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11.12.11

Governo deve ampliar exigência de nacionalização para frear ainda mais a entrada de importados


 São Paulo – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse hoje (9) que o governo deve ampliar a exigência de conteúdo nacional como forma de barrar a concorrência dos produtos importados. Para justificar a proteção, o ministro usou a China como exemplo ao comparar a taxa de nacionalização do setor automobilístico brasileiro, recentemente ampliada para 65%, mas ainda bem abaixo da exigência chinesa, de 90%.
“Vamos aumentar as exigências de conteúdo local de todas as cadeias estratégicas. Isso vale para TICs [Tecnologia da Informação e da Comunicação] e indústria automobilística”, disse o ministro ao participar de um encontro da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em São Paulo.
O ministro reiterou que essa é uma determinação da presidenta Dilma Rousseff e que o governo usará todos os instrumentos disponíveis para evitar a prática de dumping (venda ao exterior por preço abaixo do praticado no mercado de origem). “Não podem dizer que tomamos medidas protecionistas porque não estamos liderando a lista de países protecionistas”, disse Mercadante. Segundo ele, o governo está tomando todo o cuidado para não ferir as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Mercadante informou que o desafio do governo é a indústria de componentes. “A política do tablet [computador portátil em forma de prancheta] foi um sucesso e deve ter mais valor agregado. Já temos seis empresas produzindo e já estamos a caminho da sétima. O desafio do governo é a indústria de componentes de TICs. Temos que aproveitar este momento que o Brasil tem força para atrair investimentos”.
Ele informou aos empresários que o governo está disposto a acatar uma proposta do setor da indústria eletroeletrônica, que seja reservada uma parte dos fundos setoriais para aquisição de produtos no mercado interno. Ele também se manifestou favorável ao estudo de elevação do Imposto de Importação dos produtos eletroeletrônicos.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-09/governo-deve-ampliar-exigencia-de-nacionalizacao-para-frear-ainda-mais-entrada-de-importados

28.8.11

Brasil atrai US$ 5 bi em investimentos de montadoras

São Paulo, 28 ago (EFE).- O Brasil vai atrair até 2014 cerca de US$ 5 bilhões em investimentos estrangeiros no setor automotivo, que contará nos próximos com a instalação de mais nove unidades de montagem.

Com isso, o número de fábricas em construção ou em projetos no Brasil iguala ao da China e poderia aumentar com a chegada de outras marcas interessadas em instalarem-se no país, como a alemã BMW, apontou o jornal "O Estado de S.Paulo" neste domingo.

Com os investimentos, a capacidade anual de 5 milhões de veículos produzidos aumentará até 2014 em 16% e vai gerar 14 mil empregos diretos.

Com total de 26 plantas de produção de 19 marcas, o Brasil é o quinto país no mundo com o maior número de fábricas de automóveis em operação.

As nove fábricas em construção pertencem à italiana Fiat, com investimento de US$ 2,3 bilhões; a sul-coreana Hyundai (US$ 600 milhões), as chinesas JAC (US$ 600 milhões) e Chery (US$ 400 milhões) e as japonesas Toyota (US$ 600 milhões), Suzuki (US$ 60 milhões) e a Nissan, que não divulgou o aporte de investimento previsto.

As duas unidades de montagem restantes são frutos de associação com a chinesa Lifan e a uruguaia Effa, com investimentos de US$ 100 milhões cada uma.

fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/08/28/brasil-atrai-us-5-bi-em-investimentos-de-montadoras.jhtm

1.8.11

Mercadante prevê Natal do tablet e promete produto mais barato

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Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos
Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos

A partir de setembro devem chegar ao mercado brasileiro os primeiros tablets já fabricados no país, com 20% de componentes nacionais, e mais baratos do que os encontrados à venda atualmente. A previsão é do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, um dos responsáveis no governo pela inclusão da indústria do tablet no Processo Produtivo Básico e na Lei do Bem (Lei nº 11.196), que reduz a zero as alíquotas pagas para o Programa de Integração Social e para a Contribuição para oFinanciamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos se os descontos dados pelo governo federal e por alguns estados para incentivar aprodução local chegarem ao consumidor. “No Natal vai ter muito tabletbarato e em todas as opções para o consumidor. Acho que nós vamos ter um belo momento na indústria da computação no país”, disse Mercadante.

Nove empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil com incentivo fiscal (Samsung, Positivo, Motorola, Envision, AIOX, Semp Toshiba, LG, MXT e Sanmina-SCI) e mais seis estão com pedido em análise técnica (Itautec, Foxconn, Teikon Tecnologia, Compalead, Ilha Service e Leadership).

Segundo o ministro, o Brasil é o sétimo mercado para computadores e pode ser ainda mais atraente com a inclusão digital na educação. “Queremos levar [o tablet] para a escola pública e fazer como outros países já estão fazendo. Taiwan já acabou com o livro didático, só tem livro na biblioteca. O aluno lê toda a bibliografia por meio do tablet que também é um caderno eletrônico. A Coreia, em dois anos, não terá livro didático. É o próximo passo do nosso projeto”, disse Mercadante que semana passada esteve no Uruguai onde todos os alunos da rede pública têm um microcomputador portátil e todas as escolas têm acesso à internet.