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7.3.13

Setor de energia eólica amplia capacidade de geração na Bahia

O setor eólico na Bahia vai receber, até 2014, R$ 6,5 bilhões de investimentos, que irão gerar cinco mil empregos na implantação e 500 na operação dos projetos. Nesta segunda-feira (4), o governador Jaques Wagner apresentou, no Restaurante Amado, na Avenida Contorno, em Salvador, a parceria firmada entre as empresas Renova Energia e Alstom, um investimento de um bilhão de euros, o equivalente a R$ 2,7 bilhões.
A Alstom vai fornecer 440 aerogeradores destinados aos parques eólicos de Caetité, Guanambi e Igaporã, na região sudoeste do estado, que, juntos, têm capacidade para produzir, no mínimo, 1,2 GW ou quase o total produzido no mercado brasileiro de energia eólica. Produzidos na unidade de Camaçari, os equipamentos começam a ser entregues a partir de 2015, ao longo de três a quatro anos. Em decorrência da encomenda, a empresa duplicará a fábrica instalada na Bahia.
Durante o evento também estavam presentes os presidentes Renova Energia, que lidera o mercado de energia eólica contratada do Brasil, Mathias Becker, e da multinacional francesa Alstom, líder global em infraestrutura ferroviária e geração de transmissão de energia, Patrick Kron, além do presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Bosco.
“Vamos continuar dando sustentação para esses parques eólicos, tanto pelo que eles representam para produção de energia limpa quanto pela interiorização das riquezas e geração de empregos para Bahia”, afirmou o governador, ao destacar a atração de investimentos para o setor de energia limpa para o estado, que já conta com fábricas de torres e geradores. A meta é atrair também fabricantes de hélices, completando a cadeia produtiva do segmento.
De acordo com o presidente da Alstom, Patrick Kron, a empresa quer contribuir com o desenvolvimento da indústria eólica. “Esse contrato nos coloca em um novo patamar”. Ele destacou que a parceria é uma das maiores do mercado mundial de aerogeradores onshore. O presidente da empresa no Brasil, Marcos Costa, acrescentou que o contrato aumenta a competitividade do setor no país. “Estamos com tecnologia de ponta, com máquinas adaptadas às condições de vento da região, o que significa mais competitividade e redução da tarifa”.
A estimativa da Renova Energia é que a escolha de aerogeradores adaptados otimize a geração de energia eólica, com ganhos de 3% em produtividade. “Além do parque de Caetité, existem três outras áreas que estamos procurando desenvolver com capacidade equivalente. O potencial de crescimento da energia eólica na Bahia é muito grande e por muito tempo”.
Prospecção arqueológica
No total, a empresa possui mais de um gigawatt de capacidade instalada contratada em 14 parques eólicos. Inaugurado em julho de 2012, o maior complexo da América Latina só aguarda a interligação com linhas de transmissão da Chesf. “O prazo é entregar tudo até o final do ano. O único ponto pendente é a prospecção arqueológica, que já está em curso”, esclarece o presidente da Chesf, João Bosco.

30.10.11

Bahia tem cidade com a maior renda agrícola do país

O algodão colocou a Bahia em definitivo no cenário nacional da produção agrícola.

A Bahia desponta no cenário agrícola com a cidade que obteve a maior receita no ano passado. São Desidério, no oeste baiano, obteve R$ 1,1 bilhão de receita no ano passado, de um total de R$ 154 bilhões obtidos no país todo. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O algodão colocou a Bahia em definitivo no cenário nacional da produção agrícola. O Estado passa a ter o principal município brasileiro em receitas no país, desbancando a tradicional posição de Mato Grosso. Este perde, também, a segunda colocação nacional, que passou para um município de Goiás.

São Desidério, no oeste baiano, obteve R$ 1,1 bilhão de receita no ano passado, de um total de R$ 154 bilhões obtidos no país todo.

Os dados são do IBGE e fazem parte da pesquisa PAM (Produção Agrícola Municipal) e se referem à safra do ano passado. Em 2009, a liderança era de Sorriso (MT).

São Desidério ganhou a primeira posição porque é o maior produtor de algodão do país, sendo responsável por 16% de toda a produção brasileira do produto e por 47% do que é colhido na Bahia.

Como o algodão atingiu preços recordes nos mercados externo e interno, as receitas dos produtores da região aumentaram. O município está bem posicionado, ainda, na produção de milho, detendo a sexta posição nacional. Produz também soja (10ª posição) e feijão (20ª).

fonte: http://www.corecon-ba.org.br/site/main.asp?view=noticia&id=1816

26.8.11

Milho e sorgo atraem empresários paulistas

Creative Commons


O grupo paulista ‘Zanchetta Alimentos’ está interessado em investir na Bahia, nos setores de milho e sorgo.

