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9.4.13

A logística aquece o mercado de seguros


Por Luciano Feltrin
Se há um setor que tem o que comemorar com as grandes obras de infraestrutura e logística que estão sendo tocadas ou planejadas no País é o de seguros. Para o segmento, trata-se de uma oportunidade única, já que, por seu porte e pelos diferentes tipos de risco envolvidos, esses projetos precisam contratar praticamente todos os modelos de apólices existentes no mercado. Tudo começa quando um consórcio vence uma licitação. Geralmente, os editais exigem que os grupos que concorrem apresentem um seguro para garantir a assinatura do contrato.
“Esse tipo de apólice garante que o compromisso seja honrado. Caso o consórcio vencedor falhe nesse sentido, a seguradora pagará a diferença financeira entre o primeiro e o segundo colocados para que esse assuma o lugar do vencedor”, afirma Renato Rodrigues, diretor de grandes riscos da Liberty.
Rodrigues observa que, por representar riscos muito elevados, o seguro de obras de grande porte quase sempre é assumido por um grupo de companhias. No caso de ferrovias, por exemplo, essa divisão pode acontecer por trechos ou mesmo por diferentes tipos de cobertura, que começa no seguro do transporte das peças, passa por riscos durante a construção da linha e pode também atingir os riscos de operação, quando o trem já está transportando pessoas ou cargas.
Uma apólice que tem grande potencial para crescer é a que garante a cobertura de prejuízos decorrentes de atrasos na entrega de obras por algum tipo de acidente, projeta Felipe Smith diretor da Tokio Marine.
Armando Bandechi, líder da unidade de infraestrutura da Marsh no Brasil, calcula que o seguro pode representar uma redução significativa no preço do financiamento perante bancos de fomento. “Quando se consegue reduzir substancialmente o nível de contingências, o impacto pode ser grande, ficando entre 20% e 30%.”


7.3.13

Ações de empresas de Eike Batista disparam na Bovespa 24

As ações de várias empresas do grupo EBX, de Eike Batista, operavam em forte alta na Bovespa nesta quinta-feira (7), após anúncio de acordo de cooperação estratégica com o BTG Pactual.
Às 14h30, os papéis da petrolífera OGX ganhavam 21,23%; enquanto a LLX, de logística, tinha alta de 13,12%; e a mineradora MMX, de 15,11%.
Fora do Ibovespa (principal índice da Bolsa), a empresa de construção naval OSX subia 10,48%.

Cooperação estratégica

O grupo EBX e o BTG Pactual anunciaram nesta quarta-feira (6) que fizeram uma parceria de cooperação estratégica, envolvendo assessoria financeira, linhas de crédito e futuros investimentos de capital de longo prazo para projetos do grupo liderado por Eike Batista.
Segundo o comunicado, a parceria contará com um comitê de gestão estratégica e financeira composto por executivos do BTG, do banqueiro André Esteves, e da EBX.
O comitê, liderado por ambos os empresários, se reunirá semanalmente. Pelo acordo, a remuneração do BTG dependerá do desempenho das empresas do grupo EBX, as quais atuam em setores como petróleo e energia, mineração e logística.

4.9.12

Preços altos dos alimentos requerem ação, diz ONU



O alerta global sobre o potencial de uma crise alimentar do tipo da vista em 2007/08 ganha força à medida que uma seca nos Estados Unidos elevou os preços dos grãos

