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15.3.12

FMI aprova 28 bilhões de euros em resgate à Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quinta-feira (15) um resgate de 28 bilhões de euros à Grécia, como parte de um segundo pacote internacional de resgate para a nação atolada em dívidas.
Desse total, 1,65 bilhão de euros serão liberados imediatamente a Atenas. A decisão já era aguardada para hoje.
Ontem, os países-membros da zona do euro autorizaram o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) a liberar um montante de 39,4 bilhões de euros, que será dividido em cinco parcelas.
O segundo resgate grego atinge 130 bilhões de euros e, após o bem-sucedida "calote negociado" entre o governo grego e os credores privados, Atenas poderá reduzir sua dívida dos atuais 160% para 117% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 --abaixo do percentual de 120,5% previsto inicialmente pelos parceiros internacionais.

Os cálculos são da troika, formada pela Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu.
(Com informações de Reuters e Efe)

ENTENDA A CRISE ECONÔMICA NA EUROPA

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/15/fmi-aprova-28-bilhoes-de-euros-em-resgate-a-grecia.jhtm


8.3.12

Grécia segue otimista perto do prazo final para troca de títulos

ATENAS, 8 Mar (Reuters) - Os principais bancos e fundos de pensão manifestaram apoio à oferta de troca de dívida da Grécia com credores privados, tornando altamente provável que o acordo seja aprovado e abra caminho para o pacote de resgate, necessário para evitar um calote imediato.
Com a aproximação do prazo final de até às 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira para a aceitação e com credores de pelo menos 57% do total de 206 bilhões de euros da dívida em negociação já comprometidos com o acordo, há uma aparente melhora da confiança em Atenas de que a troca pode seguir em frente.
"O ritmo de respostas à oferta de troca de títulos está boa, a porcentagem de detentores de títulos aceitando voluntariamente o acordo é muito alta", disse à Reuters uma autoridade do governo, sob condição de anonimato. "Está indo bem, estamos otimistas", disse.
Uma autoridade sênior do Ministério das Finanças da Grécia disse à Reuters que bem mais de 75% de títulos elegíveis seriam trocados, ultrapassando de longe o mínimo estabelecido previamente para que o acordo prosseguisse.
(Reportagem de George Georgiopoulos; reportagem adicional de Harry Papachristou)

5.11.11

Grécia precisa ratificar plano de resgate até fim do ano, diz governo

A Grécia precisa ratificar até o fim do ano o plano de resgate financeiro oferecido pela União Europeia (UE) para solucionar sua crise da dívida, disse neste sábado (5) o porta-voz do governo grego Ilias Mosialos.
"Segundo um cronograma inegociável da cúpula europeia (em que o plano foi acertado), o novo acordo precisaria ser ratificado no Parlamento até o fim de 2011", disse.
"Nossos parceiros europeus não irão esperar. Nós temos apenas sete semanas e não podemos perder nenhum dia", acrescentou aumentando a pressão para que os políticos gregos cheguem a um consenso sobre a formação de um governo de unidade nacional.
O acordo, fechado em 26 de outubro, prevê fortes ajustes nas contas gregas, assim como a redução de 50% da dívida do país junto a credores privados, fruto de uma longa negociação com os bancos.
O premiê da Grécia, George Papandreou, chega ao palácio presidencial neste sábado (5) em Atenas (Foto: Reuters) 
O premiê da Grécia, George Papandreou, chega ao palácio presidencial neste sábado (5) em Atenas (Foto: Reuters)
Em 1º de novembro, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não.
A expectativa do premiê era que o plebiscito “validasse” as medidas de austeridade necessárias para receber a ajuda financeira.
No lugar do referendo, contudo, ficou decidido que o Legislativo irá realizar uma votação simbólica para confirmar o pacote de auxílio à economia grega. O acordo, fechado em 26 de outubro, prevê fortes ajustes nas contas gregas, assim como a redução de 50% da dívida do país junto a credores privados, fruto de uma longa negociação com os bancos.