Na quarta-feira (24), José Carlos Zanchetta e Carlos Augusto Zanchetta, diretores do grupo, visitaram plantações nos municípios de Paripiranga e Adustina, no nordeste do estado. A ideia inicial é implantar na região uma granja, um frigorífico para o abate e processamento de frangos e uma fábrica de rações.

Os empresários foram convidados pelo secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e se confessaram surpresos com a quantidade de produtores rurais interessados em trabalhar de forma integrada com o grupo. Eles prometeram analisar com muito cuidado a possibilidade de investir na região, que tem se destacado com produtora de grãos alta qualidade, especialmente feijão, milho e sorgo.

Segundo Eduardo Salles, o objetivo da visita é atrair novos investimentos para o setor avícola baiano. Acrescentou ainda que a estratégia também segue a orientação do governador Jaques Wagner de pulverizar os investimentos agropecuários em diversas regiões do estado.

O secretário destaca que o governo da Bahia quer atrair para o estado empresas sólidas, com experiência no setor avícola, e conseguir a autossuficiência na produção de carne de frango para o consumo baiano. “Apesar de não ser especialista em avicultura, considero esta região uma das melhores do mundo para a produção de carne de frango”, afirma.

Paripiranga e Adustina respondem por 82% da produção do nordeste baiano, que abrange 18 municípios e congrega 55 mil pequenos agricultores familiares, cuja presença foi avaliada de forma positiva pelos empresários paulistas.

Ainda em fase de análise, o projeto permite a integração do grupo com cerca de 600 produtores da agricultura regional, prevê investimentos estimados em R$ 100 milhões e a geração de dois mil empregos diretos e oito mil indiretos.

Produtividade elevada

Na apresentação que fez aos empresários, o secretário Eduardo Salles enumerou uma série de vantagens, que considera fundamentais, para sugerir a região para a instalação de um novo polo avícola para o estado. Segundo ele, uma delas é a existência de milhares de agricultores familiares produzindo milho com alta tecnologia e produtividades elevadas. “Temos aqui uma reforma agrária natural criada pela grande quantidade de agricultores familiares”.

Outras vantagens citadas foram a disponibilidade de mão de obra e a localização próxima a grandes centros como Salvador e Aracaju, o que facilita a logística de distribuição dos produtos. Também citou a possibilidade de exportação, inclusive para países asiáticos, via linha direta recentemente inaugurada, pela Tecon no porto de Salvador, utilizando contêineres refrigerados.

19.8.11

Bahia se consolida como destaque no setor de energia eólica. Mais 18 empreendimentos serão instalados no Estado

A Bahia, ao lado do Rio Grande do Sul, foi destaque no leilão de energia eólica (A-3) encerrado nesta quinta-feira (18) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Governo Federal. Dos 78 empreendimentos leiloados, 18 serão instalados na Bahia, somando 414,4MW.

“Com os resultados de hoje, a Bahia consolida sua vocação para a energia renovável, chegando a 52 projetos eólicos em instalação ou previstos no estado. Quando estiverem funcionando, vão acrescentar cerca de 1.414,4 mil MW à rede elétrica. Além da garantia do suprimento de energia através de uma fonte limpa, a Bahia ganha investimentos importantes no interior, onde justamente o Governo quer investir mais em industrialização e gerar novos empregos”, diz o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.

Entre os motivos que têm levado a energia eólica a se tornar mais barata no Brasil está a chegada dos fabricantes de equipamentos no país. “A Bahia tem contribuído bastante com a vinda de empresas para integrar a cadeia produtiva de eólica. Estamos em uma fase de produção de equipamentos em escala no Brasil, o que permite a redução dos custos operacionais”, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Maurício Tolmasquim.

Empresas vencedoras

A Renova Energia terá nove parques, que somam 212,8MW em potência. A Enel Green Power – EGP – foi responsável pela venda de 52,8 MW, divididos em dois empreendimentos, também em solo baiano. No leilão de reserva, a alemã MAN B & W Energia venceu com sete projetos baianos de energia eólica, em um total de 148 MW.

Com lances abaixo dos R$100 por MW/h, o deságio médio do leilão foi de 28,4%. No total, 55 usinas de geração de energia a partir da força dos ventos negociaram produção a preços abaixo dos R$ 100 por MW/h, entre elas os três vencedores da Bahia. O destaque foi para o Rio Grande do Sul com 624,4MW, distribuídos em 26 usinas.

