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18.4.13

Dólar opera em alta nesta quinta, um dia após Copom elevar taxa de juros

Copom decidiu elevou a taxa de juros de 7,25% para 7,5% ao ano.
Na quarta, moeda norte-americana subiu 0,38%, cotada a R$ 1,999.

O dólar comercial opera com valorização sobre o real nesta quinta-feira (18), levando a moeda a operar acima dos R$ 2.

Perto das 9h10, a moeda norte-americana subia 0,13%, a R$ 2,0015 para a venda. Veja a cotação.
Na quarta-feira (17), após abrir o dia em baixa, o dólar comercial mudou de rumo e fechou em alta, à beira dos R$ 2, com os operadores aguardando a decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros nesta noite.
A moeda norte-americana subiu 0,38%, cotada a R$ 1,999. Veja a cotação
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na quarta-feira a decisão sobre os próximos passos da política monetária do país.
Para tentar conter a inflação elevada, o Copom elevou a taxa de juros de 7,25% para 7,5% ao ano. Trata-se da primeira elevação da Selic desde julho de 2011 – quando a taxa subiu de 12,25% para 12,5%.
http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2013/04/dolar-opera-em-alta-nesta-quinta-um-dia-apos-copom-elevar-taxa-de-juros.html 

1.10.11

Reservas cambiais no mundo superam R$ 18,5 tri

As reservas internacionais de todos os bancos centrais do mundo ultrapassaram no final de junho deste ano o patamar de R$ 18,5 trilhões (US$ 10 trilhões pela primeira vez na história, informou nesta sexta-feira (30) o FMI (Fundo Monetário Internacional). O dólar manteve a sua posição de moeda de reserva mundial, mas os bancos centrais de países emergentes vêm reduzindo gradualmente suas aplicações em ativos denominados na moeda americana e no euro em razão dos problemas fiscais da maior economia global e da crise da dívida da zona do euro.

De acordo com o relatório trimestral Composição de Moedas das Reservas Cambiais Oficiais (Cofer) do FMI, as reservas dos países emergentes somaram R$ 12,7 trilhões (US$ 6,84 trilhões) ao final do segundo trimestre, enquanto a dos países ricos atingiram R$ 6 trilhões (US$ 3,23 trilhões). A China é o país com o maior volume de reservas: R$ 5,9 trilhões (US$ 3,2 trilhões). Em segundo lugar vem o Japão, com reservas de R$ 2 trilhões (US$ 1,1 trilhão). O Brasil detinha reservas de R$ 649,47 bilhões (US$ 349,98 bilhões) no dia 29 deste mês.

"O dólar não deve perder o título de moeda de reserva mundial no curto ou médio prazos, mas a diversificação de meio ponto ou um ponto porcentual a cada seis meses na alocação das reservas de bancos centrais de países emergentes é muito significativo em termos do fluxo diário do mercado de câmbio, o que causa um impacto forte nas cotações", disse à Agência Estado o estrategista de câmbio da corretora Nomura Securities em Nova York, Anish Abuwala. "A busca pelo iene japonês, especialmente pelos BCs da Ásia, se deve ao ambiente de baixa inflação e economia estável do Japão, o que favorece a função de manutenção de valor de uma moeda".

Os BCs de países emergentes alocaram 58,14% das suas reservas no primeiro trimestre de 2010 em ativos denominados em dólar e 29,4% no euro, enquanto apenas 1,87% do valor total estava aplicado no iene japonês e 0,05% no franco suíço. Já no segundo trimestre deste ano, a participação do dólar no valor total das reservas de BCs emergentes caiu para 56,6% e a do euro caiu para 28,6%. Por outro lado, o iene quase que dobrou a sua participação, com uma fatia de 3,18% das reservas dos países emergentes e o franco suíço passou para 0,09%.

Ao se levar em conta as reservas totais, a participação do dólar é de 60,2%, enquanto a do euro é de 26,7%. As reservas totais também cresceram num ritmo menor no segundo trimestre, pois eram de R$ 18 trilhões (US$ 9,7 trilhões) ao final de março deste ano e de R$ 17,1 trilhões (US$ 9,25 trilhões) ao final de dezembro de 2010.

Abuwala ressalta que desde junho, portanto após o último dado disponível pelo FMI, a compra de euros pelos bancos centrais de países emergentes para compor suas reservas caiu bastante e o acumulo de reservas totais reduziu-se drasticamente neste mês, uma vez que os países emergentes têm sofrido com saída de capital estrangeiro, o que já tem colocado pressão de desvalorização de suas moedas. Esses BCs emergentes têm comprado em quantidade significativa de moedas como o dólar canadense e o dólar australiano.