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25.4.13

Lucro do Santander cai 8,9% no trimestre e fica em R$ 1,577 bilhão

Brasil respondeu por 26% do lucro do banco espanhol e posiciona filial no País como a primeira no mundo 

SÃO PAULO - O banco Santander Brasil anunciou, nesta quinta-feira, 25, lucro líquido de R$ 1,577 bilhão no primeiro trimestre de 2013, recuo de 8,9% ante o resultado visto no mesmo intervalo de 2012, seguindo o padrão contábil internacional (IFRS). 

Os ativos do banco espanhol somaram R$ 427,358 bilhões em março, alta 7,5% ante o volume registrado no mesmo intervalo de 2012. O Santander encerrou o primeiro trimestre com patrimônio líquido consolidado de R$ 79,766 bilhões, aumento de 3,6%, na mesma base de comparação e também no critério IFRS.
O Brasil respondeu por 26% de todo o lucro do Grupo Santander obtido no primeiro trimestre do ano. O número posiciona a filial brasileira como a mais importante para o resultado da instituição. Quando considerada a distribuição de ativos, o Brasil ocupa a terceira colocação, com 12% dos ativos do Santander. México e Estados Unidos têm, cada, 5%.
Na quarta-feira, 24, o Santander Brasil anunciou a saída do presidente Marcial Portela. O executivo era responsável pelos negócios do Santander no Brasil, sendo os últimos dois anos e meio como presidente das operações locais. Para o lugar, foi escolhido Jesús Zabalza, executivo que comandava a divisão América, que administra as atividades do banco na Argentina, no Chile, México e Uruguai. Ao jornal O Estado de S.Paulo, Portela explicou que a saída já estava planejada, informando que pesaram fatores familiares para sua decisão.

Lucro gerencial
O lucro líquido do banco no critério gerencial, de R$ 1,518 bilhão no primeiro trimestre veio acima das expectativas dos analistas consultados pelo Broadcast. O montante é 14% superior ao R$ 1,332 bilhão, conforme média de cinco instituições consultadas pelo Broadcast (Bank of America Merrill Lynch, BES, Deutsche Bank, GBM e Safra).
O lucro líquido gerencial corresponde ao lucro líquido societário mais 100% da reversão da despesa de amortização do ágio, ocorrida no período. A despesa de amortização do ágio no primeiro trimestre foi de R$ 909 milhões, mesma cifra registrada no primeiro e quarto trimestre do ano passado. O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Lucro societário
O lucro líquido societário do banco somou R$ 609 milhões no primeiro trimestre, resultado que representa queda de 29,59% ante o resultado visto no mesmo intervalo de 2012, seguindo o padrão contábil brasileiro, o BRGaap. No critério gerencial, o lucro do banco ficou em R$ 1,518 bilhão, recuo de 14,43% ante um ano e de 5,5% em relação ao trimestre anterior.
De acordo com Marcial Portela, o banco apresentou avanços nos principais pilares da sua estratégia de longo prazo, como diversificação de receitas, eficiência, inovação na oferta e no atendimento e solidez de balanço. "Esses são os alicerces que vão suportar o crescimento futuro do setor financeiro", diz ele, por meio de nota.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado, excluindo ágio, do Santander Brasil caiu de 12,8% no quarto trimestre de 2012 para 12,0% nos três primeiros meses deste ano. Ante o quarto trimestre, a queda foi de 2,6 pontos porcentuais.
A carteira de crédito ampliada do Santander totalizou R$ 256,1 bilhões, evolução de 8,3% em relação ao mesmo período de 2012. Na comparação com o quarto trimestre o volume de empréstimos permaneceu estável (variação de 0,1%).
O maior crescimento da carteira de crédito do Santander foi visto no segmento de pequenas e médias empresas, foco de expansão do Santander no Brasil, com alta de 9,2%, seguido por grandes empresas (+7,4%), pessoa física (+7,3%) e financiamento ao consumo, com queda de 0,5%.
Os ativos do banco espanhol totalizaram R$ 448,601 bilhões ao final de março, cifra 7,5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2012. Ante o quarto trimestre, foi registrada queda de 0,1%.
O Santander Brasil encerrou o primeiro trimestre com patrimônio líquido de R$ 51,133 bilhões, 6,5% maior que o visto em 12 meses e 1,2% superior ao obtido no quarto trimestre de 2012.