Colheitadeira em plantação de soja

Roma - Os líderes globais precisam realizar uma rápida ação coordenada para garantir que os choques de preços dos alimentos não se transformem em uma catástrofe que afete dezenas de milhares de pessoas nos próximos meses, disse a agência para alimentação das Nações Unidas, em comunicado nesta terça-feira.
O alerta global sobre o potencial de uma crise alimentar do tipo da vista em 2007/08 ganha força à medida que uma seca na região Meio-Oeste dos Estados Unidos levou os preços dos grãos a máxima recordes, estimulando uma alta de 6 por cento no índice de preço dos alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação da ONU, a FAO.
A FAO disse em comunicado conjunto com o Programa Global de Alimentos (WFP) e o Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (IFAD) que uma rápida ação internacional poderia evitar uma nova crise alimentar.
Ela disse que os líderes precisam lidar tanto com a questão imediata dos altos preços dos alimentos, quanto como a questão de longo prazo de como o alimento é produzido e consumido em uma época de aumento da população, da demanda e de mudanças climáticas.
Autoridades do G20 fizeram teleconferência nesta semana sobre o aumento dos preços dos alimentos, mas líderes vão esperar pelo relatório de safra de setembro do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) antes de decidir se farão uma ação conjunta, disse o ministro da Agricultura francês em agosto.
A soja renovou recorde na bolsa de Chicago nesta terça-feira.

Gastos sociais do governo cresceram 172% em 16 anos


Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os gastos do governo federal na área social cresceram de R$ 234 bilhões para R$ 638,5 bilhões em 16 anos, um aumento de 172%, descontada a inflação do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A informação foi divulgada hoje (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apresentou estudo sobre os desembolsos governamentais entre 1995 e 2010. Em termos de Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), o valor passou de 11,24% do PIB, em 1995, a 15,54%, em 2010.
Os gastos sociais incluem despesas com Previdência Social, saúde, educação, assistência social, trabalho e renda, desenvolvimento agrário, habitação e urbanismo, alimentação e nutrição (incluindo merenda escolar), saneamento básico e cultura, além de benefícios a servidores públicos. Os principais responsáveis pelo aumento dos gastos de 1995 a 2010 foram Previdência, assistência social, educação e habitação e o urbanismo, sendo que nesse último o crescimento dos investimentos se concentra a partir de 2008, como reflexo de iniciativas como Programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os gastos com a Previdência, tradicionalmente a maior consumidora de recursos, saltaram de 4,98% para 7,38% do PIB em 16 anos. Em valores correntes, subiram de R$ 103,7 bilhões para R$ 303,5 bilhões. Segundo o Ipea, os recursos destinados à assistência social demonstraram uma trajetória de elevação contínua, passando de 0,08% do PIB para 1,07% de 1995 a 2010. O ano de 2010 foi o primeiro em que os gastos federais nessa área ultrapassaram a barreira de 1% do Produto Interno Bruto. Na avaliação do Ipea, programas de transferência de renda - como o Bolsa Família - contribuíram para a alta expressiva.
No caso da educação, em 1995 os investimentos correspondiam a 0,95% do PIB e, há dois anos, chegaram a 1,11%. Já as despesas com habitação e urbanismo no período passaram de 0,11% do Produto Interno Bruto para 0,81%.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, disse que os destaques do resultado são o aumento dos investimentos em infraestrutura – representados pela área de habitação e urbanismo – e a recuperação do poder de gasto com a educação. Ele destacou ainda que "o gasto social é fundamental para se combater a pobreza e para a queda da desigualdade".
Entre as áreas que não foram prioritárias no investimento do governo federal destacam-se os benefícios a servidores públicos - em valores monetários, os gastos cresceram de R$ 51,5 bilhões para R$ 93,1 bilhões, mas a participação no PIB ficou praticamente estável, passando de 2,46% a 2,26%. "O governo realmente não deu prioridade aos gastos com o servidor. Benefícios como auxílio ao plano de saúde, creche e transporte foram mantidos, mas de forma cristalizada, sem aumento real, a inflação foi 'comendo'", avaliou Jorge Abrahão.
Os gastos com saúde também permaneceram estáveis em relação ao Produto Interno Bruto: embora tenham subido de R$ 37,3 bilhões a R$ 68,6 bilhões de 1995 a 2010, abocanharam praticamente a mesma parcela do PIB: o percentual passou de 1,79% a 1,68% no período. "Infelizmente, não houve aumento nos gastos com saúde", disse Jorge Abrahão. A divulgação do Ipea inclui apenas gastos federais, não levando em conta verbas dispendidas por estados e municípios.
Edição: Juliana Andrade

25.3.12

Vendas no varejo crescem 2,6% em janeiro, mostra IBGE


Crescimento foi o maior desde fevereiro de 2010.  Em receita nominal, houve expansão de 3,6% frente a dezembro.

