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29.8.12

Crescer o investimento


O Brasil precisa voltar a crescer 5% ao ano. Para sustentar esse crescimento já a partir de 2013 terá de aumentar a capacidade produtiva e recuperar o investimento de 25% do PIB que deixamos escapar nos últimos anos. Alcançar esse nível de investimento vai depender fundamentalmente de ações de governo.
O setor privado brasileiro continua a investir mais de 25% de sua renda líquida (PIB, menos impostos) e não mudou nada nos últimos 30 anos. Quem investia e deixou de fazê-lo foi o governo, a União principalmente. Os governos estaduais e municipais melhoraram a poupança após a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O PIB brasileiro cresceu à taxa anual de 7,5% (1948-1980) porque a carga tributária bruta era de 24%, e o investimento público era de 4% a 5%. Por que crescemos nos últimos 30 anos à média anual de 2,8%? A principal razão é que, com uma carga tributária bruta de 35% do PIB, o investimento público se reduziu a 2%!
O governo federal se prepara agora para acelerar o crescimento, mediante investimentos da ordem de 100 bilhões de reais em projetos de infraestrutura, com taxas de retorno capazes de atrair o que há de melhor e mais confiável na engenharia nacional. Nos próximos cinco anos, esses empreendedores vão elevar os investimentos sem sobrecarregar o orçamento federal (no qual não cabe o que já está lá dentro), fazendo crescer a renda e o consumo imediatamente e a capacidade produtiva futura – a produtividade total da economia – quando executados.
Não há dúvida de que o governo da presidenta Dilma está a trilhar o caminho certo, ao trazer a cooperação das empresas privadas para investir não apenas no setor estratégico da energia como também na importantíssima tarefa de desatar os nós da logística, colocando em concorrência os programas de concessões em rodovias, ferrovias e hidrovias e na ampliação das instalações portuárias marítimas ou fluviais.
Para o País crescer realmente é preciso multiplicar os estímulos à participação dos investimentos privados e ampliar os públicos, sem permitir o aumento das despesas de custeio.
A presidenta lida com um sério problema de tentativa de fortes reajustes na remuneração do funcionalismo público, que já recebeu benefícios extraordinários. Sua renda cresceu, nos últimos seis ou sete anos, o dobro do que cresceu o PIB. Tudo bem que o servidor público exerça funções importantes, mas ele precisa entender que há um limite e que a greve coloca a população contra as suas reivindicações. Ele parece não acreditar que a greve possa ter custos, como advertiu o ex-presidente Lula, e pode levar à suspensão do recebimento dos salários.
O governo terá de balancear isso, diante do fato de que, de um lado, estão os 196 milhões de cidadãos brasileiros e, de outro, os 600 mil ou 700 mil funcionários cujos líderes se portam como representantes de uma categoria especial, “exigindo” do governo aquilo que não pode conceder. Se ceder, vai perder o objetivo a que se propôs de voltar a investir nos projetos decisivos para a retomada do crescimento da economia.
O momento exige uma grande responsabilidade do governo, que deve manter o equilíbrio de suas contas para não pressionar a elevação das taxas de juro pelo aumento do déficit fiscal, principalmente. Se desejarmos crescer sem perder a estabilidade, não será possível transigir com as reivindicações abusivas do funcionalismo sindical. Chegou a hora de mostrar com clareza que eles são servidores, não senhores do público.
A presidenta tem razão quando diz que “não se pode brincar com as finanças públicas”. Os 196 milhões de cidadãos brasileiros “excluídos” desses benefícios devem apoiar fortemente, pela palavra e pela ação, a disposição do governo de resistir.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/crescer-o-investimento/

25.11.11

Coutinho vê Brasil como rota para investimento de longo prazo

Presidente do BNDES lembrou que projetos para formação bruta de capital fixo devem atingir R$ 1 trilhão de 2012 a 2015

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que as perspectivas de crescimento sustentado, com boas condições fiscais e inflação sob controle, tornam o Brasil como rota "fundamental para investimentos de longo prazo de todos os setores produtivos."

