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20.11.11

Salvador registrou inflação de -0,30%

Este resultado foi muito inferior ao apurado no mês de setembro (1,05%)

A variação acumulada no ano atingiu 3,94%, segundo dados apurados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador variou -0,30% em outubro. Este resultado foi muito inferior ao apurado no mês de setembro (1,05%). Em outubro de 2010, o IPC havia registrado uma pequena alta de 0,50%. A variação acumulada no ano atingiu 3,94%, segundo dados apurados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (SEPLAN).

No acumulado dos últimos 12 meses (nov. 2010 – out. 2011), a taxa situou-se em 5,17%, resultado superior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (out. 2010 – set. 2011), que foi de 4,25%.

Em outubro de 2011, os produtos/serviços que tiveram maiores contribuições negativas para a formação da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Gasolina (6,83%), Cursos diversos (computação e pré-vestibular) (10,77%), Automóvel novo (1,01%), Álcool combustível (5,29%), Pacotes turísticos (2,80%), Condomínio (1,90%), Cruzeiro marítimo (3,28%), Camiseta, blusa e blusão femininos (2,32%), Passagem aérea (5,39%) e Camisa Infantil (9,22%). Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões positivas foram: Perfume (4,48%), Botijão de gás (3,50%), Tangerina (40,76%), Aluguel residencial (0,65%), Medicamento vasodilatador (3,49%), Cebola (9,03%), Frango abatido (6,39%), Leite pasteurizado (1,75%), Seguro voluntário de veículos (1,97%) e Leite em pó (1,27%).

Ressalte-se que dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 120 registraram decréscimos, 94 não tiveram alterações e 161 apresentaram aumento nos preços médios.

Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos/serviços cujos preços médios sofreram maiores reduções em outubro do ano corrente foram: cinto feminino (12,20%), cursos diversos (computação e pré-vestibular) (10,77%), alface (10,07%), camisa infantil (9,22%), copo de vidro comum (7,04%), gasolina (6,83%), mala (6,53%), passagem aérea (5,39%), álcool combustível (5,29%) e tomate (5,07%).

Custo da cesta acusou diminuição de 0,38%

A ração essencial mínima definida pelo Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a valer R$ 187,81 em outubro, apresentando um decréscimo de 0,38% quando comparado com o mês de setembro de 2011. Com este resultado, a variação acumulada no ano chegou a 2,41%.

Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, seis registraram variações negativas: Tomate (5,07%), Banana-prata (3,06%), Feijão rajado (1,53%), Arroz (0,55%), Farinha de mandioca (0,43%) e Pão francês (0,34%). Por outro lado, cinco produtos registraram variações positivas: Óleo de soja (0,32%), Café moído (0,69%), Leite pasteurizado (1,75%), Cruz machado (2,10%) e Manteiga (2,14%). Apenas um produto permaneceu com o preço médio estável: Açúcar cristal.

Em outubro, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 82 horas e 42 minutos, e o trabalhador comprometeu 34,46% do salário mínimo para adquirir os 12 produtos da cesta.

Fonte:http://www.sei.ba.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1003:salvador-registrou-inflacao-de-030&catid=1:latest-news&Itemid=243

12.9.11

Economistas explicam importância dos investimentos na Bahia para a Copa do Mundo 2014

Economistas explicam importância dos investimentos na Bahia para a Copa do Mundo 2014

No país, segundo estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), estima-se em 3,3% a parcela exclusiva do emprego gerado pelo turismo

A demanda por produtos e serviços crescerá também em muitos outros setores A demanda por produtos e serviços crescerá também em muitos outros setores

Quando se ouve falar sobre crescimento da Economia atrelado à Copa do Mundo no Brasil e, especialmente, aos jogos que acontecerão na Bahia, as áreas mais visadas são o turismo e a construção civil. Entretanto, segundo Economistas, a demanda por produtos e serviços crescerá também em muitos outros setores. “O comércio vai ter que se qualificar, certas indústrias terão que aumentar seu staff para aumentar a produção, a gastronomia se profissionalizará ainda mais e até os serviços de Saúde precisarão de investimentos extras, assim como os transportes e o entretenimento, entre outros”, acredita o Assessor Especial da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan) e conselheiro do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-Ba), Antônio Alberto Valença.