Parque industrial

Além dos parques de geração de energia espalhados pelo sertão, a Bahia começa a organizar um parque industrial voltado para a produção de equipamentos de energia eólica. Em julho, a Gamesa foi inaugurada no Polo Industrial de Camaçari, dando início à produção de turbinas eólicas. A espanhola investiu R$ 50 milhões na unidade baiana que vai produzir, na primeira etapa, motores com capacidade para 300 MW/ano.

Até o final do ano, a previsão é de que a francesa Alstom inaugure sua fábrica, com investimentos de R$ 50 milhões e capacidade instalada de 300 MW/ano. Em 2012, será a vez da implantação da Torres Eólicas do Brasil – Torrebrás, que vai construir as torres gigantes para os aerogeradores. A empresa vai investir R$ 21 milhões e gerar 235 empregos diretos na fase inicial de produção.

Agecom

17.8.11

VII Encontro de Economia Baiana abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o VII Encontro de Economia Baiana, que ocorre nos dias 15 e 16 de setembro, no Hotel Pestana, em Salvador.

Com o tema “Ciclos Econômicos, Desigualdade e Pobreza”, o EEB reúne pesquisadores, estudantes, empresários e profissionais interessados no debate sobre questões ligadas ao financiamento do desenvolvimento, economia regional e baiana. A inscrição é gratuita e pode ser feita através do site www.mesteco.ufba.br/encontro.

Durante as seis primeiras edições, o Encontro recebeu mais de 4 mil participantes, contando com a presença de importantes nomes do cenário econômico nacional, a exemplo de Antônio Barros de Castro, Paul Singer, Rogério Studart, João Paulo de Almeida Magalhães, Tânia Bacelar, Ricardo Abramovay, entre outros.

Está prevista a formação de 12 mesas para apresentação de 36 artigos. Na mesma oportunidade será lançada a 15ª edição da Revista Desenbahia, composta por uma seleção de nove artigos apresentados no Encontro e mais uma edição da Revista Bahia Análise e Dados, publicação produzida pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do Estado (SEI). A programação completa será divulgada em breve através do site do encontro.

Para o presidente da Desenbahia, economista Luiz Alberto Petitinga, o EEB já se consolidou como um dos mais importantes eventos desta área nas regiões Norte e Nordeste.

“O Encontro recebeu este ano a inscrição de 121 trabalhos pleiteando publicação na Revista Desenbahia e apresentação durante o evento. É uma amostra de como é reconhecido pelos pesquisadores e de sua importância para o debate de temas tão relevantes ao pensamento de nossos problemas sociais”, afirmou.

O EEB é organizado através de uma parceria entre a Desenbahia a SEI e o Curso de Mestrado em Economia da UFBA. Este ano o evento conta com o patrocínio da Petrobras, Bahiagás, Sebrae e Banco do Nordeste.

3.8.11

Empresários baianos são incentivados a exportar



Rodadas de negócios, serviços de consultoria e cursos focados nos procedimentos para começar a exportar fazem parte da programação do Encontro de Comércio Exterior Empresarial (Encomex Empresarial), maior evento nacional para o estímulo aos negócios no mercado externo. O evento foi aberto nesta quarta-feira (3) no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, e termina na quinta (4).

Realizado com apoio do governo estadual, o Encomex é direcionado a empresários baianos interessados em aproveitar o bom momento da economia e o crescimento expressivo das exportações do estado, que em junho vendeu US$ 1,5 bilhão em produtos para outros países.

O governador Jaques Wagner, presente na abertura do encontro, disse que a Bahia vive um momento excepcional, com várias indústrias se instalando no estado. De acordo com ele, é hora de aproveitar as medidas de incentivo oferecidas também a pequenos e médios empresários.

“Espero que os participantes aproveitem o evento para discutir e depois utilizar os programas e parcerias dos governos estadual e federal, para aumentar a participação no mercado externo”, afirmou Wagner.

Também estiveram presentes na abertura do Encomex, os secretários James Correia (Indústria, Comércio e Mineração) e Eva Chiavon (Casa Civil), além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exteriores, Tatiana Prazeres.

Política de desenvolvimento regional

As obras de infraestrutura, a exemplo da Ferrovia Oeste-Leste e do Porto Sul, foram citadas pelo governador Jaques Wagner como parte das ações do estado na busca pela ampliação da capacidade de exportação e da competitividade dos produtos baianos. Ele também destacou a importância das medidas lançadas esta semana pela presidente Dilma Rousseff inseridas no plano Brasil Maior.

“Já orientei a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração a colocar a equipe para analisar as medidas anunciadas. Vamos conversar com os governadores do Nordeste e saber o que está faltando para que a gente possa fazer a tão sonhada política de desenvolvimento regional. Se quisermos fugir da guerra fiscal, altamente danosa à economia do país, é preciso desenvolver essa política”, enfatizou.