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Banco Central Europeu injeta € 529,5 bi de euros em bancos contra crise


O Banco Central Europeu (BCE) informou nesta quarta-feira (28) que emprestou € 529,5 bilhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para três anos a 800 bancos da zona do euro em condições muito favoráveis. Os empréstimos de três anos são a última tentativa do BCE para combater a crise da zona do euro. 
O valor superou levemente as previsões, aumentando as esperanças de que, com mais crédito fluindo para empresas e governos, os custos dos empréstimos vão diminuir ainda mais.
Os bancos, principalmente os periféricos, cobrirão com o dinheiro uma parte de suas necessidades de financiamento até 2014 e financiarão alguns investimentos, como a compra de dívida pública espanhola e italiana que oferecem rentabilidades maiores.

Valor acima do esperado

A demanda foi acima dos € 500 bilhões esperados por operadores consultados pela Reuters e bem acima dos € 489 bilhões alocados na primeira operação do BCE no final de dezembro.
"Isso aumentará muito o nível de excesso de liquidez, que finalmente está positivo ou muito positivo para operações de risco", disse Luca Cazzulani, do UniCredit. "Os títulos italianos e espanhóis devem se beneficiar disso assim como os mercados de ações." 
A entidade monetária europeia declarou que os bancos deverão devolver o empréstimo em 26 de fevereiro de 2015.

Como funciona

Trata-se do maior volume que o BCE emprestou até agora em uma única operação. Com esta medida, a segunda operação de injeção de liquidez para três anos, o BCE proporciona crédito aos bancos para que comprem dívida pública dos países e emprestem às famílias e às empresas.
Os bancos pagarão ao BCE o juro pela liquidez uma vez vença a operação de financiamento para três anos. Este juro será indexado pela média da taxa de juros reitora do BCE durante o período de vida da operação. Atualmente, o BCE empresta liquidez aos bancos a taxa de juro de 1%.

Último empréstimo

O presidente do BCE, Mario Draghi, cujo país natal, a Itália, estava no epicentro da crise quando o banco anunciou a medida no final do ano passado, disse que após a primeira das operações, conhecidas como LTROs, "uma grande, grande crise de crédito" havia sido revertida. 
Os bancos usaram grande parte do € 489 bilhões que pegaram emprestado na primeira vez para cobrir dívidas que estavam vencendo. Draghi os incentivou a emprestar o dinheiro que pegaram na operação desta quarta-feira para famílias e empresas, ajudando a melhorar o crescimento da economia. 
Autoridades do BCE esperam que os bancos também usem o dinheiro para comprar títulos de alto rendimento mais agressivamente, especialmente os da Itália. 
A evidência preliminar sugere que os bancos, especialmente na Espanha, mas também na Itália, usaram o primeiro LTRO para fazer mais da "operação Sarkozy" -um termo adotado pelos mercados após o presidente da França sugerir que os governos olhassem para o vigor dos bancos com o dinheiro do BCE para comprar os seus títulos. 
Os bancos espanhóis compraram € 23,1 bilhões de títulos do governo no mês passado e os italianos, € 20,6 bilhões, ambas altas recordes.
(Com informações de Efe e Reuters)

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