17.12.11
Governo Federal quer impedir nova alta do real
11.9.11
Brasil pode ter taxa básica de juros de 1 dígito em 2012
Resignado com o novo comportamento do Banco Central (BC), o mercado refez cálculos e ampliou a percepção que o Brasil pode voltar a ter juro de um dígito em breve. Usando modelos de previsão semelhantes aos adotados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), alguns economistas preveem Selic abaixo de 10% no início de 2012. E, se a crise externa piorar muito, a taxa poderia cair rapidamente para perto de 5%.
Mesmo sem terem sido convencidos pelas explicações para o corte do juro, analistas passaram os últimos dias refazendo contas para entender o que deve acontecer com a economia comandada por esse "novo BC". Nesse cálculo, foi preciso aumentar a dose da influência da crise global, colocar uma porção da promessa do governo de rigor com os gastos, além de incluir uma inédita pitada de ousadia do BC. Feitas as contas, alguns resultados causam espanto.
Uma das estimativas mais surpreendentes é a do banco Credit Suisse, de que a Selic deve cair de 12% para 9% em dezembro - 1,5 ponto a cada uma das duas próximas reuniões, em outubro e novembro. O corte continuaria em janeiro de 2012, quando o juro recuaria para 8,5%, segundo relatório do economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira.
- Assumindo que a avaliação do Copom sobre o cenário global seja confirmada, mantemos a leitura que a resposta de política monetária mais adequada seria a de implementar um corte de juros expressivo de forma acelerada.
Estimativas como essas ainda são minoria no mercado, dominado por previsões que a Selic deve ficar entre 10% e 11% na virada do ano.
A hipótese de redução mais forte presume inflação mais próxima de 6,5% para favorecer o crescimento da economia. E avança no mesmo ritmo em que piora o quadro internacional. Na ata, o BC explica que cortou o juro para reagir ao efeito da turbulência externa, que já equivale a um quarto da crise de 2008. O raciocínio dos analistas é: se piora a tensão na Europa e nos EUA, será preciso uma resposta mais forte, um corte maior do juro.
Na LCA Consultores, o economista-chefe Braulio Borges estima que a possibilidade de o Brasil ter juro de um dígito no início de 2012 é de um terço, mas tende a crescer.
- Se houver calote na Grécia ou se a resistência alemã em ajudar outros países ganhar força, a hipótese aumenta bastante.
Estudioso dos modelos de previsão usados pelo BC, o professor de economia da USP Fabio Kanczuk admite que ficou impressionado com o resultado da projeção feita para o juro caso os problemas externos piorem.
- Se o Brasil sofrer o mesmo baque, seria preciso derrubar o juro para cerca de 5% para impedir uma depressão profunda da economia. É impressionante.
fonte:http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-pode-ter-taxa-basica-de-juros-de-1-digito-em-2012-20110911.html
9.9.11
Dólar tem sétima alta seguida e fecha no maior patamar desde março
Moeda norte-americana avançou 1,04%, a R$ 1,6772 na venda.
No mês, valorização chega a 5,32%.
O dólar completou o sétimo pregão seguido de alta nesta sexta-feira (9) e anulou as perdas ao longo do ano. O medo de um calote na Grécia e a saída surpreendente de um diretor do Banco Central Europeu (BCE) intensificaram a busca por proteção nesta sexta.
A moeda norte-americana subiu 1,04%, a R$ 1,6772 na venda. Este é o maior patamar de fechamento desde o dia 17 de março, quando a moeda fechou cotada a R$ 1,6860.
Ao longo desta semana, o dólar acumula alta de 2,49%; no mês, a valorização chega a 5,32%. No ano, a divisa, que chegou a ter desvalorização de mais de 7% em julho, agora sobe 0,67%.
Cenário externo
A renúncia de Juergen Stark do conselho executivo do BCE demonstrou aos investidores a divisão dentro do banco sobre o programa de compra de bônus, que tem mantido países como Itália e Espanha capazes de se financiar no mercado ao manter em níveis mais baixos os juros de captação.
Também circularam rumores no mercado global sobre a crítica situação da Grécia, que já recebeu dois pacotes de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, mas não tem conseguido cumprir as metas de controle orçamentário.
"O dólar está ajustando a (o que acontece) lá fora", disse o operador da corretora Renascença, José Carlos Amado.
Se a situação piorar no exterior, o dólar pode alcançar o patamar de R$ 1,70, disse Amado, o que pode até prejudicar o fluxo de dólares ao país, até agora positivo. "O próprio exportador pode ter a percepção de que (o dólar) pode ir para um patamar maior em função do cenário ruim lá fora."
A taxa Ptax , calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6774 para venda, em alta de 1,26%.
Nesta sexta-feira, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,6803.
26.8.11
Governo central faz superávit 5,6% maior em julho
Economia do governo para pagar juros ficou em R$ 11,2 bilhões, frente R$ 10,6 bilhões registrados em junho
O governo central registrou em julho superávit primário de R$ 11,184 bilhões. O resultado supera o valor obtido em julho de 2010, positivo em R$ 779 milhões, e ficou 5,6% acima de junho deste ano, quando ficou em R$ 10,587 bilhões.
O resultado primário do governo central compreende a economia para pagamento de juros do Tesouro Nacional, Banco Central, (BC) e Previdência Social.
No mês passado somente o Tesouro economizou R$ 13,336 bilhões. Já a Previdência Social registrou déficit de R$ 2,084 bilhões. O BC ficou com resultado negativo (despesas de custeio) de R$ 67,2 milhões.
A receita total no mês ficou em R$ 90,139 bilhões, e as transferências constitucionais a estados e municípios somaram R$ 12,340 bilhões. A receita líquida total ficou em R$ 77,799 bilhões e a despesa total ficou em R$ 66,614 bilhões.
19.8.11
Banco Safra lucra R$ 585 milhões no primeiro semestre
O Banco Safra divulgou seu resultado do primeiro semestre deste ano. A instituição obteve um lucro líquido de R$ 585 milhões, valor 14,2% superior àquele registrado em igual período de 2010.
A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 42,5 bilhões em junho, o que representou um aumento de cerca de 40% na comparação com o estoque de empréstimos e financiamentos de um ano atrás.
O índice de Basileia do banco ficou em 14,7%, valor 0,8 ponto percentual superior ao de junho de 2010.
Contraf-CUT com Valor Econômico