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7.3.13

Bens de capital aceleraram ritmo da indústria em janeiro, diz IBGE

Produção de caminhões cresceu 206,4% em relação a janeiro de 2012.
Bens de capital interromperam 16 meses de taxas negativas.

O crescimento de 2,5% da atividade industrial no país em relação a dezembro de 2012 foi puxado principalmente pelo setor de bens de capital, que cresceu 8,2% na mesma base de comparação (o maior desde junho de 2008, quando chegou a 8,8%). Já na comparação com janeiro de 2012, a atividade fabril cresceu 5,7%, com o grupo de bens de capital apresentando alta de 17,3%.
Segundo André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os números da indústria em janeiro nesta quinta-feira (8), o crescimento de 17,3% do grupo de bens de capital comparado com janeiro de 2012 interrompeu uma sequência de 16 meses de taxas negativas sucessivas e foi a mais elevada depois de fevereiro de 2011, quando marcou 19,4%.
A aceleração na atividade industrial em janeiro, segundo Macedo, é resultado principalmente da retomada da produção de caminhões, no setor de bens de capital, e automóveis, no segmento de bens de consumo duráveis, com o fim de períodos de férias coletivas, com incentivos fiscais, e com os estoques normalizados ou em alguns caso até abaixo do normal.
Na comparação com janeiro de 2012, a produção de automóveis cresceu 25,3% (a maior deste janeiro de 2010, quando marcou 30,6%) e a de caminhões, 206,4%. Em janeiro de 2012, lembra o gerente, os estoques estavam altos e a produção de caminhões havia recuado por conta da alta nos custos devido às exigências nova motorização menos poluente.
“Estoques acima do padrão foram frequentes no início do ano de 2012. Em vários setores tinha estoques acima. Mas 2013 começou com níveis de estoques normalizados ou abaixo do normal. A produção de caminhões foi favorecida pela manutenção da redução do IPI e por taxas de financiamento BNDES mais baixas. Essa é uma explicação para se entender a magnitude de crescimento que a indústria teve”, disse o gerente, explicando que em janeiro de 2012 a produção de automóveis havia recuado 19,2% e a de caminhões, 65,5%.
O setor de bens intermediários também mostrou crescimento de 0.9% em relação a dezembro de 2012 e de 4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os principais responsáveis pelo bom desempenho na categoria foram os setores de refino de petróleo, atividade retomada após paralisações programadas no ano passado, e na extração de minério de ferro, prejudicada no ano passado por conta de períodos de chuvas.
Macedo ressaltou que além do ritmo mais forte da produção industrial demonstrado em janeiro, o crescimento foi mais disseminado: dos 27 ramos de atividades investigados, 18 apresentaram crescimento na comparação com dezembro de 2012.
Os destaques são a produção de calçados e produtos de couro, que cresceu 13,8%, saindo de três meses de quedas sucessivas, período em que acumulou perdas de 10,9%, muito por conta de férias coletivas; equipamentos eletrônicos, em especial, TVs e celulares, com alta de 10,5%, também saindo de períodos de férias coletivas; e máquinas e equipamentos, com crescimento de 5,7%, depois de acumular perdas de 6,2% em novembro e janeiro de 2012.
O destaque negativo foi na indústria de fumo, com um recuo de 53,5%.  
“O crescimento negativo de produção de cigarros pode ter relação com aumento de preços do produto, e com o aumento do IPI. Além disso, com o aumento de preços, a produção interna perde espaço para produtos contrabandeados. A indústria de fumo tem cinco meses de resultados negativos”, explicou Macedo.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/bens-de-capital-aceleraram-ritmo-da-industria-em-janeiro-diz-ibge.html

4.9.12

Expansão da indústria não repõe perdas anteriores


A queda acumulada pela indústria nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, atingiu 3,7%

Fábrica da Ford na Bahia

Rio de Janeiro – Apesar de dois meses em crescimento, a indústria brasileira ainda não conseguiu repor as perdas acumuladas entre março e maio deste ano. A alta acumulada em junho e julho deste ano chegou a 0,5%, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto nos três meses anteriores houve redução de 2%.
A queda acumulada pela indústria nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, atingiu 3,7%. Dezoito das 27 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE acumulam quedas na produção neste período, com destaque para os veículos automotores que, neste ano, tiveram uma produção 17,2% menor do que em 2011.
Mas são os veículos automotores que, com uma alta acumulada de 8,1% em junho e julho, foram os principais responsáveis pelo resultado positivo da indústria nesses dois meses. Segundo o coordenador da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), adotada pelo governo nos últimos meses, e a normalização dos estoques nas montadoras levaram a um aumento na produção de veículos.
A redução do IPI também proporcionou um crescimento da produção de eletrodomésticos da linha branca. O aumento da produção nesses dois setores, bem como o de outras atividades, levou a um crescimento de 0,8% nos bens de consumo duráveis de junho para julho. “Com o crescimento de 4,8% de junho, os bens de consumo duráveis acumulam ganho de 5,7%”, disse André Macedo.
Os bens de consumo duráveis poderiam ter um resultado ainda melhor, caso as motocicletas não tivessem uma forte queda. “A queda pode ser explicada pela concessão de férias coletivas no setor de motocicletas”, destacou o coordenador.

4.12.11

Produção industrial no país cai 0,6% em outubro, mostra IBGE


Setor de alimentos foi o que registrou a maior queda no período.