Varejo janeiro (Foto: Editoria de Arte/G1) 

As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram crescimento de 2,6% em janeiro na comparação com o mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23). O resultado é o melhor desde fevereiro de 2010, quando as vendas do varejo tiveram alta de 3,0%.
Em receita nominal, houve expansão de 3,6% frente a dezembro – o melhor resultado da série histórica do IBGE, que tem início em janeiro de 2000.
Na comparação com janeiro de 2011, as vendas do varejo cresceram 7,3%. Em 12 meses, a alta foi de 6,6%. Nas mesmas comparações, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 12,1% e de 11,4%, respectivamente.
Atividades
Na comparação com dezembro, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram o maior crescimento, de 7,4%; seguido por tecidos, vestuário e calçados (5,2%).
Das dez atividades pesquisadas, outras cinco também tiveram crescimento no período: outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%); material de construção (3,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%); móveis e eletrodomésticos (0,4%).
As retrações ficaram por conta de combustíveis e lubrificantes (-0,3%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,3%) e veículos e motos, partes e peças (-2,9%).
Janeiro ante janeiro
Na comparação entre meses de janeiro, apenas combustíveis e lubrificantes teve resultado negativo, com queda de 0,7%.
Com alta de 7,6% nas vendas, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi responsável pela metade do crescimento do varejo nessa comparação.


11.3.12

Espanhóis vão às ruas contra reforma trabalhista conservadora

Governo de Rajoy aprovou em fevereiro nova reforma para flexibilizar setor.Greve geral está convocada para o dia 29 de março.


Os espanhóis saíram às ruas neste domingo (11) em diversas cidades para protestar contra a reforma trabalhista do governo conservador, como um último teste antes da greve geral convocada para o dia 29 de março.
Manifestantes protestam contra a reforma trabalhista recentemente aprovada, em Madri (Foto: AP) 
Manifestantes protestam contra a reforma trabalhista recentemente aprovada, em Madri (Foto: AP)
 
Em Madri, milhares de pessoas protestaram pelo centro da capital espanhola convocadas pelas duas centrais sindicais majoritárias, UGT e CC.OO, contra a reforma trabalhista e as medidas de austeridade aprovadas pelo executivo de Mariano Rajoy.
Dezessete mil pessoas, segundo a polícia, e 450 mil, de acordo com os organizadores, protestaram em Barcelona, enquanto milhares saíam às ruas em capitais como Málaga, Logroño ou Santander, como parte da estratégia de mobilização crescente dos sindicatos, que começaram com as grandes concentrações do dia 19 de fevereiro.
"Com estes cortes, o consumo cai e o desemprego sobe" ou "Não ao retrocesso trabalhista e social", estava escrito em alguns dos cartazes exibidos em Madri pelos manifestantes, que também carregavam bandeiras vermelhas com as siglas dos dois sindicatos.
Os manifestantes de todas as idades exibiam à frente da marcha um cartaz com o lema "Não à reforma trabalhista. Injusta. Inútil. Ineficaz", enquanto eram ouvidos gritos como "não, não, não, não aceitamos pagar sua dívida com saúde e educação!".
"Estou aqui porque estou convencido de que o neoliberalismo nos leva ao desastre", disse à AFP Antonio Martínez, um professor aposentado de 64 anos que levava consigo um cartaz com o lema "Para que nossos netos não sejam escravos".
"A reforma serve apenas para baratear as demissões e dar todo o poder aos empresários. Não vai ajudar a criar empregos", insistiu, por sua vez, Iker Rodríguez, um funcionário de 35 anos.
Ao término da manifestação de Madri, onde foram lembradas as vítimas dos atentados islamitas de 11 de março de 2004 (191 mortos e mais de 1.900 feridos) com um minuto de silêncio, os sindicatos convocaram a participação na greve geral marcada para o dia 29 de março e lançaram uma advertência ao executivo do Partido Popular (PP).
"Se o Governo não retificar, haverá conflito e não terminará no dia 29", afirmou o secretário-geral do CC.OO, Ignacio Fernández Toxo, ao término da mobilização em Madri.
"Estamos aqui em um ato que é mais um em direção à greve geral de 29 de março se Rajoy não a remediar", acrescentou o secretário-geral da UGT, Cándido Méndez, pedindo ao governo que se sente para negociar uma modificação da reforma trabalhista.
O governo conservador de Mariano Rajoy aprovou no dia 11 de fevereiro uma nova reforma para flexibilizar o mercado de trabalho, incluindo a redução de indenizações por demissão e medidas para estimular o emprego dos jovens.
O objetivo é relançar a criação de emprego, em um país com uma taxa de desemprego recorde de 22,85%, que castiga especialmente os jovens de menos de 25 anos (48,6%).
Os sindicatos, que convocaram uma greve geral no dia 29 de março, acreditam que as medidas vão facilitar, sobretudo, as demissões.
Além desta reforma, denunciam também a política de austeridade colocada em prática pelo governo para reduzir o déficit público espanhol de 8,51% do PIB no fim de 2011 para 5,8% no fim de 2012.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/espanhois-vao-as-ruas-contra-reforma-trabalhista-conservadora.html 


