Mostrando postagens com marcador Crise e Queda das Bolsas de Valores.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crise e Queda das Bolsas de Valores.. Mostrar todas as postagens

9.9.11

Bovespa fecha em queda de 3,2%; dólar sobe a R$ 1,677

A Bolsa brasileira encerrou a semana com forte queda. O Ibovespa, principal índice das ações da Bolsa paulista, fechou em baixa de 3,20% nesta sexta-feira (9), aos 55.778,39 pontos. Ao longo do dia, o índice chegou a cair mais de 3,5%.

Com isso, o Ibovespa anulou os ganhos de terça e quinta-feira, e acumulou queda de 1,33% na semana. No ano, o prejuízo acumulado é de 19,72%.

O dólar comercial fechou em alta de 1,04%, cotada a R$ 1,677 para venda. É o maior fechamento desde 17 de março, quando era vendido a R$ 1,686. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,49%. No ano, acumula alta de 0,67%.

Bolsas internacionais

As principais Bolsas internacionais da Ásia e Europa fecharam em forte queda hoje, não muito animadas com o discurso de ontem do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre suas novas propostas para aquecer o emprego nos Estados Unidos.

Obama divulgou um plano avaliado em cerca de US$ 447 bilhões para impulsionar o crescimento econômico e reduzir o desemprego.

A Bolsa de Frankfurt caiu 4%, depois da demissão do economista chefe do Banco Central Europeu.

A Bolsa de Paris regrediu 3,60%. Em Londres, o Footsie-100 terminou em baixa de 2,35%. Milão despencou 4,93%, assim como Madri perdeu 4,44%.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,63%.

Economista-chefe do BC europeu pede demissão alegando razões pessoais

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), o alemão Jürgen Stark, pediu demissão alegando razões pessoais, mesmo com sua clara oposição à compra da dívida pública dos países europeus, medida adotada pela entidade monetária.

Em comunicado, o BCE informou que Stark pediu demissão diretamente ao presidente da entidade, Jean-Claude Trichet, deixando seu cargo antes do previsto. O economista-chefe ficaria até o dia 31 de maio de 2014.

Apesar de anunciar sua saída, Stark ainda permanecerá no posto até que se encontre um sucessor. No entanto, um novo nome deverá ser anunciado somente no final do ano.

(Com informações de Reuters e Efe)

4.9.11

Lagarde adverte risco de nova recessão global "iminente"

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, adverte sobre o risco de que a economia mundial volte a entrar em recessão de forma "iminente", em entrevista publicada neste domingo na revista alemã "Der Spiegel".

Assim como os temores expressados recentemente pelo diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, Lagarde declara que o risco de um novo revés econômico em escala global existe, mas que ainda é possível evitá-lo, embora a capacidade de atuação seja agora menor do que dois anos atrás.

"Ainda podemos evitar. As opções dos Governos e dos bancos centrais são menores do que em 2009 porque já dispararam grande parte de sua pólvora. Mas se os diferentes Governos, as organizações internacionais e os bancos centrais colaborarem, conseguiremos evitar a recessão", argumenta Lagarde.

Por isso, a diretora-gerente do FMI, que acedeu ao posto em julho passado, insta aos países mais afetados pela crise a implementar medidas que fomentem a economia estatal e o crescimento econômico, com o objetivo de "evitar uma iminente espiral descendente".

Na Europa, concretamente, Lagarde recomenda às nações mais castigadas pela crise da dívida que elevem o capital próprio de seus bancos para reforçá-los.

"Em geral, vemos necessidade de que os bancos europeus sejam recapitalizados para que sejam suficientemente fortes para suportar os riscos derivados da crise da dívida e do frágil crescimento", diz.

Analistas do FMI assinalaram recentemente em relatório que ao setor financeiro europeu faltavam 200 bilhões de euros nos balanços de suas contas.

"A insegura situação econômica e a crise da dívida estatal minaram a credibilidade dos bancos", acrescenta Lagarde, ex-ministra das Finanças francesa.

A diretora-gerente do FMI evita posicionar-se a respeito da situação financeira concreta da Grécia e Itália, mas consideram "dignas de aplauso" as reformas estipuladas em 21 de julho em Bruxelas, entre as quais destaca a flexibilização do fundo de resgate europeu.

Sobre os Estados Unidos, Lagarde declara que sua economia sofre de "problema de confiança" e com relação à Alemanha, adverte sobre os efeitos de um possível esfriamento da demanda externa, apesar da atual saúde de suas contas públicas e seu notável crescimento econômico.

fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/09/04/lagarde-adverte-risco-de-nova-recessao-global-iminente.jhtm

22.8.11

Pânico nas Bolsas pode durar mais 6 semanas, mostra padrão histórico

SÃO PAULO - Uma pergunta que todo mundo se faz é: quanto tempo mais o pânico no mercado acionário vai durar? O padrão histórico de crises anteriores mostra que o comportamento irracional dos investidores nas bolsas dura cerca de oito semanas.

"Assim, dentro de aproximadamente seis semanas o pânico atual deve ter abrandado, uma vez que já dura cerca de duas semanas", avalia Nicholas Bloom, professor-assistente de economia da Universidade de Stanford em artigo.

Bloom é autor do estudo "The impact of uncertainty shocks", em que observa o comportamento do mercado acionário em 16 grandes momentos de incerteza, entre eles os ataques de 11 de setembro, a crise dos mísseis cubanos, as duas guerras do Golfo, o estouro da bolha da internet, a quebra da Enron e a crise financeira de 2008.

Nele, o professor observa o nível de oscilação do mercado com base no VIX, índice que mede a volatilidade das opções de ações na bolsa americana e é visto como um termômetro do medo do mercado. Na última sexta-feira, o indicador fechou aos 43 pontos, mesmo patamar atingido nos ataques terroristas de 11 de setembro, observa Bloom, mas ainda longe dos 80 pontos da crise de 2008.

"Quando há muita incerteza, o menor rumor gera oscilações bruscas no mercado. Notícias corriqueiras podem servir de justificativa para centenas de pontos de oscilação nos índices. Boas notícias fazem os mercados decolarem. Más notícias fazem as ações despencarem", observa o professor.

No estudo, ele conclui que momentos de grandes incertezas como os que temos visto nas últimas semanas, com grande volatilidade no mercado de ações, levam a grandes recessões de curto prazo. "O atual pânico é suscetível de provocar um duplo mergulho no final de 2011", avalia o professor.

A despeito do pessimismo com o cenário de curto prazo, Bloom é bastante otimista com o crescimento dos Estados Unidos e da Europa no longo prazo por duas razões. Primeiro, porque essa crise irá forçar reformas há muito necessárias no sistema previdenciário (principalmente na Europa) e do sistema de saúde pública (particularmente nos EUA). Segundo, porque o crescimento da China e da Índia vai continuar a impulsionar o crescimento global.

"Estou tão otimista no longo prazo que hoje (sexta-feira passada) investi a restituição do meu imposto de renda no índice S&P. Logo, aposto mesmo numa rápida recuperação!", conta Bloom.

(Thais Folego | Valor)

Fonte: UOL