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26.3.13

Brics criam banco de desenvolvimento com aporte inicial de US$ 50 bilhões

DURBAN, África do Sul (AFP) – Os Brics – grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – consolidaram nesta terça-feria 26 a criação de um banco de desenvolvimento conjunto para financiar projetos de infraestrutura. O banco terá um aporte inicial de 50 bilhões de dólares – cada país contribuirá com 10 bilhões – e irá focar suas ações no financiamento de projetos de infraestrutura, o que representa um desafio direto às sete décadas de domínio do Banco Mundial neste setor.

Ministros das Finanças que participam do encontro posam para uma foto oficial. Foto: ©afp.com / Elmond Jiyane
 
“Está feito”, declarou o ministro de Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan durante a reunião de chefes de Estado do grupo na cidade sul-africana de Durban.
“Fizemos bons progressos, os líderes vão anunciar os detalhes”, acrescentou.
Os projetos a serem financiados deverão beneficiar principalmente a África, um continente onde a China – peso pesado dos BRICS – já está fortemente presente.
O novo banco que surge para competir com o Banco Mundial deverá ser instalada na África do Sul.
Crise mundial
Durante o encontro, também discute-se a possibilidade dos Brics colocarem em um fundo comum uma parte de suas fabulosas reservas de divisas – 4,4 trilhões de dólares, segundo Pretória (deles, mais de dois terços em mãos de Pequim) – para se ajudar em caso de crise conjuntural.
Este fundo comum poderá contar com bilhões de dólares, segundo o diretor do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini.
Essas discussões representam a primeira  tentativa desde a inauguração das cúpulas do BRICS – há quatro anos – que o grupo aborda demandas retóricas para uma ordem global mais igualitária com passos concretos.
A cúpula de chefes de Estado e de Governo do Brics se inicia oficialmente nesta terça-feira 26 à noite e o programa oficial prevê a assinatura de acordos e comunicados à imprensa na quarta-feira.
Juntos, os membros do BRICS contam com 25% da renda global e 40% da população mundial.
fonte:http://www.cartacapital.com.br/economia/brics-criam-banco-de-desenvolvimento-com-aporte-inicial-de-us-50-bilhoes/

29.8.12

Espanha rejeita ajustes para conseguir intervenção do BCE


O ministro espanhol da Economia garantiu que o país vai cumprir seus objetivos orçamentários sem a intervenção do banco

Ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos


Madri - O ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos, afirmou nesta quarta-feira que "ninguém está negociando nenhum tipo de ajuste adicional" para conseguir que o Banco Central Europeu (BCE) intervenha no mercado de dívida e reduza assim o prêmio de risco daEspanha.

Em entrevista coletiva antes de uma reunião da equipe econômica do governante Partido Popular (PP), De Guindos declarou que "é muito importante levar em conta que a Espanha vai cumprir seus objetivos orçamentários independentemente da intervenção" do BCE.
Insistiu que "o compromisso do governo da Espanha com a consolidação fiscal é absoluto, é total" e isso é "o que deve ser levado em consideração por parte dos sócios europeus".
Em qualquer caso, ressaltou que o governo espanhol "não tomou nenhuma decisão" sobre o pedido do resgate e "está analisando as alternativas" possíveis até que não se defina qual será o marco concreto de atuação do BCE.
Em sua opinião, as medidas adotadas pelo organismo presidido por Mario Draghi têm que ser "efetivas" para relaxar os prêmios de risco de países como a Espanha.
Reconheceu, no entanto, que na reunião do Eurogrupo que será realizada em meados de setembro no Chipre "se estabelecerá o entrecruzado de condições para que essa intervenção aconteça".
Em referência às críticas publicadas hoje em jornais internacionais sobre a atuação do governo espanhol na crise econômica, De Guindos destacou que o Executivo "trabalha pelos interesses da Espanha e do euro".
O governo de Mariano Rajoy se comprometeu a diminuir o déficit da Espanha de 8,9% até 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, 4,5% em 2013 e até 2,8% em 2014.
De Guindos também falou sobre o pedido de 5,023 bilhões de euros de ajuda ao Estado espanhol que a Catalunha realizou para poder pagar sua dívida e ressaltou que a "condição fundamental" para receber esse montante é que cumpra o objetivo de déficit de 1,5% do PIB em 2012 estabelecido para as regiões autônomas espanholas.
Além da Catalunha, as regiões de Valência e Múrcia pediram também essa ajuda financeira ao governo espanhol para fazer frente a seus vencimentos de dívida.
De Guindos insistiu que a redução do déficit é o "elemento básico" para solucionar os problemas de liquidez das diferentes comunidades autônomas, já que de outro modo - assegurou - as dificuldades reaparecerão nos próximos meses.
O ministro espanhol lembrou que o pedido de apoio financeiro da Catalunha "estava perfeitamente previsto e dentro das projeções" do governo.
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8,50%
11 de julho
8%
Embora o possível corte seja quase uma unanimidade no mercado, restam dúvidas sobre o que pode acontecer a partir da próxima reunião, marcada para outubro. “A questão chave para monitorar é se a ata vai indicar que o Banco Central está se preparando para encerrar o ciclo de afrouxamento”, escreveram os economistas do Goldman Sachs em relatório.
Os economistas da Tendências Consultoria Integrada estão entre os que esperam que essa reunião marque o fim do ciclo de cortes. A expectativa é de que a taxa de juros volte a subir a partir de março de 2013, levando a Selic para 9,5% já em agosto do próximo ano.
Após a reunião que termina hoje, o Copom ainda terá mais dois encontros para mudar ou não a taxa básica de juros, um em outubro e outro em novembro. Já a ata da reunião, que pode sinalizar os próximos passos do colegiado, é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte. Assim, a desse encontro está prevista para o dia 6 de setembro.

