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29.8.12

Melhora da escolaridade do brasileiro diminuiu informalidade no trabalho, aponta FGV


A melhora da escolaridade dos brasileiros levou à queda na informalidade do trabalho entre 2002 e 2009, aliada ao bom momento econômico da década passada e a políticas públicas de geração de emprego e renda. A conclusão faz parte da pesquisa Evolução Recente da Informalidade no Brasil, dos pesquisadores Fernando Holanda Barbosa Filho e Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).
A taxa de informalidade que chegou a 43,6% em 2002 caiu para 37,4% em 2009, uma diminuição de 6,2 pontos percentuais, segundo o trabalho da FGV, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
A falta de formalização nas relações de trabalho, que se traduz principalmente pela ausência de registro em carteira, é inversamente proporcional ao grau de escolaridade: quanto mais anos de estudo, maior a formalização. Segundo a pesquisa, houve queda na informalidade em todas as camadas educacionais.
Com até três anos de estudo, 62,8% dos trabalhadores eram informais em 2002, passando para 59,1% em 2009. Entre os que têm ensino médio completo e superior incompleto, com 11 a 14 anos de estudo, a taxa de informalidade era 28,7% em 2002 e caiu para 24,7% em 2009. Já os detentores de diploma universitário, com mais de 15 anos de estudo, registravam 26,1% de informalidade em 2002, número que diminuiu para 23,4% em 2009.
Para o pesquisador Rodrigo Moura, existe uma relação direta entre mais anos de estudo e exigência profissional, tanto pelo trabalhador como pelo empregador. “O trabalhador com maior escolaridade aceita menos um contrato informal de trabalho. Quem tem maior nível educacional tem maior poder de barganha”, disse.
Apesar das variáveis econômicas e políticas não estarem explícitas no levantamento da FGV, o pesquisador reconheceu que também devem ser levados em conta o bom momento vividos pelo país e o mundo na maior parte da década passada, bem como a adoção de políticas públicas de geração de emprego e renda, facilitando a contratação. Outro dado relevante foi o incentivo federal ao ingresso nas universidades públicas, com a expansão das vagas.
A pesquisa pode ser acessada na íntegra no endereço http://portalibre.fgv.br/.

Emprego na indústria cai pelo quarto mês seguido


Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O nível de emprego na indústria voltou a apresentar queda em junho, com variação negativa de 0,2% em relação a maio e de 1,8% na comparação com o mês de junho de 2011.
De acordo com os números da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgados nesta sexta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), junho foi o quarto mês consecutivo em que o emprego no setor registrou resultado negativo, o que acumula perda de 1,2% no período.
No confronto com igual mês do ano anterior, a taxa de junho foi a nona a apresentar resultado negativo e a mais intensa desde dezembro de 2009, quando a queda foi de 2,4%. A trajetória descendente também foi observada no índice acumulado dos últimos 12 meses, com um recuo de 0,6% em junho.
De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores empregados na indústria apresentou queda em junho em 12 dos 14 setores pesquisados, na comparação com o mesmo mês de 2011.
O maior impacto foi a queda de 3,5% no nível de emprego industrial no estado de São Paulo, onde o pessoal ocupado caiu 16,9% no setor de metalurgia básica, 14,7% nas indústrias de produtos de metal e 10,2% no de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de telecomunicações.
Os estados do Paraná, com 1,8%, e de Minas Gerais, com 0,3%, foram os que deram contribuição positiva em junho para o nível de emprego industrial do país, tendo como base a comparação com o mês de maio.
Segundo o IBGE, os destaques foram o aumento de 38,1% no pessoal ocupado no ramo de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos da indústria paranaense, e de 8,6% nas indústrias extrativas e 6,8% em produtos de metal, no caso de Minas Gerais.
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou em junho uma variação negativa de 0,3% em relação a maio, descontadas as influências sazonais. De acordo com o IBGE, foi a quarta taxa negativa consecutiva do ano. No confronto com junho de 2011, o número de horas pagas caiu 2,6%.
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 2,5% ante maio, após registrar taxas negativas por três meses consecutivos, período em que a queda acumulou 3,4%.
No confronto com junho de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,7%, no trigésimo resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. Aumentos no valor da folha de pagamento em diversos setores industriais dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná foram os que exerceram, segundo a pesquisa do IBGE, maior influência sobre o resultado nacional.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/emprego-na-industria-cai-pelo-quarto-mes-seguido/

4.3.12

Servidores prometem mais mobilizações para manter aposentadoria integral


O projeto que cria a previdência complementar dos servidores públicos deu entrada no Senado, nesta sexta-feira (2), em regime de urgência constitucional, e terá 45 dias para ser apreciado. Caso contrário, passa a trancar todas as outras pautas da casa. Fórum dos Servidores anuncia mobilização e jornadas de lutas nos estados, entre 13 e 16 de março, para preparar uma grande marcha nacional à Brasília, marcada para o dia 28 de março.