Reunião com líderes
Neste sábado (5), Mosilaos anunciou, em comunicado, que o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, convocará "sem demora" os líderes dos partidos políticos do país para uma reunião, após pedido de Papandreou. O objetivo é tentar desfazer o impasse entre situação e oposição.
O chefe de Estado discutirá com os líderes políticos "as oportunidades existentes de cooperação", diz a nota. A data e horário da reunião não foram detalhados.
Papandreou pediu uma reunião do Conselho de Ministros na tarde de domingo, após o encontro do líder da oposição, Antonis Samaras, com Papoulias.

Entenda a crise da Grécia e suas possíveis consequências

A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto.
O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro.
A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.
Parlamento grego (Foto: AP) 
Parlamento grego aprovou medidas de contenção de gastos (Foto: AP)
Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008.
O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida.
Ajuda e protestos
Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos.
Em contrapartida, o governo grego aprova um plano de austeridade fiscal que inclui alta no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público, o que sofre forte rejeição da população.
Apesar da ajuda, a Grécia segue com problemas. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, de cerca de 109 bilhões de euros, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do setor privado. A contribuição do setor privado foi estimada em 37 bilhões de euros. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos do setor privado, chegando a cerca de 50 bilhões de euros.
Em outubro, ainda com o país à beira do colapso financeiro, os líderes da zona do euro alcançaram um acordo com os bancos credores, que reduz em 50% a dívida da Grécia, eliminando o último obstáculo para um ambicioso plano de resposta à crise. Com o plano, a dívida grega terá um alívio de 100 bilhões de euros após a aceitação, pela maior parte dos bancos, de uma redução superior a 50% do valor dos títulos da dívida.
No mesmo mês, o país enfrentou violentos protestos nas ruas. A população se revoltou contra um novo plano de cortes, previdência e mais impostos, demissões de funcionários públicos e redução de salários no setor privado, pré-requisito estabelecido pela União Europeia e pelo FMI para liberar uma nova parcela do plano de resgate, de 8 bilhões de euros.
Manifestantes entram em confronto com a polícia em Atenas, nesta sexta (Foto: Reuters) 
Manifestantes entram em confronto com a polícia em Atenas (Foto: Reuters)
Muitos servidores públicos acreditam que a crise foi criada por forças externas, como especuladores internacionais e banqueiros da Europa central. Os dois maiores sindicatos do país classificaram as medidas de austeridade como “antipopulares” e “bárbaras”.
Plebiscito e turbulências no mercado
Em 1º de novembro, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou novas turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não.
A expectativa do premiê era que o plebiscito “validasse” as medidas de austeridade necessárias para receber a ajuda financeira. Uma pesquisa, no entanto, mostrou que aproximadamente 60% dos gregos enxergam a cúpula dos líderes europeus, que acertaram um novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros, como negativa ou provavelmente negativa.
A convocação de plebiscito enfrentou rejeição da oposição e dos membros do próprio partido de Papandreou. Com isso, o governo ficou enfraquecido, e a oposição já pede eleições antecipadas e a formação de um governo de transição para garantir a aprovação do plano.
Os líderes das duas maiores economias da zona do euro, a alemã Angela Merkel e o francês Nicolas Sarkozy, pressionam o governo grego e condicionam a ajuda à adoção das medidas de austeridade.
Nesta sexta-feira (4), a Grécia desistiu de realizar o referendo, que poderia levar a zona do euro a uma crise pior, informou, em comunicado, o ministro das Finanças Evangelos Venizelos.
'Voto de confiança'No capítulo mais recente do imbróglio grego, o Parlamento do país aprovou nesta sexta-feira (4), por 153 votos a 145, a moção de confiança ao abalado governo do primeiro-ministro George Papandreou.
Antes do resultado, no entanto, Papandreou já havia afirmado que buscaria formar um governo de coalizão para apoiar o plano de resgate acordado com a Europa e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que pode significar sua saída do cargo. Falando ao Parlamento antes da votação, Papandreou afirmou não se importar com a posição.
“Eu peço por um governo de cooperação. A última coisa com que me importo é o cargo. Não me importo se nunca mais for eleito”, afirmou. “Vou encontrar com o presidente (Carolos Papulias) amanhã e explicar a ele que vou conversar com todos os partidos para formar um governo de ampla cooperação”.
Calote
Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida.
No caso da Grécia, isso traria enormes dificuldades. As taxas de juros pagas pelos governos da zona do euro têm sido mantidas baixas ante a presunção de que a UE e o Banco Central Europeu proveriam assistência a países da região, justamente para evitar calotes.
Uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da UE, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia.
Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu.
Um calote grego pode fazer com que investidores questionem se a Irlanda e Portugal não seguirão o mesmo caminho. O problema real diz respeito ao que acontecerá com a Espanha, que só tem conseguido obter dinheiro no mercado a custos crescentes.
A economia espanhola equivale à soma das economias grega, irlandesa e portuguesa. Seria muito mais difícil para a UE estruturar, caso seja necessário, um pacote de resgate para um país dessa dimensão.

Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/11/entenda-crise-da-grecia-e-suas-possiveis-consequencias.html

29.10.11

Grécia discute swap de bônus a partir de segunda-feira


A Grécia vai iniciar negociações com os credores privados sobre o novo programa de swap de bônus, que ainda tem vários detalhes pendentes, segundo informou o vice-ministro de Finanças grego, Philippos Sachinidis. Em uma entrevista concedida para a emissora de TV privada Mega, o ministro disse que o programa envolve uma fatia em dinheiro e outra em títulos.
Os comentários do ministro ocorrem após uma série de decisões fechadas na quinta-feira (26) por autoridades europeias para tentar conter o alastramento da crise do endividamento europeu. Com base no acordo, os credores do setor privado concordaram com um desconto de metade do endividamento grego e os líderes europeus se comprometeram, em contrapartida, a recapitalizar os bancos europeus.
"Nós ainda não decidimos sobre os termos finais do acordo fechado no dia 26 de outubro, mas na segunda-feira começaremos conversas e nós estamos convidando todos os detentores de bônus gregos a participarem", disse Sachinidis. "O acordo prevê que uma parte dos bônus antigos seja paga em dinheiro e que o restante seja trocado por novos títulos", afirmou.
Embora não tenha dado mais detalhes, os comentários do ministro ecoam declarações de outras autoridade gregas nos últimos dias. Uma das proposta em discussão pressupõe que 100 euros em bônus grego nas carteiras dos credores sejam trocados por 15 euros em dinheiro e mais 35 euros em um bônus grego com prazo de 30 anos e cupom de juros de 6%.
Os bancos gregos, que possuem cerca de 45 bilhões de euros em títulos governamentais do país, serão fortemente afetados pelo swap e devem ter de apelar ao governo para que este fortaleça suas bases de capital.
Enfrentando perdas estimadas de 16 bilhões de euros, líderes europeus concordaram em dar apoio aos bancos gregos com 30 bilhões de euros em um financiamento emergencial, caso as instituições bancárias não consigam os recursos de seus acionistas. A ajuda dos acionistas é uma perspectiva que parece pouco provável.
Mas, Sachinidis acrescentou que há "vários, vários detalhes técnicos pendentes".
Entre as lacunas está se os bancos serão recapitalizados por meio de recursos que seriam emprestados pelo governo ou por dinheiro que viria diretamente da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Também não se sabe se os bancos teriam de emitir novas ações em troca dessa ajuda e quando os bancos terão de realizar a baixa contábil de suas perdas com o swap de títulos.
"Se (a recapitalização) ocorrerá por intermédio do fundo (estatal) grego ou se virá da EFSF ainda é um tema em aberto", disse. "Os bancos têm até junho para se recapitalizarem", acrescentou. "Mas não está decidido quando eles vão realizar a baixa contábil de suas perdas, se será no final do ano ou quanto a troca se materializar." As informações são da Dow Jones.