 

15.4.12

Elevar crescimento da produtividade é desafio da indústria brasileira, afirma presidente do BNDES


Kelly Oliveira e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O Brasil tem o desafio de crescer a produtividade da sua economia para aumentar a competitividade e distribuir melhor os ganhos. A afirmação é do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, no evento que apresentou hoje (13) o Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que conta com financiamento do banco.
“A produtividade precisa aumentar a níveis mais próximos a 4% ao ano. Não podemos continuar crescendo a 2%”, disse Coutinho. Segundo ele, o aumento da produtividade é necessário para o Brasil sustentar “um desenvolvimento virtuoso”, com distribuição dos ganhos em aumento de salários, lucros e investimento. “Precisaremos aumentar o tamanho da força de trabalho industrial do país, com mudança do seu perfil e aumento da produtividade”, destacou.
O Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira pretender ampliar a atuação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) nas áreas de inovação tecnológica e educação profissional para a indústria. Para a expansão, o Senai vai utilizar 81 unidades móveis que levarão cursos de qualificação onde existe demanda industrial por mão de obra preparada e não há unidades fixas da instituição.
Serão, ainda, construídos 53 centros de formação profissional, reformadas 250 escolas e instalados 23 institutos de inovação e 38 de tecnologia. O investimento total na ampliação é R$ 1,9 bilhão, do quais R$ 1,5 bilhão é financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 400 milhões de recursos próprios.
No evento de apresentação do programa, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, explicou que a intenção é ampliar a qualificação profissional e estimular a inovação na busca de aumentar a competitividade da indústria brasileira para enfrentar a concorrência externa.
“A atividade industrial impulsiona os ganhos de produtividade das demais áreas da economia e estimula a demanda, o emprego e as exportações. É por esse motivo que a indústria deve estar no centro da estratégia de crescimento do país”, disse Andrade.
O presidente da CNI destacou o empenho do governo em “reduzir os juros cobrados de consumidores e empresas, equilibrar o câmbio”. Para Andrade, essas medidas do governo são necessárias para o “crescimento econômico mais robusto e igualitário”.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que está sendo celebrada a convergência de fundamentos e princípios entre o setor empresarial brasileira e o governo. “Vamos colocar o Brasil entre as maiores potências do mundo”, enfatizou.

4.12.11

Alemanha quer nacionalizar Commerzbank, afirma revista

País vai reativar fundo de resgate bancário para adquirir ações adicionais do banco se a instituição financeira não elevar capital suficiente até o próximo verão

Frankfurt - O governo da Alemanha está preparando planos para uma potencial nacionalização do Commerzbank AG, no caso de o banco não conseguir levantar o capital adicional necessário, divulgou a revista alemã Der Spiegel neste domingo, citando fontes do governo.

A Alemanha vai reativar seu fundo de resgate bancário, SoFFin, para adquirir ações adicionais do Commerzbank se o banco não elevar capital suficiente até o próximo verão, de acordo com a matéria.
A Alemanha já assumiu uma participação de 25% no Commerzbank para mantê-lo de pé durante a crise financeira após a aquisição do Dresdner Bank.
Um porta-voz do Commerzbank não quis comentar o assunto. Os porta-vozes dos Ministério das Finanças e da chancelaria alemães não estavam imediatamente disponíveis. As informações são da Dow Jones. 

fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/alemanha-quer-nacionalizar-commerzbank-diz-revista