4.3.12

Contrastes europeus

Muito se fala que da crise europeia, mas poucos meios de comunicação tomam o devido cuidado em tentar esmiuçar um dos principais pontos dos efeitos da crise, o desemprego e a precarização da mão de obra, que atingiu o seu clímax em 2008.

Neste sentido, a Organização Internacional do Trabalho elaborou um livro intitulado “Desigualdades no trabalho durante a crise. Testemunhos da Europa”, na qual relata que as desigualdades no local de trabalho aumentaram de maneira considerável em toda a Europa como consequência da crise econômica mundial e continuarão aumentando na medida em que mais países introduzam medidas de austeridade e reformas laborais. O livro inclui dados provenientes de 30 países e 14 estudos nacionais realizados por destacados especialistas europeus.
O livro examina, por exemplo, como os países que dependeram de ajustes de flexibilidade externa, como a Espanha, tiveram graves dificuldades no âmbito laboral. Além disso, destaca um aspecto da crise pouco documentado até agora: seus efeitos macroeconômicos, no âmbito das empresas, sobre diferentes categorias de trabalhadores e nos âmbitos de trabalho que os afetam diretamente.
Pode-se também observar que em alguns países, como Bulgária, Hungria e Reino Unido, aumentaram as diferenças salariais entre os trabalhadores na base e no topo da escala salarial.
Os trabalhadores com contratos temporários foram fortemente afetados pelas demissões e foram utilizados como uma espécie de “amortecedores de emprego”, como mostra o exemplo da Espanha, onde 90% dos postos de trabalho perdidos eram de trabalhadores temporários.
No que diz respeito ao desemprego, na maioria dos países europeus, as taxas de desemprego juvenil são aproximadamente o dobro das taxas dos trabalhadores adultos, com incrementos mais pronunciados na Estônia, Lituânia e Letônia, assim como na Espanha, Irlanda e Grécia.
Os trabalhadores pouco qualificados foram particularmente afetados pela crise conforme as empresas manufatureiras começaram a despedir parte de seu pessoal. Apesar de os homens inicialmente terem sido mais afetados pela crise do que as mulheres (6% nos Estados bálticos, Irlanda e Espanha), as práticas discriminatórias contra as mulheres agravaram-se ao longo dos últimos anos. As mulheres empregadas nos setores onde predomina a mão de obra masculina foram as primeiras a serem despedidas ou em ter maiores cortes salariais.
Além do que, as novas reformas laborais adotadas em 2012 com o objetivo de estimular a competitividade, como por exemplo, o congelamento do salário mínimo e os cortes na proteção social na Espanha; a decisão de multiplicar os mecanismos de tempo parcial na França; e uma moderação adicional dos salários e o incremento dos empregos de baixa remuneração na Alemanha e outros países, podem acarretar, como consequência direta, o aumento das desigualdades no mundo do trabalho e na sociedade europeia.
Em um contraste vivido pelos trabalhadores europeus, os altos executivos dos principais bancos da Europa, mesmo com a crise e a recessão mais do que anunciada, mantém suas remunerações e bônus elevados.
Por exemplo, O HSBC teve uma queda de 1,2 bilhão de dólares (cerca de 2 bilhões de reais) no seu lucro antes dos impostos em 2011, e o homem que comanda essa instituição financeira, Stuart Gulliver, ganhou um bônus de 5,9 milhões de libras esterlinas pelo seu trabalho (R$ 16 milhões), conforme noticiou o jornal britânico “Financial Times“. E, é importante destacar, apenas 192 pessoas no banco ganham 1 milhão de libras/ano e somente cinco compartilharam 27 milhões de libras/ano.
Não nos esqueçamos: na crise de 2008, muitos profissionais do setor financeiro foram alvo de protestos nos Estados Unidos e em várias partes do planeta, por receberem grandes quantias de dinheiro mesmo quando as companhias em que trabalhavam apresentavam resultados medíocres ou mesmo catastrófico.
Resta saber se as autoridades executivas e os agentes econômicos pretendem colocar no centro de suas agendas, a luta contra as desigualdades e, ao mesmo tempo, desenvolverem um conjunto de políticas que enfrentem as mazelas sociais e do mundo do trabalho. Infelizmente, até o momento, não é isso o que está sendo executado, portanto, não há outra história a ser construída para a maioria dos europeus, se não, a recessão.