Brasília - Os servidores públicos federais mal digeriram a derrota amargada esta semana com a aprovação, pela Câmara, do projeto de lei que acaba com a aposentadoria integral da categoria, e já organizam novas mobilizações para tentar barrar a proposta no Senado, onde a matéria começou a tramitar oficialmente nesta sexta (2), em regime de urgência constitucional, solicitado pela presidenta Dilma Rousseff.

Este regime prevê que a matéria seja deliberada em 45 dias. Caso contrário, passa a trancar todas as outras pautas da casa. Por isso, o prazo para os deputados apresentarem emendas será de apena cinco dias e a matéria vai tramitar, ao mesmo tempo, em três diferentes comissões. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), já afirmou que o projeto será tratado como prioridade e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a expectativa é aprovar o projeto até meados de abril.

Com pouco mais de um mês para tentar reverter o processo, O Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais, que reúne 29 entidades representativas da categoria, promoverá, entre 13 e 16/3, uma jornada de lutas nos estados, em conjunto com outros trabalhadores e abordando uma ampla pauta de reivindicações, inclusive as relacionadas à campanha salarial 2012 da categoria. O objetivo é medir a temperatura da mobilização social para realizar uma grande marcha nacional à Brasília, prevista para ocorrer em 28/3. 

Isoladas na luta política, as entidades representativas dos magistrados federais e dos procuradores da república apostam na resolução do impasse por via judicial, alegando a inconstitucionalidade da matéria. As duas categorias tentaram manter a aposentadoria integral por meio de emenda do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que as isolavam dos efeitos da medida. Entretanto, como ocorreu com 12 das 13 emendas apresentadas, ela foi rejeitada. 

O projeto prevê que, pra os servidores que ganham até cerca de R$ 3.916,20, ou seja, o equivalente ao teto de aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada, não haverá mudanças. “Quando se fala em servidores públicos, já se pensa logo em altos salários. Mas 80% deles ganham menos do que o teto da aposentadoria privada”, esclarece o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. 

Para os 20% restantes, as alterações são grandes. Ganhe o servidor R$ 4 mil ou R$ 40 mil, terá que contribuir para um fundo de previdência complementar, se quiser garantir uma aposentadoria mais polpuda. A previsão é que sejam criados três fundos, um para cada poder. Para além do limite, os servidores terão a opção de contribuir em igual percentual que o governo, até um teto de 8,5%. 

Os servidores reclamam que, como a gestão desses fundos será privada, não haverá nenhuma garantia de que eles irão, de fato, receber a aposentadoria no futuro. E não há sequer previsão de valores. “O debate entre os servidores, agora, deveria ser no sentido de cobrar participação na gestão desses fundos. Se eles vão contribuir para uma previdência complementar sem saber quanto vão receber, no mínimo precisam acompanhar a gestão”, defende o presidente da CUT. 

Nos debates durante a aprovação da matéria na Câmara, os governistas foram unânimes em apontar o déficit previdenciário como principal motivador da mudança. Em cartilha lançada para explicar o projeto, o Ministério da Previdência Social informa que, em 2011, o déficit, que tem crescido ano a ano, estava em R$ 60 bilhões, valor aproximado ao do orçamento anual do Ministério da Educação. Para eles, se o governo tiver que subsidiar a aposentadoria de algum trabalhador, que seja a dos mais pobres.

Arthur Henrique, à frente da central que representa a maior parte dos servidores, admite que uma resolução histórica da maior central brasileira defende a existência de um único sistema previdenciário no país, que atenda trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos como iguais. “A diferença é que, nesta resolução, propomos que o sistema único apresente um teto ampliado, ao invés de nivelá-lo por baixo”, acrescenta.



Contrastes europeus

Muito se fala que da crise europeia, mas poucos meios de comunicação tomam o devido cuidado em tentar esmiuçar um dos principais pontos dos efeitos da crise, o desemprego e a precarização da mão de obra, que atingiu o seu clímax em 2008.

