas econômicas que pretende aplicar nos próximos meses para garantir a estabilidade financeira da Itália, após as exigências feitas pela UE.

Este plano de reformas, que foi rejeitado pelos parceiros de Berlusconi da Liga Norte, contou com o aval das autoridades comunitárias, que pedem ao primeiro-ministro da Itália a execução imediata das propostas.

Os líderes da UE pediram na quarta-feira ao Governo espanhol que continue com as reformas econômicas já em andamento.


Fonte: O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e bancos centrais da zona do euro mantêm "contatos para preparar um plano de contingência" perante um possível contágio da Itália e da Espanha com a crise da dívida grega, segundo informaram neste sábado meios de comunicação italianos.

A imprensa digital italiana, que cita "fontes internacionais" em Bruxelas, divulgadas pela agência "ANSA", fala de uma espécie de "rede de segurança" para esses dois países, mesmo após a UE ter feito um "acordo global" em Bruxelas para combater a crise.

Segundo as mesmas fontes, que definem estes contatos como "informais", "no caso do FMI, uma 'rede de segurança' para os dois países poderia requerer um aumento de capital".

Trata-se de uma espécie de "plano B" que poderia ser posto em prática pela hipótese de um iminente contágio das economias da zona do euro, o que poderia ter grandes consequências para o sistema financeiro global.

Depois da Grécia, a Espanha e a Itália são os dois países que necessitarão de mais capital para que seu sistema bancário possa cumprir com os novos requerimentos da União Europeia antes de junho de 2012, segundo os dados oferecidos esta semana pela Autoridade Bancária Europeia (ABE).

Os bancos espanhóis necessitarão, segundo a ABE, de 26.161 milhões de euros, enquanto os italianos deverão ser recapitalizados por um valor de 14.771 milhões de euros.

No Conselho Europeu de quarta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apresentou uma "declaração de intenções" sobre as reformas econômicas que pretende aplicar nos próximos meses para garantir a estabilidade financeira da Itália, após as exigências feitas pela UE.

Este plano de reformas, que foi rejeitado pelos parceiros de Berlusconi da Liga Norte, contou com o aval das autoridades comunitárias, que pedem ao primeiro-ministro da Itália a execução imediata das propostas.

Os líderes da UE pediram na quarta-feira ao Governo espanhol que continue com as reformas econômicas já em andamento.O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e bancos centrais da zona do euro mantêm "contatos para preparar um plano de contingência" perante um possível contágio da Itália e da Espanha com a crise da dívida grega, segundo informaram neste sábado meios de comunicação italianos.

A imprensa digital italiana, que cita "fontes internacionais" em Bruxelas, divulgadas pela agência "ANSA", fala de uma espécie de "rede de segurança" para esses dois países, mesmo após a UE ter feito um "acordo global" em Bruxelas para combater a crise.

Segundo as mesmas fontes, que definem estes contatos como "informais", "no caso do FMI, uma 'rede de segurança' para os dois países poderia requerer um aumento de capital".

Trata-se de uma espécie de "plano B" que poderia ser posto em prática pela hipótese de um iminente contágio das economias da zona do euro, o que poderia ter grandes consequências para o sistema financeiro global.

Depois da Grécia, a Espanha e a Itália são os dois países que necessitarão de mais capital para que seu sistema bancário possa cumprir com os novos requerimentos da União Europeia antes de junho de 2012, segundo os dados oferecidos esta semana pela Autoridade Bancária Europeia (ABE).

Os bancos espanhóis necessitarão, segundo a ABE, de 26.161 milhões de euros, enquanto os italianos deverão ser recapitalizados por um valor de 14.771 milhões de euros.

No Conselho Europeu de quarta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apresentou uma "declaração de intenções" sobre as reformas econômicas que pretende aplicar nos próximos meses para garantir a estabilidade financeira da Itália, após as exigências feitas pela UE.

Este plano de reformas, que foi rejeitado pelos parceiros de Berlusconi da Liga Norte, contou com o aval das autoridades comunitárias, que pedem ao primeiro-ministro da Itália a execução imediata das propostas.

Os líderes da UE pediram na quarta-feira ao Governo espanhol que continue com as reformas econômicas já em andamento.