Ele reiterou que os projetos para formação bruta de capital fixo devem atingir R$ 1 trilhão de 2012 a 2015, com uma taxa de expansão levemente inferior a 8% ao ano. "Apesar da crise, o País tem atraído investimentos. Temos confiança no cenário favorável para o Brasil, que deve ser a quinta ou quarta economia do mundo nos próximos anos", destacou.

http://economia.ig.com.br/coutinho-ve-brasil-como-rota-para-investimento-de-longo-prazo/n1597383773393.html

18.11.11

Standard & Poor's eleva classificação de risco do Brasil para BBB

País continua no grupo de nações consideradas mais seguras para investir, com pequena chance de calote, mas melhorou de nota

A Standard & Poor's Ratings Services informou nesta quinta-feira que elevou a classificação de risco soberano de longo prazo do Brasil de BBB- para BBB. O risco de longo prazo da moeda também melhorou, passando de BBB+ para A. A agência também reafirmou os ratings de curto prazo para país de A-3 para moeda estrangeira e A-2 para a moeda local. A perspectiva do país é estável.
Neste nível, o Brasil mantém o chamado "grau de investimento", conquistado em abril de 2008, quando a  nota de crédito para moeda estrangeira subiu de BB+ para BBB- com perspectiva estável. Com esta nova nota, o país entrou no grupo de nações consideradas mais seguras para investir, com pouca probabilidade de inadimplência. Isso significa que o Brasil passa a ser visto como de baixo risco para aplicações financeiras de estrangeiros.
Em agosto deste ano, a S&P já havia elevado a perspectiva da nota soberana do Brasil em moeda local de estável para positiva. A perspectiva em moeda estrangeira havia sido elevada para positiva em 23 de maio. Segundo a agência, a elevação refletia as alterações adotadas em sua metodologia de avaliação de ratings soberanos, adotadas a partir de 30 de junho.
A mudança na perspectiva da nota representava o primeiro passo antes de uma elevação efetiva do rating. A agência afirmou em agosto que a perspectiva positiva considera que os fatores que garantem a estabilidade macroeconômica do país continuarão se fortalecendo nos próximos anos, com redução gradual das limitações fiscais e do risco a choques externos.
Outras duas agências de risco já melhoraram a nota brasileira. A Fitch elevou a nota do Brasil para "BBB" no início de abril, também segundo degrau dentro da classificação de "grau de investimento." A Moody's também fez o mesmo movimento em junho, ao elevar a nota brasileira de "Baa3" para "Baa2".
Compromisso fiscal
Segundo a Standard and Poor´s, em comentário sobre a elevação da nota brasileira nesta quinta-feira, a administração da presidenta Dilma Rousseff demonstrou seu compromisso com metas fiscais, alargando o escopo para usar os instrumentos de política monetária para influenciar a economia doméstica.
"Esperamos que o governo busque políticas monetária e fiscal cautelosas, combinadas com o resiliente crescimento econômico do país, possa moderar o impacto de choques externos potenciais e sustentar boas perspectivas paaa o crescimento de longo prazo", disse a agência em comunicado.
A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores estrangeiros na hora de decidir em que país irão colocar suas aplicações. Ela reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, menor é o risco e, portanto, maior é a capacidade do país de atrair investimentos.
A partir de um determinado patamar de classificação de risco o país é considerado "grau de investimento". Ou seja, o risco de calote é muito baixo. Muitos fundos de investimento estrangeiro direcionam recursos apenas para países que têm esta classificação. Parte deles é mais exigente, aplicando apenas em países que são considerados "grau de investimento" por ao menos duas das três grandes agências.
iG São Paulo, com Valor Online

 http://economia.ig.com.br/mercados/standard-poors-eleva-rating-do-brasil-para-bbb/n1597372602256.html

11.11.11

Walmart vai investir R$ 1,2 bilhão no Brasil em 2011

  Multinacional americana vai acelerar expansão e prevê inaugurar 80 lojas no País neste ano, a maior parte para as classes C e D

Foto: DilvulgaçãoMarcos Samaha, CEO Walmart

O presidente do Walmart Brasil, Marcos Samaha, anunciou hoje que vai investir R$ 1,2 bilhão e abrir 80 lojas ao longo de 2011. Em 2010, a varejista abriu um número bem menor de unidades, com a inauguração de apenas 45 lojas, e  . “O Brasil é um mercado extremamente estratégico para o Walmart", disse o executivo, em um comunicado à imprensa, após encontro com Fernando Pimentel, Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Brasília
Terceira no ranking brasileiro de supermercados, atrás do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour, o Walmart faturou R$ 22,3 bilhões em 2010 no Brasil, 13% mais que em 2009. Nos últimos 5 anos, o Walmart já investiu, ao todo, R$ 6 bilhões no País, com a construção de 177 lojas, o que representa um desembolso médio de R$ 1,2 bilhão por ano.
Mais da metade das 80 novas unidades será voltada para as classes C, D e E, com as bandeiras Todo Dia (supermercados de viziinhança) e Maxxi (atacado). “Nosso plano de expansão vai continuar se apoiando o desenvolvimento socioeconômico da população brasileira”, afirma Samaha. “O foco nos formatos direcionados à classe média emergente será ainda mais forte em 2011”, acrescenta.
Além da abertura das novas unidades, Samaha afirmou que parte dos investimentos será destinada à reforma de unidades antigas, melhorias no sistema logístico e em tecnologia. Ao todo, os investimentos vão permitir a geração de mais 7 mil empregos diretos e mais de 20 mil indiretos em 2011.