11.12.11

Governo deve ampliar exigência de nacionalização para frear ainda mais a entrada de importados


 São Paulo – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse hoje (9) que o governo deve ampliar a exigência de conteúdo nacional como forma de barrar a concorrência dos produtos importados. Para justificar a proteção, o ministro usou a China como exemplo ao comparar a taxa de nacionalização do setor automobilístico brasileiro, recentemente ampliada para 65%, mas ainda bem abaixo da exigência chinesa, de 90%.
“Vamos aumentar as exigências de conteúdo local de todas as cadeias estratégicas. Isso vale para TICs [Tecnologia da Informação e da Comunicação] e indústria automobilística”, disse o ministro ao participar de um encontro da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em São Paulo.
O ministro reiterou que essa é uma determinação da presidenta Dilma Rousseff e que o governo usará todos os instrumentos disponíveis para evitar a prática de dumping (venda ao exterior por preço abaixo do praticado no mercado de origem). “Não podem dizer que tomamos medidas protecionistas porque não estamos liderando a lista de países protecionistas”, disse Mercadante. Segundo ele, o governo está tomando todo o cuidado para não ferir as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Mercadante informou que o desafio do governo é a indústria de componentes. “A política do tablet [computador portátil em forma de prancheta] foi um sucesso e deve ter mais valor agregado. Já temos seis empresas produzindo e já estamos a caminho da sétima. O desafio do governo é a indústria de componentes de TICs. Temos que aproveitar este momento que o Brasil tem força para atrair investimentos”.
Ele informou aos empresários que o governo está disposto a acatar uma proposta do setor da indústria eletroeletrônica, que seja reservada uma parte dos fundos setoriais para aquisição de produtos no mercado interno. Ele também se manifestou favorável ao estudo de elevação do Imposto de Importação dos produtos eletroeletrônicos.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-09/governo-deve-ampliar-exigencia-de-nacionalizacao-para-frear-ainda-mais-entrada-de-importados

4.12.11

Produção industrial no país cai 0,6% em outubro, mostra IBGE


Setor de alimentos foi o que registrou a maior queda no período.

