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15.10.11

Após acordo pelo fim da greve, bancos só devem voltar a funcionar na terça-feira (18)

Bancos grve - 700 x 475
Mister Shadow/07.10.2011/AE

Bancários receberão reajuste de 9%, mas agências só

deverão voltar a receber clientes na terça-feira (18)



Neste sábado (15), a greve dos bancos completa 19 dias e deve chegar ao 21º porque as agências só devem reabrir na próxima terça-feira (18). Apesar do acordo fechado entre a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a proposta ainda precisa passar pelas assembleias nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal.


Na noite de sexta-feira (14), a federação e a entidade que representa os trabalhadores entraram em consenso após paralisação que começou no dia 27 de setembro.


A proposta dos bancos é reajustar os salários em 9% (aumento real de 1,5%) a partir de 1º de setembro de 2011, piso salarial para caixas para R$ 1.900 (para jornadas de seis horas), piso salarial de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) para escriturários e melhoria na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) - com limite de 2,2 salários mais R$ 2.800, segundo presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.


Além disso, haverá reajustes nos benefícios dos trabalhadores. Segundo a Fenaban, o vale-refeição sobe para R$ 19,78 por dia, o vale-alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor, e o auxílio-creche mensal fica em R$ 284,85 por filho de até 6 anos.

Cordeiro afirmou que a confederação vai "orientar as assembleias [de funcionários] a aceitar a proposta e colocar fim à greve". No entanto, ele confirmou que as assembleias serão realizadas na segunda-feira, o que impede a reabertura imediata das agências. Se a proposta passar (o que provavelmente vai acontecer), os bancos voltam a atender o público na terça-feira (18).


O último balanço oficial da Contraf apontou que 9.090 agências bancárias aderiram à paralisação - o que representa 45% do total de agências do país. O pico de 2010 parou 8.278 agências em todo país. De acordo com o sindicato da categoria de São Paulo, Osasco e região, 42,4 mil bancários cruzaram os braços durante a paralisação.


Suas contas

Existem alternativas para pagar as contas durante a paralisação dos bancários - internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados. Você pode fazer a maioria das operações no caixa eletrônico. Há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país, segundo a Fenaban e os endereços estão em www.febraban.org.br/buscabanco. Quem tem dívidas a pagar e não possui cartão para uso em caixa eletrônico pode encontrar ajuda em lotéricas, lojas e supermercados podem ajudar, já que são correspondentes bancários e aceitam a quitação de diversas contas. A Febraban diz que 165 mil correspondentes estão aptos a atuar como bancos. Esses postos permitem até pequenos saques em espécie.

No caso das contas de tarifas públicas, como água, telefone, e energia, a orientação é procurar as empresas que fornecem esses serviços e negociar uma saída. Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta-corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento.

Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra virá na fatura do mês seguinte.

1.10.11

Quase 8 mil agências fecharam no quarto dia de greve dos bancários

Subiu para 7.865 o número de agências fechadas no quarto dia da greve nacional dos bancos públicos e privados, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgado nesta sexta-feira (30). Com isso, 39,18% das 20.073 agências bancárias instaladas no país foram afetadas pela mobilização dos trabalhadores.

A paralisação atinge 25 estados e o Distrito Federal. O único estado sem greve continua sendo Roraima, porém os bancários já decidiram aderir ao movimento a partir da próxima segunda-feira (3).

O dia foi marcado por novas passeatas e manifestações dos bancários em conjunto com os trabalhadores dos Correios. “A unidade dos bancários e dos trabalhadores dos Correios é uma resposta ao silêncio dos bancos e do governo. O melhor caminho é o da negociação com proposta decente para que possa ser apresentada aos trabalhadores”, disse, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da entidade.

Segundo a Contraf-CUT, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não entrou em contato com a entidade, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, para retomar as negociações.

“Enquanto os bancos não apresentarem uma proposta decente, a greve seguirá crescendo em todo o país. Permanecemos à disposição para dialogar com o objetivo de construir um acordo que atenda às reivindicações da categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo", sustenta Cordeiro.

Reivindicações
Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.