No Brasil a renda gerada pelo turismo é estimada em aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). “No Nordeste esta relação é de 6,5%, um percentual considerável que precisa ser otimizado”, acredita o também conselheiro do Corecon-Ba, Economista Carlos Augusto Magalhães. “Para isso, é necessário dar visibilidade aos atrativos de que dispomos através dos mecanismos de comercialização e de promoção do turismo”, declara. Hoje no país, segundo estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), estima-se em 3,3% a parcela exclusiva do emprego gerado pelo turismo.

A Indústria da Construção Civil, por sua vez, representou em 2010 5,3% do PIB Nacional enquanto na Bahia a participação do setor no PIB estadual foi de 9,4%, segundo dados publicados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Embora o ritmo deste crescimento possa oscilar, ele não deve parar tão cedo. “O ritmo das obras civis após a Copa deve sofrer uma retração, mesmo porque todas as obras voltadas para este evento devem estar prontas antes de julho de 2014. Porém, não podemos esquecer que outras obras não ligadas à Copa do Mundo e previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), continuarão a ser tocadas, o que significa que não haverá uma parada radical no ritmo da construção, pois tudo indica que o Brasil vai continuar crescendo após a Copa”, explica o Economista Carlos Augusto Magalhães.

Vale destacar que tanto o setor de turismo como a construção civil se caracterizam pela utilização de mão de obra intensiva, o que significa que um forte incremento nestas atividades refletirá positivamente na criação de novos postos de trabalho e consequente ampliação da renda.

Legado

Não há dúvidas entre Economistas e outros especialistas em Planejamento de que o legado da Competição da Federação Internacional de Futebol (Fifa) será muito importante para a Bahia. “Vai além dos quatro principais alvos de investimento, que são a construção da Arena Fonte Nova; a modernização e ampliação do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães; a criação da estação para cruzeiros marítimos e a melhoria da mobilidade urbana”, declara Antônio Alberto Valença.

Carlos Augusto concorda com seu colega, pois também acredita que para Salvador e Região Metropolitana o impacto no crescimento econômico será mais visível em função dos investimentos em infraestrutura. Além dos pontos citados por Valença, Carlos Augusto acrescenta que provavelmente haverá melhorias nas áreas de telecomunicações, segurança pública, energia, saúde, saneamento e rede hoteleira.

“Estes investimentos são fortes indutores do crescimento econômico, porém os impactos destes investimentos não devem ser avaliados apenas pelo enfoque do retorno econômico, mas também sob outros aspectos que terão repercussão em prazos mais longos”, diz Augusto. E completa: “Na verdade, estes são os investimentos mais rentáveis para o crescimento e o desenvolvimento econômico, pois refletem diretamente na melhoria das condições sociais da população e na melhoria da qualidade de vida em longo prazo”.

Principais alvos

O assessor da Seplan, Antônio Alberto Valença, afirma que Salvador carece de um espaço adequado para a realização de grandes shows. “Estamos fora do circuito das grandes apresentações internacionais. Mas acredito que o investimento na construção de uma arena, cuja abrangência é bem maior do que apenas um estádio de futebol, tende a ser uma das soluções para este problema. Além disso, a área no entorno do Dique do Tororó é urbanisticamente carente, mas a tendência é que, a partir da construção da Arena, melhorias sejam feitas no local”, diz.

A modernização da estação de passageiros do Aeroporto bem como a ampliação dos estacionamentos e melhoramentos técnicos no local também são considerados por Valença um investimento prioritário. “Há, ainda, os turistas que chegam pelo mar, através dos cruzeiros. Na última temporada tivemos mais de 140 atracações, mas não temos uma estrutura adequada para receber estes navios, o que vai mudar através da construção de uma Estação de Cruzeiros Marítimos, possibilitada através da parceria entre a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), o governo estadual e a Prefeitura de Salvador, diz.

