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16.4.13

Expectativa é de desaceleração da inflação de alimentos


Na segunda prévia do mês, o IPC-S teve alta de 0,65% ante 0,71% na quadrissemana anterior. O grupo Alimentação, no mesmo período, passou de 1,49% para 1,37%


Tomates

São Paulo - A desaceleração da inflação de alimentos da primeira para a segunda quadrissemana de abril deve confirmar um movimento gradual neste sentido até o final do mês, puxando um recuo no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), avalia o coordenador do indicador e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti.
"O destaque é o grupo Alimentação, que está dando uma desacelerada e, na minha leitura, dá continuidade a essa trajetória para fechar o mês com o indicador perto de 0,50%".
Na segunda prévia do mês, divulgada nesta terça-feira, 16, o IPC-S teve alta de 0,65% ante 0,71% na quadrissemana anterior. O grupo Alimentação, no mesmo período, passou de 1,49% para 1,37%.
"O tomate pelo menos parou de subir, a cebola deu uma leve acelerada", exemplificou. Chamado atualmente de "vilão da inflação", o tomate teve alta de 15,09% no resultado mais recente, ante 15,90% na primeira prévia de abril, e continua como o item que exerce maior pressão de alta.
"Ele está num patamar alto e, mesmo que zere em termos de inflação, tem um acumulado muito grande nos últimos meses. Não dá para dizer que os preços vão cair significativamente", comentou Picchetti, explicando o motivo de, mesmo com a desaceleração, itens in natura seguirem como influência positiva no índice.
O tomate encabeçou o ranking das maiores pressões, seguido de três itens relacionados com alimentação: batata-inglesa (de 12,54% para 17,65%), refeições em bares e restaurantes (de 0,72% para 0,65%) e cebola (de 23,99% para 16,92%).
"Há uma expectativa de desaceleração gradual principalmente em Alimentação", comentou. Além disso, outro movimento que deve ser observado até o fim do mês é o aumento do preço dos medicamentos, que foi autorizado, e deve entrar aos poucos no índice. "Não imagino grandes surpresas até o final de abril", disse o economista.
O efeito da desoneração da cesta básica para os preços ao consumidor, cinco semanas após o seu anúncio, é "bem inferior" ao desejado e ao que representaria um repasse integral, avaliou Picchetti.
De acordo com ele, é "difícil separar a queda nos preços dos produtos com o próprio fundamento do mercado". Ele exemplifica com o caso das carnes bovinas, por exemplo, que já vinham em queda antes do anúncio da desoneração. "O item que mais caiu, da primeira quadrissemana para a segunda, foi óleo de soja (de -3,68% para -5,21%) e é difícil separar essa queda do próprio fundamento do mercado, pois soja é uma commodity que está em queda", disse.

28.8.12

Imposto de renda representa quase metade do preço de material escolar

CARGA TRIBUTÁRIA QUE INCIDE SOBRE O VALOR DE UMA CANETA CHEGA A 47,25%. PESQUISA FOI DIVULGADA PELA EMPRESA DE CONSULTORIA E AUDITORIA BDO BRAZIL.


Quase a metade do valor pago em alguns itens básicos de material escolar é composta pela carga tributária, segundo pesquisa divulgada pela empresa de consultoria e auditoria BDO Brazil nesta segunda-feira (13).
A lista é encabeçada pela caneta esferográfica, com alíquota de 47,25%, seguida pela régua, agenda escolar e fichário, cujos tributos representam 42,25% do valor de mercado.
Outros produtos como mochila e papel sulfite apresentam 37,25% e 32,25% de tributos, respectivamente. Itens como cola líquida e lápis vêm em seguida, com 27,25%.
ItemTributos
Caneta47,25%
Régua42,25%
Agenda escolar42,25%
Fichário42,25%
Mochila37,25%
Papel sulfite32,25%
Cola líquida27,25%
Lápis27,25%

Fonte: BDO Brazil