No ano, a produção tem alta de 0,7% e, em 12 meses, de 1,3%

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em outubro, na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, a produção tem alta de 0,7% e, em 12 meses, de 1,3%.
Em outubro, a queda no ritmo da atividade foi verificada em 20 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para o recuo de 5,0% no setor de alimentos, seguido pelos de edição e impressão (-6,7%), máquinas e equipamentos (-3,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,0%), fumo (-12,0%) e metalurgia básica (-1,0%).
Na outra ponta, a produção sibiu nos setores de veículos automotores (1,3%), refino de petróleo e produção de álcool (1,5%), celulose e papel (2,3%) e farmacêutica (1,6%).
Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção industrial caiu 2,2%, registrando a menor taxa desde outubro de 2009. Nesse tipo de comparação, 17 das 27 atividades pesquisadas tiveram quedas, com maior impacto partindo de veículos automotores (-6,1%), máquinas e equipamentos (-5,4%), têxtil (-16,0%), edição e impressão (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%), outros produtos químicos (-2,3%) e farmacêutica (-4,1%).
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/producao-industrial-no-pais-cai-06-em-outubro-mostra-ibge.html

18.9.11

Invasão de produtos chineses fecha indústrias no Brasil, aponta levantamento

No segmento de escovas, por exemplo, de 40 empresas que atuavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades



Brasília – Produtores nacionais estão preocupados com a desindustrialização provocada pela invasão dos produtos chineses nos últimos anos. Levantamento da Comissão de Defesa da Indústria Brasileira (Cdib) aponta que, na última década, várias indústrias fecharam as portas após o avanço das importações chinesas.

No segmento de escovas, por exemplo, das 40 empresas que há dez anos estavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades industriais. Para o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Vassouras, Escovas, Pincéis e Similares (ABVEP) e membro fundador da Cdib, Manolo Canosa, a desativação do parque industrial significa a “morte” do setor com perdas irreparáveis, incluindo de empregos.

“Quando se desativa uma indústria, independentemente do setor, perde-se toda a mão de obra técnica porque o setor morreu. Daqui a pouco não vai existir indústria para gerar empregos. A cada produto comprado da China, se exclui um emprego aqui [no Brasil] e se cria um na China”, lamenta.

Das três empresas brasileiras produtoras de ímã de ferrite (material utilizado na fabricação de alto-falante), apenas uma continua com as atividades industriais. Segundo o diretor da companhia Roberto Barth, a valorização do real diante da desvalorização do yuan (moeda chinesa) torna a concorrência impraticável e desleal. “As nossas indústrias não têm como concorrer com essa invasão predatória chinesa. A defasagem cambial inviabiliza qualquer tipo de concorrência”, comenta.

Na tentativa de reduzir a entrada ilegal dos produtos chineses, Barth denunciou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a manobra feita por indústrias da China que declaravam produzir em Taiwan para driblar o pagamento de taxas antidumping. “O próprio exportador chinês me ofereceu a compra desses produtos com entrada ilegal a preços mais baratos”, conta.

Após investigação da denúncia, pela primeira vez, o governo federal proibiu a entrada de um produto estrangeiro utilizando as medidas de defesa comercial que fazem parte do Plano Brasil Maior, política industrial do governo federal lançada no início de agosto. “Já é um começo. Quando pensarem em burlar a lei, vão pensar mais de uma vez”, completa.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, a desindustrialização provocada pelo aumento das importações chinesas representa uma tendência. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias nacionais perdem espaço no mercado interno. “O governo deixou claro que a preocupação maior é manter a inflação baixa e não com o comércio exterior. As medidas de estímulo são bem-vindas, mas são insuficientes”, avalia.


fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/invasao-de-produtos-chineses-fecha-industrias-no-brasil-aponta-levantamento?page=2&slug_name=invasao-de-produtos-chineses-fecha-industrias-no-brasil-aponta-levantamento