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4.3.12

BC anuncia nova medida para conter ingresso de dólares no Brasil



Para receber pagamento antes, exportador terá prazo para fazer entrega.BC diz que vendas têm de sair em 360 dias e vetou bancos nas operações.


A diretoria colegiada do Banco Central se reuniu de forma extraordinária nesta quinta-feira (1) e decidiu adotar uma nova medida para tentar conter o ingresso de dólares na economia brasileira, fator que pressiona para baixo a cotação da moeda norte-americana. Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,47%, cotada a R$ 1,7120 para venda. Já na abertura do pregão desta sexta-feira (2), a divisa opera em alta.

A partir desta sexta-feira (2), os exportadores que desejarem receber antecipadamente por suas vendas externas, nos chamados pagamentos antecipados (PA), deverão enviar o produto ao exterior em até 360 dias. Até o momento, não havia prazo formal para o envio.
Além disso, não será mais permitida a participação de instituições financeiras ou empresas no pagamento antecipado das exportações. Somente o comprador no exterior poderá remeter antecipadamente os valores.
Caso estas regras sejam descumpridas, o exportador está sujeito à alíquota de 6% do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos de até três anos no exterior.
Em 2011, segundo dados da autoridade monetária, US$ 50,4 bilhões ingressaram na economia brasileira como antecipação por operações de exportação, cerca de 20% de todos ingressos de moeda por conta de exportações (US$ 251 bilhões). No primeiro bimestre deste ano, o BC identificou que estas operações cresceram 46%, para US$ 8,4 bilhões.
Prazo suficiente para exportadores
O BC argumenta que os exportadores não serão prejudicados, visto que o prazo de 360 dias para envio do produto ao exterior é, em sua visão, suficiente para a remessa.
A decisão da diretoria colegiada do Banco Central vem após o governo ter endurecido as regras para empréstimos no exterior na véspera. Os empréstimos deverão ter, a partir de agora, no mínimo três anos para estarem livres da alíquota de 6% do IOF.
Mantega havia prometido novas medidas
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não ficará assistindo"impassível" (sem fazer nada) a guerra cambial que gera a queda do dólar, encarecendo as exportações brasileira e tornando as compras do exterior mais baratas.
"Estamos desestimulando a entrada de capital de mais curto prazo no Brasil. Se deve ao fato de que, hoje, há uma grande sobra de liquidez no mercado internacional. Está sobrando dinheiro", disse ele na ocasião.
Na avaliação do ministro, um dólar entre R$ 1,50 e R$ 1,60, que vigorou no país, por exemplo, no primeiro semestre de 2011, é "ruim" para a economia brasileira, uma vez que encarece as exportações e barateira os produtos comprados no exterior. Atualmente, a taxa está um pouco acima de R$ 1,70.
"Dólar a R$ 1,50 ou R$ 1,60 é ruim para a economia brasileira. É ruim para a indústria. É ruim para a exportação. Dólar em R$ 1,80 é melhor do que em R$ 1,50. Não estamos buscando nem R$ 1,70 ou R$ 1,80. Gostamos da modalidade de câmbio flutuante. É bom que flutue", informou ele nesta quinta-feira (1).
A presidente Dilma Rousseff criticou, também nesta quinta-feira, a ação dos países desenvolvidos em relação à crise financeira internacional e classificou como "tsunami monetário" a guerra cambial.



30.9.11

Governo libera R$ 1,95 bilhão para incentivar exportações

A presidente Dilma Rousseff assinou medida provisória autorizando a União a entregar R$ 1,95 bilhão às cidades, Estados e ao Distrito Federal para incentivar as exportações no país.

A medida foi publicada nesta sexta-feira (30) no "Diário Oficial da União". Os recursos serão entregues em três parcelas de R$ 650 mi até o último dia útil dos meses de outubro, novembro e dezembro. A divisão do dinheiro entre os municípios se baseará nos critérios de participação na distribuição da parcela do (ICMS) de cada Estado, aplicados neste ano.

Do total, os Estados ficarão com 75% e os 25% restantes serão repassados aos municípios.

O texto estabelece ainda que o Ministério da Fazenda poderá definir regras de prestação de informação pelos estados e pelo Distrito Federal sobre a manutenção e o aproveitamento de crédito pelos exportadores.

Pelo decreto, a divisão do dinheiro para os municípios seguirá os critérios de participação na distribuição da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com os respectivos Estados ao longo deste ano.

A decisão do governo ocorre no momento em que a presidente Dilma Rousseff destaca sua preocupação com os impactos da crise econômica internacional no Brasil. Segundo Dilma, não há país imune aos efeitos da crise.

Um dos esforços, de acordo com a presidente, é o estímulo à indústria nacional, a com geração de emprego e renda. Para ela, os estrangeiros que quiserem investir no Brasil terão apoio desde que garantam a abertura de novas vagas de trabalho e geração de renda no país.

(Com informações da Agência Brasil)

3.8.11

Empresários baianos são incentivados a exportar



Rodadas de negócios, serviços de consultoria e cursos focados nos procedimentos para começar a exportar fazem parte da programação do Encontro de Comércio Exterior Empresarial (Encomex Empresarial), maior evento nacional para o estímulo aos negócios no mercado externo. O evento foi aberto nesta quarta-feira (3) no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, e termina na quinta (4).

Realizado com apoio do governo estadual, o Encomex é direcionado a empresários baianos interessados em aproveitar o bom momento da economia e o crescimento expressivo das exportações do estado, que em junho vendeu US$ 1,5 bilhão em produtos para outros países.

O governador Jaques Wagner, presente na abertura do encontro, disse que a Bahia vive um momento excepcional, com várias indústrias se instalando no estado. De acordo com ele, é hora de aproveitar as medidas de incentivo oferecidas também a pequenos e médios empresários.

“Espero que os participantes aproveitem o evento para discutir e depois utilizar os programas e parcerias dos governos estadual e federal, para aumentar a participação no mercado externo”, afirmou Wagner.

Também estiveram presentes na abertura do Encomex, os secretários James Correia (Indústria, Comércio e Mineração) e Eva Chiavon (Casa Civil), além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exteriores, Tatiana Prazeres.

Política de desenvolvimento regional

As obras de infraestrutura, a exemplo da Ferrovia Oeste-Leste e do Porto Sul, foram citadas pelo governador Jaques Wagner como parte das ações do estado na busca pela ampliação da capacidade de exportação e da competitividade dos produtos baianos. Ele também destacou a importância das medidas lançadas esta semana pela presidente Dilma Rousseff inseridas no plano Brasil Maior.

“Já orientei a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração a colocar a equipe para analisar as medidas anunciadas. Vamos conversar com os governadores do Nordeste e saber o que está faltando para que a gente possa fazer a tão sonhada política de desenvolvimento regional. Se quisermos fugir da guerra fiscal, altamente danosa à economia do país, é preciso desenvolver essa política”, enfatizou.