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29.8.12

Copom pode fazer novo corte na Selic hoje


Mercado espera que BC opte por uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, para 7,50% ao ano
Notas de Real

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza hoje o segundo dia de reunião para definir os rumos da taxa básica de juros do Brasil. A decisão será divulgada a qualquer momento a partir das 18 horas.
O mercado acredita que a taxa, hoje em 8% ao ano, deve ter mais um corte. O boletim Focus, pesquisa semanal do BC sobre as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, apontou em sua edição mais recente, divulgada na segunda-feira, que a Selic deve cair 0,50 ponto percentual, para 7,50%.
Os analistas do BTG Pactual estão entre os que esperam essa redução. “A convergência de visões acontece pela clareza com que o comitê assinalou suas intenções mais imediatas, usando novamente uma linguagem já utilizada em documentos anteriores, que indica que o ciclo de cortes deve continuar no mesmo ritmo”, afirmaram os analistas do BTG em relatório.
A Selic no ano
Data da reunião
Taxa definida
18 de janeiro
10,50%
7 de março
9,75%
18 de abril
9%
30 de maio
8,50%
11 de julho
8%
Embora o possível corte seja quase uma unanimidade no mercado, restam dúvidas sobre o que pode acontecer a partir da próxima reunião, marcada para outubro. “A questão chave para monitorar é se a ata vai indicar que o Banco Central está se preparando para encerrar o ciclo de afrouxamento”, escreveram os economistas do Goldman Sachs em relatório.
Os economistas da Tendências Consultoria Integrada estão entre os que esperam que essa reunião marque o fim do ciclo de cortes. A expectativa é de que a taxa de juros volte a subir a partir de março de 2013, levando a Selic para 9,5% já em agosto do próximo ano.
Após a reunião que termina hoje, o Copom ainda terá mais dois encontros para mudar ou não a taxa básica de juros, um em outubro e outro em novembro. Já a ata da reunião, que pode sinalizar os próximos passos do colegiado, é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte. Assim, a desse encontro está prevista para o dia 6 de setembro.



11.9.11

Brasil pode ter taxa básica de juros de 1 dígito em 2012

Economistas preveem que Selic deve cair de 12% para 9% em dezembro

Resignado com o novo comportamento do Banco Central (BC), o mercado refez cálculos e ampliou a percepção que o Brasil pode voltar a ter juro de um dígito em breve. Usando modelos de previsão semelhantes aos adotados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), alguns economistas preveem Selic abaixo de 10% no início de 2012. E, se a crise externa piorar muito, a taxa poderia cair rapidamente para perto de 5%.

Mesmo sem terem sido convencidos pelas explicações para o corte do juro, analistas passaram os últimos dias refazendo contas para entender o que deve acontecer com a economia comandada por esse "novo BC". Nesse cálculo, foi preciso aumentar a dose da influência da crise global, colocar uma porção da promessa do governo de rigor com os gastos, além de incluir uma inédita pitada de ousadia do BC. Feitas as contas, alguns resultados causam espanto.

Uma das estimativas mais surpreendentes é a do banco Credit Suisse, de que a Selic deve cair de 12% para 9% em dezembro - 1,5 ponto a cada uma das duas próximas reuniões, em outubro e novembro. O corte continuaria em janeiro de 2012, quando o juro recuaria para 8,5%, segundo relatório do economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira.

- Assumindo que a avaliação do Copom sobre o cenário global seja confirmada, mantemos a leitura que a resposta de política monetária mais adequada seria a de implementar um corte de juros expressivo de forma acelerada.

Estimativas como essas ainda são minoria no mercado, dominado por previsões que a Selic deve ficar entre 10% e 11% na virada do ano.

A hipótese de redução mais forte presume inflação mais próxima de 6,5% para favorecer o crescimento da economia. E avança no mesmo ritmo em que piora o quadro internacional. Na ata, o BC explica que cortou o juro para reagir ao efeito da turbulência externa, que já equivale a um quarto da crise de 2008. O raciocínio dos analistas é: se piora a tensão na Europa e nos EUA, será preciso uma resposta mais forte, um corte maior do juro.

Na LCA Consultores, o economista-chefe Braulio Borges estima que a possibilidade de o Brasil ter juro de um dígito no início de 2012 é de um terço, mas tende a crescer.

- Se houver calote na Grécia ou se a resistência alemã em ajudar outros países ganhar força, a hipótese aumenta bastante.

Estudioso dos modelos de previsão usados pelo BC, o professor de economia da USP Fabio Kanczuk admite que ficou impressionado com o resultado da projeção feita para o juro caso os problemas externos piorem.

- Se o Brasil sofrer o mesmo baque, seria preciso derrubar o juro para cerca de 5% para impedir uma depressão profunda da economia. É impressionante.

fonte:http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-pode-ter-taxa-basica-de-juros-de-1-digito-em-2012-20110911.html

5.9.11

Para Fiesp, diminuição da Selic é positiva, mas ainda insuficiente

São Paulo – A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou positiva, mas ainda insuficiente, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de diminuir a taxa básica de juros da economia (Selic) de 12,5% para 12%.

Para João Guilherme Ometto, presidente em exercício da Fiesp, o Banco Central demonstrou timidez “diante do quadro de arrefecimento da economia doméstica e internacional”. Para ele, a autoridade monetária brasileira pode estar cometendo um “grave erro” ao manter uma postura conservadora, oferecendo uma pequena redução na taxa de juros.

Fonte: Carta Capital