Para o experiente Economista da Seplan, o maior de todos os legados da Copa para a Bahia está relacionada à mobilidade urbana. “Infelizmente, somos a capital com o pior transporte público do Brasil. Precisamos mudar isso com urgência e acredito que os jogos do Campeonato Mundial de 2014 são um incentivo para acelerar esta mudança. Temos um prazo imposto pela Fifa e precisamos cumprir este prazo”, declara.

Valença acredita que não só a capital, mas também as principais cidades turísticas da Bahia terão suas economias impactadas no período do Mundial. “Acredito que muitas pessoas deverão estender sua estadia na Bahia para conhecer pontos turísticos como Cachoeira, Santo Amaro e outras cidades do Recôncavo, Ilhéus, Porto Seguro... Aliás esta cidade do sul do Estado, inclusive, tem se empenhado para servir de base para a seleção de Portugal”, conta. Na visão de Carlos Augusto Magalhães, “as cidades da Chapada Diamantina deverão ser menos procuradas em função da distância e de uma infraestrutura aeroportuária inadequada”, pontua.

O mais importante para o Economista Carlos Augusto é que os investimentos para a Copa do Mundo sejam selecionados não apenas por critérios privados de retorno econômico, embora estes sejam importantes, mas principalmente devem levar em consideração os critérios de custo/benefício do ponto de vista social. “O que vai ficar para a sociedade é o que realmente interessa”, conclui.

Fonte: Assessoria de comunicação

21.8.11

Mão de obra estrangeira desembarca no Brasil

Agência Estado

Em abril, a engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25 anos, trocou a Espanha por Salvador. O motivo foi uma vaga de emprego na empresa responsável pela construção da Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na Bahia. As perspectivas para a economia brasileira - principalmente se comparadas ao cenário de crise em países da União Europeia e nos Estados Unidos - tornaram trajetórias como a da jovem engenheira cada vez mais frequentes no País.

No primeiro semestre deste ano, o número de profissionais estrangeiros aumentou quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre janeiro e junho foram concedidas 26.545 autorizações para que profissionais de outras nacionalidades possam trabalhar no País, ante 22.188 nos mesmos meses do ano passado. "O Brasil se tornou um mercado com muitas oportunidades para um profissional qualificado", diz a engenheira Almudena, que chegou ao País por meio da Aiesec, uma organização que promove o intercâmbio entre profissionais.

De acordo com Celso Grisi, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), a "invasão" dos estrangeiros está apenas no início. "Como nos países de origem a situação econômica está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores internacionais tende a aumentar nos próximos anos", afirma Grisi. Ao contrário dos países desenvolvidos, a economia brasileira deve avançar neste ano pelo menos 3,5%, nas estimativas da maior parte dos analistas.

Os estrangeiros são atraídos, principalmente, pelas oportunidades nas áreas de engenharia e de segmentos relacionados ao pré-sal. "Não tem muito o que fazer por enquanto, porque as empresas são as primeiras a buscarem profissionais estrangeiros", afirma Grisi, referindo-se à baixa qualificação do brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

19.8.11

Banco Safra lucra R$ 585 milhões no primeiro semestre

O Banco Safra divulgou seu resultado do primeiro semestre deste ano. A instituição obteve um lucro líquido de R$ 585 milhões, valor 14,2% superior àquele registrado em igual período de 2010.

A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 42,5 bilhões em junho, o que representou um aumento de cerca de 40% na comparação com o estoque de empréstimos e financiamentos de um ano atrás.

O índice de Basileia do banco ficou em 14,7%, valor 0,8 ponto percentual superior ao de junho de 2010.

Contraf-CUT com Valor Econômico

Bahia se consolida como destaque no setor de energia eólica. Mais 18 empreendimentos serão instalados no Estado

A Bahia, ao lado do Rio Grande do Sul, foi destaque no leilão de energia eólica (A-3) encerrado nesta quinta-feira (18) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Governo Federal. Dos 78 empreendimentos leiloados, 18 serão instalados na Bahia, somando 414,4MW.