No ano, a produção tem alta de 0,7% e, em 12 meses, de 1,3%

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em outubro, na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, a produção tem alta de 0,7% e, em 12 meses, de 1,3%.
Em outubro, a queda no ritmo da atividade foi verificada em 20 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para o recuo de 5,0% no setor de alimentos, seguido pelos de edição e impressão (-6,7%), máquinas e equipamentos (-3,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,0%), fumo (-12,0%) e metalurgia básica (-1,0%).
Na outra ponta, a produção sibiu nos setores de veículos automotores (1,3%), refino de petróleo e produção de álcool (1,5%), celulose e papel (2,3%) e farmacêutica (1,6%).
Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção industrial caiu 2,2%, registrando a menor taxa desde outubro de 2009. Nesse tipo de comparação, 17 das 27 atividades pesquisadas tiveram quedas, com maior impacto partindo de veículos automotores (-6,1%), máquinas e equipamentos (-5,4%), têxtil (-16,0%), edição e impressão (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%), outros produtos químicos (-2,3%) e farmacêutica (-4,1%).
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/producao-industrial-no-pais-cai-06-em-outubro-mostra-ibge.html

30.9.11

Governo libera R$ 1,95 bilhão para incentivar exportações

A presidente Dilma Rousseff assinou medida provisória autorizando a União a entregar R$ 1,95 bilhão às cidades, Estados e ao Distrito Federal para incentivar as exportações no país.

A medida foi publicada nesta sexta-feira (30) no "Diário Oficial da União". Os recursos serão entregues em três parcelas de R$ 650 mi até o último dia útil dos meses de outubro, novembro e dezembro. A divisão do dinheiro entre os municípios se baseará nos critérios de participação na distribuição da parcela do (ICMS) de cada Estado, aplicados neste ano.

Do total, os Estados ficarão com 75% e os 25% restantes serão repassados aos municípios.

O texto estabelece ainda que o Ministério da Fazenda poderá definir regras de prestação de informação pelos estados e pelo Distrito Federal sobre a manutenção e o aproveitamento de crédito pelos exportadores.

Pelo decreto, a divisão do dinheiro para os municípios seguirá os critérios de participação na distribuição da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com os respectivos Estados ao longo deste ano.

A decisão do governo ocorre no momento em que a presidente Dilma Rousseff destaca sua preocupação com os impactos da crise econômica internacional no Brasil. Segundo Dilma, não há país imune aos efeitos da crise.

Um dos esforços, de acordo com a presidente, é o estímulo à indústria nacional, a com geração de emprego e renda. Para ela, os estrangeiros que quiserem investir no Brasil terão apoio desde que garantam a abertura de novas vagas de trabalho e geração de renda no país.

(Com informações da Agência Brasil)

18.9.11

Invasão de produtos chineses fecha indústrias no Brasil, aponta levantamento

No segmento de escovas, por exemplo, de 40 empresas que atuavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades



Brasília – Produtores nacionais estão preocupados com a desindustrialização provocada pela invasão dos produtos chineses nos últimos anos. Levantamento da Comissão de Defesa da Indústria Brasileira (Cdib) aponta que, na última década, várias indústrias fecharam as portas após o avanço das importações chinesas.

No segmento de escovas, por exemplo, das 40 empresas que há dez anos estavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades industriais. Para o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Vassouras, Escovas, Pincéis e Similares (ABVEP) e membro fundador da Cdib, Manolo Canosa, a desativação do parque industrial significa a “morte” do setor com perdas irreparáveis, incluindo de empregos.

“Quando se desativa uma indústria, independentemente do setor, perde-se toda a mão de obra técnica porque o setor morreu. Daqui a pouco não vai existir indústria para gerar empregos. A cada produto comprado da China, se exclui um emprego aqui [no Brasil] e se cria um na China”, lamenta.

Das três empresas brasileiras produtoras de ímã de ferrite (material utilizado na fabricação de alto-falante), apenas uma continua com as atividades industriais. Segundo o diretor da companhia Roberto Barth, a valorização do real diante da desvalorização do yuan (moeda chinesa) torna a concorrência impraticável e desleal. “As nossas indústrias não têm como concorrer com essa invasão predatória chinesa. A defasagem cambial inviabiliza qualquer tipo de concorrência”, comenta.

Na tentativa de reduzir a entrada ilegal dos produtos chineses, Barth denunciou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a manobra feita por indústrias da China que declaravam produzir em Taiwan para driblar o pagamento de taxas antidumping. “O próprio exportador chinês me ofereceu a compra desses produtos com entrada ilegal a preços mais baratos”, conta.

Após investigação da denúncia, pela primeira vez, o governo federal proibiu a entrada de um produto estrangeiro utilizando as medidas de defesa comercial que fazem parte do Plano Brasil Maior, política industrial do governo federal lançada no início de agosto. “Já é um começo. Quando pensarem em burlar a lei, vão pensar mais de uma vez”, completa.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, a desindustrialização provocada pelo aumento das importações chinesas representa uma tendência. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias nacionais perdem espaço no mercado interno. “O governo deixou claro que a preocupação maior é manter a inflação baixa e não com o comércio exterior. As medidas de estímulo são bem-vindas, mas são insuficientes”, avalia.


fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/invasao-de-produtos-chineses-fecha-industrias-no-brasil-aponta-levantamento?page=2&slug_name=invasao-de-produtos-chineses-fecha-industrias-no-brasil-aponta-levantamento