Presidente de fundo de resgate europeu quer apoio da China


O diretor do fundo de resgate europeu buscou convencer a China neste sábado a investir no instrumento monetário ao afirmar que investidores podem estar protegidos contra um quinto das perdas iniciais e que bônus podem ser vendidos em iuan, caso Pequim o deseje.
Klaus Regling esteve na China para persuadir Pequim a contribuir com fundos e ajudar a zona do euro a superar sua crise da dívida, que já dura dois anos. Ele afirmou que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF) pode investir em um veículo de propósito especial e absorver os primeiros 20 por cento das perdas.
Regling não disse se a China havia solicitado tal grau de proteção e se recusou a comentar sobre seus encontros em Pequim. Mas ele afirmou que esperava apresentar uma proposta sobre como alavancar o fundo de resgate de 440 bilhões de euros (623,7 bilhões de dólares) até novembro.
Expandir o EFSF para 1 trilhão de euros é crucial para o último plano contra a crise da zona do euro, definido em uma cúpula da zona do euro nesta semana. Detalhes sobre como isso será feito ainda precisam ser finalizados e líderes europeus estão sob pressão para mostrar como o plano pode funcionar.
Regling, presidente-executivo do EFSF, disse que o fundo pode vender bônus em iuan no futuro se Pequim o desejar.
"Até o momento só emitimos bônus em euros, mas estamos autorizados a usar qualquer moeda que quisermos se isso parecer eficiente", disse.
"Isso também depende das autoridades chinesas, se elas o aprovariam. Acho que, provavelmente, é mais difícil. Mas imagino que, no curso dos anos, poderia acontecer".

Portugal e Espanha querem que G20 ajude a aliviar crise na UE


 Espanha e Portugal disseram no sábado que a crise da dívida da zona do euro é um problema global e pediram que EUA e outras potências do G20, ajudem a contê-la.
O primeiro-ministro Jose Luis Rodriguez Zapatero, encorajou os países do G20 menos afetados pela crise a fornecer um "plano de socorro urgente" para proteger a economia global.
O problema da crise da dívida na Europa parece que será o principal tema da cúpula do G20 --grupo das 20 principais economias--, na França, nos dias 3 e 4 de novembro.
A reunião em Cannes acontecerá uma semana depois dos líderes da zona do euro terem chegado a um acordo para recapitalizar seus bancos, incrementar o poder de fogo do fundo de resgate da UE e impor perdas pesadas aos credores da dívida grega.
"Esperamos que esses acordos, junto com os que forem fechados com o G20 no próximo fim de semana, restaurem a confiança necessária para manter a economia em movimento", disse Zapatero durante a cúpula Ibero-Americana, no Paraguai.
"Espero que eles aceitem o desafio na próxima semana. Os EUA têm o seu papel, o Federal Reserve tem o seu papel, todos os bancos centrais dos grandes países têm o seu papel, é claro, China, Brasil, Índia os Europeus e o Japão", disse ele durante uma coletiva de imprensa.
"A resposta do G20 tem dois elementos importantes. Primeiro aqueles que estão trabalhando para consolidar a nossa posição fiscal não podem mudar de rumo. Mas os países que têm uma margem para incentivar a atividade econômica, precisam adotar planos de incentivo, urgentes. Caso contrário, a economia global será afetada."
Nos últimos 18 meses, Zapatero fez cortes e implementou reformas, para mostrar como é que Espanha está levando a sério a disciplina fiscal e para evitar uma liquidação da sua dívida, devido a preocupações de que ela precisará de um socorro como o da Grécia.
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, disse aos líderes reunidos em Assunção que "a crise não é apenas europeia".
"Essa é uma crise global", ele disse. "É uma crise que exige de todos nós, seja na Europa, na América Latina ou em qualquer outro continente."
Uma fonte da delegação portuguesa disse que Passos Coelho pediu ao presidente mexicano, Felipe Calderon, para dizer aos membros do G20, que Washington deveria ajudar a resolver a crise, "estimulando o comércio e também com ajuda financeira".
"A União Europeia já reagiu à crise. Ela espera encontrar no G20 uma resposta global para a crise que é sistêmica e global", acrescentou a fonte, que pediu anonimato.
Os mercados financeiros tiveram forte alta esta semana, depois que os líderes europeus fecharam o acordo sobre a crise, embora analistas tenham alertado rapidamente que os detalhes do resgate ainda podem demorar semanas ou mesmo meses para serem concluídos.
Portugal está sofrendo uma profunda recessão, uma vez que está implementando medidas de austeridade difíceis.