“Com os resultados de hoje, a Bahia consolida sua vocação para a energia renovável, chegando a 52 projetos eólicos em instalação ou previstos no estado. Quando estiverem funcionando, vão acrescentar cerca de 1.414,4 mil MW à rede elétrica. Além da garantia do suprimento de energia através de uma fonte limpa, a Bahia ganha investimentos importantes no interior, onde justamente o Governo quer investir mais em industrialização e gerar novos empregos”, diz o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.

Entre os motivos que têm levado a energia eólica a se tornar mais barata no Brasil está a chegada dos fabricantes de equipamentos no país. “A Bahia tem contribuído bastante com a vinda de empresas para integrar a cadeia produtiva de eólica. Estamos em uma fase de produção de equipamentos em escala no Brasil, o que permite a redução dos custos operacionais”, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Maurício Tolmasquim.

Empresas vencedoras

A Renova Energia terá nove parques, que somam 212,8MW em potência. A Enel Green Power – EGP – foi responsável pela venda de 52,8 MW, divididos em dois empreendimentos, também em solo baiano. No leilão de reserva, a alemã MAN B & W Energia venceu com sete projetos baianos de energia eólica, em um total de 148 MW.

Com lances abaixo dos R$100 por MW/h, o deságio médio do leilão foi de 28,4%. No total, 55 usinas de geração de energia a partir da força dos ventos negociaram produção a preços abaixo dos R$ 100 por MW/h, entre elas os três vencedores da Bahia. O destaque foi para o Rio Grande do Sul com 624,4MW, distribuídos em 26 usinas.

Parque industrial

Além dos parques de geração de energia espalhados pelo sertão, a Bahia começa a organizar um parque industrial voltado para a produção de equipamentos de energia eólica. Em julho, a Gamesa foi inaugurada no Polo Industrial de Camaçari, dando início à produção de turbinas eólicas. A espanhola investiu R$ 50 milhões na unidade baiana que vai produzir, na primeira etapa, motores com capacidade para 300 MW/ano.

Até o final do ano, a previsão é de que a francesa Alstom inaugure sua fábrica, com investimentos de R$ 50 milhões e capacidade instalada de 300 MW/ano. Em 2012, será a vez da implantação da Torres Eólicas do Brasil – Torrebrás, que vai construir as torres gigantes para os aerogeradores. A empresa vai investir R$ 21 milhões e gerar 235 empregos diretos na fase inicial de produção.

Agecom

Ministro garante empenho para andamento das obras de infraestrutura na Bahia

O vice-governador Otto Alencar se reuniu, ontem (18), em Brasília, com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para discutir o cronograma de andamento das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e das rodovias do estado da Bahia, tendo recebido a garantia de ajuda do ministério para resolver os entraves que estão dificultando o andamento das obras de infraestrutura do estado.
O ministro disse que todas as reivindicações serão atendidas e que já havia conversado recentemente sobre elas com o governador Jaques Wagner. Destacou ainda a importância do trabalho do Tribunal de Contas da União (TCU) na fiscalização das obras públicas, afirmando que se reunirá com o órgão para discutir os problemas pendentes, a fim de saná-los. “Vamos trabalhar para resolver todas as pendências existentes e tocar as prioridades”.
O ministro explicou que espera a reestruturação da nova diretoria da Valec para que as obras da Fiol sejam aceleradas. Disse ainda que acompanha de perto a execução do TAC, com o objetivo de impedir prejuízo ambiental à obra da Fiol e questionamentos dos órgãos de fiscalização. Além disso, se empenhará para que todas as exigências sejam atendidas.

