Governo de Rajoy aprovou em fevereiro nova reforma para flexibilizar setor.Greve geral está convocada para o dia 29 de março.
Os espanhóis saíram às ruas neste domingo (11) em diversas cidades para
protestar contra a reforma trabalhista do governo conservador, como um
último teste antes da greve geral convocada para o dia 29 de março.
Manifestantes protestam contra a reforma trabalhista recentemente aprovada, em Madri (Foto: AP)
Em Madri, milhares de pessoas protestaram pelo centro da capital
espanhola convocadas pelas duas centrais sindicais majoritárias, UGT e
CC.OO, contra a reforma trabalhista e as medidas de austeridade
aprovadas pelo executivo de Mariano Rajoy.
Dezessete mil pessoas, segundo a polícia, e 450 mil, de acordo com os
organizadores, protestaram em Barcelona, enquanto milhares saíam às ruas
em capitais como Málaga, Logroño ou Santander, como parte da estratégia
de mobilização crescente dos sindicatos, que começaram com as grandes
concentrações do dia 19 de fevereiro.
"Com estes cortes, o consumo cai e o desemprego sobe" ou "Não ao
retrocesso trabalhista e social", estava escrito em alguns dos cartazes
exibidos em Madri pelos manifestantes, que também carregavam bandeiras
vermelhas com as siglas dos dois sindicatos.
Os manifestantes de todas as idades exibiam à frente da marcha um
cartaz com o lema "Não à reforma trabalhista. Injusta. Inútil.
Ineficaz", enquanto eram ouvidos gritos como "não, não, não, não
aceitamos pagar sua dívida com saúde e educação!".
"Estou aqui porque estou convencido de que o neoliberalismo nos leva ao
desastre", disse à AFP Antonio Martínez, um professor aposentado de 64
anos que levava consigo um cartaz com o lema "Para que nossos netos não
sejam escravos".
"A reforma serve apenas para baratear as demissões e dar todo o poder
aos empresários. Não vai ajudar a criar empregos", insistiu, por sua
vez, Iker Rodríguez, um funcionário de 35 anos.
Ao término da manifestação de Madri, onde foram lembradas as vítimas
dos atentados islamitas de 11 de março de 2004 (191 mortos e mais de
1.900 feridos) com um minuto de silêncio, os sindicatos convocaram a
participação na greve geral marcada para o dia 29 de março e lançaram
uma advertência ao executivo do Partido Popular (PP).
"Se o Governo não retificar, haverá conflito e não terminará no dia
29", afirmou o secretário-geral do CC.OO, Ignacio Fernández Toxo, ao
término da mobilização em Madri.
"Estamos aqui em um ato que é mais um em direção à greve geral de 29 de
março se Rajoy não a remediar", acrescentou o secretário-geral da UGT,
Cándido Méndez, pedindo ao governo que se sente para negociar uma
modificação da reforma trabalhista.
O governo conservador de Mariano Rajoy aprovou no dia 11 de fevereiro
uma nova reforma para flexibilizar o mercado de trabalho, incluindo a
redução de indenizações por demissão e medidas para estimular o emprego
dos jovens.
O objetivo é relançar a criação de emprego, em um país com uma taxa de
desemprego recorde de 22,85%, que castiga especialmente os jovens de
menos de 25 anos (48,6%).
Os sindicatos, que convocaram uma greve geral no dia 29 de março,
acreditam que as medidas vão facilitar, sobretudo, as demissões.
Além desta reforma, denunciam também a política de austeridade colocada
em prática pelo governo para reduzir o déficit público espanhol de
8,51% do PIB no fim de 2011 para 5,8% no fim de 2012.
fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/espanhois-vao-as-ruas-contra-reforma-trabalhista-conservadora.html
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