15.3.12

Bradesco lidera ranking de reclamações no Procon-SP em 2011

B2W, do Submarino e da Americanas.com, aparece em segundo lugar. É a 1ª vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998.


Posição no Ranking
Empresa
Número de Reclamações
1
Bradesco
1723
2
B2W
1574
3
Itaú-Unibanco
1383
4
LG Eletronics
1164
5
TIM
937
6
Telefônica OI
835
7
Eletropaulo
806
8
Metropolitana
801
9
Carrefour
746
10
Panamericano
716

O banco Bradesco liderou o ranking de reclamações fundamentadas de 2011, divulgado pela Fundação Procon de São Paulo, ligada à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, nesta quinta-feira (15), Dia Mundial do Consumidor. Segundo a entidade, foram 1.723 reclamações contra a instituição bancária no ano passado.
É a primeira vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998. Nos últimos cinco anos, a Telefônica vinha liderando a lista do Procon.
Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon paulista. São consideradas apenas as queixas abertas por meio de um processo administrativo após não ter ocorrido acordo inicial com a empresa.
"Esse ranking serve de parâmetro para a sociedade, para os consumidores. Auxilia os consumidores no seu processo de escolha. Para as empresas, que identifiquem e possam aperfeiçoar os seus procedimentos, os seus canais de atendimento e demonstra quais são as empresas que mais atendem e as que menos atendem os consumidores", diz Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP.
Na lista do Procon, a empresa de comércio eletrônico B2W – que compreende a Americanas.com, Submarino e Shoptime – aparece em segundo lugar, com 1574 reclamações,  seguida por mais um banco, o Itaú Unibanco, com 1383. Confira no site do Procon o ranking completo das empresas mais reclamadas.
A Telefônica recuou para a sexta posição, com 835 reclamações. Outras duas empresas de telecomunicações – TIM e Oi – aparecem na lista, em 5º e 7º lugares, respectivamente. O Bradesco subiu da terceira posição, em 2010, para o topo da lista em 2011.
Em todo o ano de 2011, o total de atendimento para consultas, orientações e queixas no Procon foi de 727.229, alta de 15% sobre o registrado em 2010.
Do total de atendimentos, 589.535 foram consultas e orientações. Os demais correspondem a 137.694 encaminhamentos, pelo Procon, de uma carta ao fornecedor – a Carta de Informação Preliminar (CIP). Nessa fase, considerada preliminar pela fundação, 76% dos casos foram solucionados (104.293). Os 33.401 restantes (4,59% do total) transformaram-se em reclamações fundamentadas, explica o Procon, que são demandas de consumidores que não foram solucionadas em fase preliminar, sendo necessária a abertura de processo na Justiça. Dessas 33.401 reclamações, 48% foram atendidas e 52%, não atendidas.
O ranking do Procon contém apenas reclamações fundamentadas. No total, foram 3.639 empresas reclamadas.
Por área, entre as 33.401 reclamações fundamentadas em 2011, o setor de produtos liderou a lista, com 12.480 ou 37% do total. Em segundo lugar ficaram assuntos financeiros, com 9.225 ou 28%, seguido de serviços essenciais (5.714 ou 17%), serviços privados (4.111 ou 12%), saúde (1.082 ou 3%), habitação (764 ou 2%) e alimentos (25 ou 0,1%).
Ranking em tempo real
Além da lista das “dez mais”, o Procon também lançou um ranking on-line indicando, em tempo real, as 30 empresas que mais estão gerando reclamações e apontando os índices de solução desses casos. O ranking está disponível no site do Procon.