Debate
Passos também se afirmou disposto a comparecer à Assembleia Legislativa da Bahia para debater as obras do estado. Depois de esclarecer as dúvidas sobre a Fiol, o vice-governador Otto Alencar quis saber sobre o andamento das principais obras rodoviárias do estado. Destacou a continuidade das obras na BR-135, com a pavimentação do trecho entre a divisa de Minas Gerais, de Montes Claros (MG) até Barreiras, resolvendo os problemas do trecho que passa pela cidade de Correntina. O ministro disse que o contrato será assinado até o mês de novembro.
Otto Alencar cobrou andamento das obras de recuperação dos 65 quilômetros da BR-235, entre os municípios de Casa Nova e Remanso, a duplicação das BRs-242/020, que fazem travessia urbana na cidade de Luís Eduardo Magalhães, a pavimentação da BR-030, que liga Carinhanha a Cocos, a duplicação da saída da cidade de Feira de Santana, trecho de 15 quilômetros até o Trevo e da BR-415, entre Itabuna e Ilhéus. Além de um novo traçado para o viaduto localizado na BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
“Saímos satisfeitos do encontro. Fomos muito bem recebidos”, afirmou o vice-governador, que ficou impressionado com o conhecimento do ministro sobre as questões envolvendo a malha viária baiana e as obras da Fiol.
Participaram da audiência, os senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata, os deputados estaduais Ivana Bastos, Gildásio Penedo e Ângela Sousa, e os federais Nelson Pelegrino, coordenador da bancada federal da Bahia que articulou o encontro, e José Carlos Araújo.
Os parlamentares cobraram providências do ministro para acelerar as obras da ferrovia baiana e solicitaram explicações sobre os critérios que nortearam o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), celebrado entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a empresa Valec. Também o questionaram sobre o andamento das principais rodovias em construção e pavimentação na Bahia.
“Queremos ajuda do ministério dos Transportes para acertar os detalhes e colocar mais técnicos para resolver os problemas com o Ibama”, solicitou Walter Pinheiro. Para a Lídice da Mata “o ministro se empenhará para evitar atrasos nos cronogramas das obras da ferrovia e das rodovias”.


5.8.11

Jaguarari terá fábrica de beneficiamento de babosa

O município de Jaguarari, localizado no Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru, entre as cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, ganhará em outubro deste ano uma indústria para processar a Aloe Vera, planta conhecida popularmente como babosa e que contém em suas folhas um tipo de gel utilizado pela indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética.

O anúncio da nova fábrica foi feito ao secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, pela diretora da empresa Jung Consult do Brasil Produtos Naturais, Soraya Oliveira Jung, e o assessor administrativo, Dirceu Vieira Saturnino, durante café da manhã organizado pelo prefeito de Jaguarari, Antonio Nascimento, na terça-feira (2), no município. O investimento é da ordem de R$ 400 mil e vai gerar cerca de 80 postos de trabalho.

Salles disse que a nova indústria e o fortalecimento da cultura da babosa será uma importante opção para a agricultura familiar do município e do Distrito de Irrigação de Ponto Novo, distante 140 quilômetros de Jaguarari. Segundo Dirceu Vieira, que coordena a implantação da indústria, a ideia não está descartada, mas os agricultores terão que passar por treinamentos e capacitação.

A implantação da indústria de babosa será apresentada também aos secretários estaduais de Infraestrutura, Otto Alencar, e da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, durante audiências que serão solicitadas por Eduardo Salles para discutir a demanda de energia da indústria e o incentivo fiscal do governo, por meio do programa Desenvolve.

Produção

A empresa Jung Consult, com base em Santana Catarina, está instalada em Jaguarari há nove anos, produzindo babosa numa área plantada de 82 hectares. A produção atual é de 72 toneladas/mês, mas como afirma Dirceu Vieira, deverá chegar a 230 toneladas.

Atualmente, a unidade de Jaguarari produz a folha e a transporta para Santana Catarina, onde é beneficiada e transformada em extrato concentrado, vendido para a indústria alimentícia (bebidas e suplementos alimentares), de cosméticos e farmacêutica. A partir de outubro o beneficiamento passará a ser feito em Jaguarari.