Preço Baixo Todo Dia
O ano foi marcado também pela estruturação do “Preço Baixo Todo Dia” (PBTD), política comercial adotada mundialmente pelo Walmart. Nos EUA, essa plataforma é conhecida por "every day low price" (EDLP) e foi relançada pelo grupo em janeiro no Brasil. O PBTD, informa a empresa, envolve desde a renegociação de contratos com os fornecedores até a redefinição de sortimento das lojas e a maneira de atender e expor os produtos nas gôndolas.
Foto: Getty Images
Rede adota programa "Preço Baixo Todo Dia"

“Não se trata de uma estratégia de preço, mas uma filosofia de negócio inédita no Brasil. Começamos baixando o preço de 2 mil itens e hoje já temos mais de 7 mil produtos nas lojas com preços renegociados, mais baratos que a media do mercado sempre.
O Walmart Brasil opera 483 unidades possui 87 mil funcionários em 18 estados brasileiros e Distrito Federa). A varejista opera com nove bandeiras, entre hipermercados (Walmart, Hiper Bompreço e BIG), supermercados (Bompreço, Nacional e Mercadorama), atacado (Maxxi), clube de compras (Sam’s) e lojas de vizinhança (Todo Dia).

Sustentabilidade
Em 2010 o Walmart anunciou sua meta global relativa à agricultura sustentável, que dá acesso de pequenos agricultores às lojas. A varejista vai comprar US$ 1 bilhão em mercadorias de cerca de um milhão de pequenos e médios produtores até 2015, além de garantir treinamento para estes fazendeiros. No Brasil, o Walmart vai dobrar a compra de itens do Clube dos Produtores, aumentando a renda dos pequenos produtores entre 10% e 15%, além de ampliar o número de famílias beneficiadas de 7.000 para 14.000 em 4 anos.

16.10.11

Montadoras somarão um Canadá à produção brasileira

Novas fábricas de automóveis serão construídas até 2015; ampliação das já existentes vão adicionar ao mercado brasileiro uma capacidade produtiva similar a do Canadá



São Paulo - As novas fábricas de automóveis que serão construídas até 2015 e a ampliação das já existentes vão adicionar ao mercado brasileiro uma capacidade produtiva similar a do Canadá, de 2 milhões de veículos ao ano. Apesar do significativo número de novas marcas que chegarão ao País, como as chinesas Chery e JAC, metade desse volume virá dos projetos de expansão das quatro maiores fabricantes atuais. Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen prometem adicionar quase 1 milhão de automóveis com ampliação de suas linhas ou construção de novas fábricas.

Diante da ameaça asiática, as montadoras veteranas vão se esforçar para garantir suas posições no mercado brasileiro, um dos mais cobiçados no setor automobilístico mundial pelo fato de continuar crescendo em meio a uma crise global, ainda que mais lentamente. A indústria local tem capacidade para produzir 4,3 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus por ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com os projetos já anunciados, esse potencial vai a 6,3 milhões, dependendo da quantidade de turnos de trabalho em cada fábrica. Um crescimento de 46,5%.

A estimativa das fabricantes e das empresas de consultoria é de um mercado doméstico de 4 milhões de veículos em 2014, chegando a 5 milhões em 2018 e 6 milhões em 2020, incluindo importados. Grande parte dos planos anunciados vislumbra o consumo interno e alguma exportação a países da América do Sul. Somente as associadas à Anfavea têm planos de investir US$ 21 bilhões nos próximos cinco anos (média de US$ 4,2 bilhões por ano), bem acima da média de 2007 a 2010 (US$ 2,9 bilhões) e da fase anterior, de 2004 a 2006, quando foram investidos apenas US$ 1,2 bilhão por ano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

fonte: http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/montadoras-somarao-um-canada-a-producao-brasileira