"Agora nós vamos colocar diariamente, a disposição dos consumidores do estado de São Paulo, um novo serviço, que é um ranking online de atendimentos do Procon. O cadastro que é divulgado anualmente refe-se a uma parte pequena de todos os atendimentos realizados pelo Procon. (...) Isso vai permitir ao consumidor informações mais atuais, para que ele possa pautar melhor suas escolhas", disse Góes.
Outro lado
O G1 entrou em contato com as empresas citadas no ranking e aguarda posicionamento.
Líder deste ano, o Bradesco disse, por meio de nota, que a posição "reflete a incorporação, pela primeira vez, dos apontamentos referentes ao Banco Ibi. Os processos do Ibi já foram integrados e já começam a receber o mesmo tratamento dado aos processos do Bradesco, no sentido de serem alinhados aos padrões de qualidade e agilidade do banco”.
Em nota, a B2W disse que trabalhou "intensamente" para resolver as questões que afetaram seus clientes no ano passado. "Essas ações resultaram na redução de 27,9% na quantidade de reclamações no segundo semestre de 2011 comparado com o primeiro do mesmo ano, e em 71,6% quando comparado o primeiro bimestre de 2012 com igual período de 2011, conforme dados divulgados pelo Sindec."
O Itaú Unibanco informou, por meio de nota, que, mesmo com a redução de 19% no volume de demandas, não está satisfeito a posição no ranking. "Continuaremos investindo esforços para aprimorar serviços e reduzir falhas, em velocidade maior que a expansão do setor bancário", afirmou. "O Itaú Unibanco está focado em reduzir reclamações e aumentar a satisfação dos clientes", acrescentou.
A TIM informou que empresa "vem desenvolvendo ações preventivas para reduzir as demandas dos clientes". A operadora acrescentou que analisará os números do Procon e "atuará para a melhoria contínua dos seus serviços".
Por meio de nota, a Oi disse que assumiu compromisso com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) de interação colaborativa e que tem investido em melhorias de processos e ampliação de rede para assegurar a qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
A Eletropaulo destacou a queda na colocação como "resultado dos investimentos da empresa e foco na satisfação dos clientes". "Estamos trabalhando fortemente para sair do ranking”, afirmou, em nota, Teresa Vernaglia, diretora Comercial da AES Eletropaulo.
O Panamericano, também incluído no ranking, informou, em nota, que "está atuando na revisão e melhoria de todos os seus processos internos para melhor atender o consumidor".

O banco Bradesco liderou o ranking de reclamações fundamentadas de 2011, divulgado pela Fundação Procon de São Paulo, ligada à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, nesta quinta-feira (15), Dia Mundial do Consumidor. Segundo a entidade, foram 1.723 reclamações contra a instituição bancária no ano passado.
É a primeira vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998. Nos últimos cinco anos, a Telefônica vinha liderando a lista do Procon.
Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon paulista. São consideradas apenas as queixas abertas por meio de um processo administrativo após não ter ocorrido acordo inicial com a empresa.
"Esse ranking serve de parâmetro para a sociedade, para os consumidores. Auxilia os consumidores no seu processo de escolha. Para as empresas, que identifiquem e possam aperfeiçoar os seus procedimentos, os seus canais de atendimento e demonstra quais são as empresas que mais atendem e as que menos atendem os consumidores", diz Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP.
Na lista do Procon, a empresa de comércio eletrônico B2W – que compreende a Americanas.com, Submarino e Shoptime – aparece em segundo lugar, com 1574 reclamações,  seguida por mais um banco, o Itaú Unibanco, com 1383. Confira no site do Procon o ranking completo das empresas mais reclamadas.
A Telefônica recuou para a sexta posição, com 835 reclamações. Outras duas empresas de telecomunicações – TIM e Oi – aparecem na lista, em 5º e 7º lugares, respectivamente. O Bradesco subiu da terceira posição, em 2010, para o topo da lista em 2011.
Em todo o ano de 2011, o total de atendimento para consultas, orientações e queixas no Procon foi de 727.229, alta de 15% sobre o registrado em 2010.
Do total de atendimentos, 589.535 foram consultas e orientações. Os demais correspondem a 137.694 encaminhamentos, pelo Procon, de uma carta ao fornecedor – a Carta de Informação Preliminar (CIP). Nessa fase, considerada preliminar pela fundação, 76% dos casos foram solucionados (104.293). Os 33.401 restantes (4,59% do total) transformaram-se em reclamações fundamentadas, explica o Procon, que são demandas de consumidores que não foram solucionadas em fase preliminar, sendo necessária a abertura de processo na Justiça. Dessas 33.401 reclamações, 48% foram atendidas e 52%, não atendidas.
O ranking do Procon contém apenas reclamações fundamentadas. No total, foram 3.639 empresas reclamadas.
Por área, entre as 33.401 reclamações fundamentadas em 2011, o setor de produtos liderou a lista, com 12.480 ou 37% do total. Em segundo lugar ficaram assuntos financeiros, com 9.225 ou 28%, seguido de serviços essenciais (5.714 ou 17%), serviços privados (4.111 ou 12%), saúde (1.082 ou 3%), habitação (764 ou 2%) e alimentos (25 ou 0,1%).
Ranking em tempo real
Além da lista das “dez mais”, o Procon também lançou um ranking on-line indicando, em tempo real, as 30 empresas que mais estão gerando reclamações e apontando os índices de solução desses casos. O ranking está disponível no site do Procon.

"Agora nós vamos colocar diariamente, a disposição dos consumidores do estado de São Paulo, um novo serviço, que é um ranking online de atendimentos do Procon. O cadastro que é divulgado anualmente refe-se a uma parte pequena de todos os atendimentos realizados pelo Procon. (...) Isso vai permitir ao consumidor informações mais atuais, para que ele possa pautar melhor suas escolhas", disse Góes.
Outro lado
O G1 entrou em contato com as empresas citadas no ranking e aguarda posicionamento.
Líder deste ano, o Bradesco disse, por meio de nota, que a posição "reflete a incorporação, pela primeira vez, dos apontamentos referentes ao Banco Ibi. Os processos do Ibi já foram integrados e já começam a receber o mesmo tratamento dado aos processos do Bradesco, no sentido de serem alinhados aos padrões de qualidade e agilidade do banco”.
Em nota, a B2W disse que trabalhou "intensamente" para resolver as questões que afetaram seus clientes no ano passado. "Essas ações resultaram na redução de 27,9% na quantidade de reclamações no segundo semestre de 2011 comparado com o primeiro do mesmo ano, e em 71,6% quando comparado o primeiro bimestre de 2012 com igual período de 2011, conforme dados divulgados pelo Sindec."
O Itaú Unibanco informou, por meio de nota, que, mesmo com a redução de 19% no volume de demandas, não está satisfeito a posição no ranking. "Continuaremos investindo esforços para aprimorar serviços e reduzir falhas, em velocidade maior que a expansão do setor bancário", afirmou. "O Itaú Unibanco está focado em reduzir reclamações e aumentar a satisfação dos clientes", acrescentou.
A TIM informou que empresa "vem desenvolvendo ações preventivas para reduzir as demandas dos clientes". A operadora acrescentou que analisará os números do Procon e "atuará para a melhoria contínua dos seus serviços".
Por meio de nota, a Oi disse que assumiu compromisso com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) de interação colaborativa e que tem investido em melhorias de processos e ampliação de rede para assegurar a qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
A Eletropaulo destacou a queda na colocação como "resultado dos investimentos da empresa e foco na satisfação dos clientes". "Estamos trabalhando fortemente para sair do ranking”, afirmou, em nota, Teresa Vernaglia, diretora Comercial da AES Eletropaulo.
O Panamericano, também incluído no ranking, informou, em nota, que "está atuando na revisão e melhoria de todos os seus processos internos para melhor atender o consumidor".