Neste sentido, a Organização Internacional do Trabalho elaborou um livro intitulado “Desigualdades no trabalho durante a crise. Testemunhos da Europa”, na qual relata que as desigualdades no local de trabalho aumentaram de maneira considerável em toda a Europa como consequência da crise econômica mundial e continuarão aumentando na medida em que mais países introduzam medidas de austeridade e reformas laborais. O livro inclui dados provenientes de 30 países e 14 estudos nacionais realizados por destacados especialistas europeus.
O livro examina, por exemplo, como os países que dependeram de ajustes de flexibilidade externa, como a Espanha, tiveram graves dificuldades no âmbito laboral. Além disso, destaca um aspecto da crise pouco documentado até agora: seus efeitos macroeconômicos, no âmbito das empresas, sobre diferentes categorias de trabalhadores e nos âmbitos de trabalho que os afetam diretamente.
Pode-se também observar que em alguns países, como Bulgária, Hungria e Reino Unido, aumentaram as diferenças salariais entre os trabalhadores na base e no topo da escala salarial.
Os trabalhadores com contratos temporários foram fortemente afetados pelas demissões e foram utilizados como uma espécie de “amortecedores de emprego”, como mostra o exemplo da Espanha, onde 90% dos postos de trabalho perdidos eram de trabalhadores temporários.
No que diz respeito ao desemprego, na maioria dos países europeus, as taxas de desemprego juvenil são aproximadamente o dobro das taxas dos trabalhadores adultos, com incrementos mais pronunciados na Estônia, Lituânia e Letônia, assim como na Espanha, Irlanda e Grécia.
Os trabalhadores pouco qualificados foram particularmente afetados pela crise conforme as empresas manufatureiras começaram a despedir parte de seu pessoal. Apesar de os homens inicialmente terem sido mais afetados pela crise do que as mulheres (6% nos Estados bálticos, Irlanda e Espanha), as práticas discriminatórias contra as mulheres agravaram-se ao longo dos últimos anos. As mulheres empregadas nos setores onde predomina a mão de obra masculina foram as primeiras a serem despedidas ou em ter maiores cortes salariais.
Além do que, as novas reformas laborais adotadas em 2012 com o objetivo de estimular a competitividade, como por exemplo, o congelamento do salário mínimo e os cortes na proteção social na Espanha; a decisão de multiplicar os mecanismos de tempo parcial na França; e uma moderação adicional dos salários e o incremento dos empregos de baixa remuneração na Alemanha e outros países, podem acarretar, como consequência direta, o aumento das desigualdades no mundo do trabalho e na sociedade europeia.
Em um contraste vivido pelos trabalhadores europeus, os altos executivos dos principais bancos da Europa, mesmo com a crise e a recessão mais do que anunciada, mantém suas remunerações e bônus elevados.
Por exemplo, O HSBC teve uma queda de 1,2 bilhão de dólares (cerca de 2 bilhões de reais) no seu lucro antes dos impostos em 2011, e o homem que comanda essa instituição financeira, Stuart Gulliver, ganhou um bônus de 5,9 milhões de libras esterlinas pelo seu trabalho (R$ 16 milhões), conforme noticiou o jornal britânico “Financial Times“. E, é importante destacar, apenas 192 pessoas no banco ganham 1 milhão de libras/ano e somente cinco compartilharam 27 milhões de libras/ano.
Não nos esqueçamos: na crise de 2008, muitos profissionais do setor financeiro foram alvo de protestos nos Estados Unidos e em várias partes do planeta, por receberem grandes quantias de dinheiro mesmo quando as companhias em que trabalhavam apresentavam resultados medíocres ou mesmo catastrófico.
Resta saber se as autoridades executivas e os agentes econômicos pretendem colocar no centro de suas agendas, a luta contra as desigualdades e, ao mesmo tempo, desenvolverem um conjunto de políticas que enfrentem as mazelas sociais e do mundo do trabalho. Infelizmente, até o momento, não é isso o que está sendo executado, portanto, não há outra história a ser construída para a maioria dos europeus, se não, a recessão.

11.11.11

Emprego industrial cresce menos em setembro em 12 meses, diz IBGE

Expansão foi de 2%; trajetória de redução no ritmo começou em fevereiro. Em setembro sobre agosto, foi registrado recuo de 0,4%.

Apesar de o emprego industrial ter recuado 0,4% em setembro sobre agosto com ajuste sazonal, a taxa anualizada, ou seja, acumulada nos últimos 12 meses, apresentou expansão de 2%, aponta nesta sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE). Mesmo com o aumento em 12 meses, contudo, o índice prosseguiu com trajetória de redução no ritmo de crescimento iniciado em fevereiro, quando ficou em 3,9%.

No índice do trimestre contra o trimestre imediatamente anterior, o pessoal ocupado na indústria ficou praticamente estável no terceiro trimestre do ano, com taxa de 0,1%, repetindo o comportamento observado nos três últimos trimestres (0,1% no quarto trimestre de 2010; 0,2% no primeiro trimestre de 2011 e estável no segundo trimestre de 2011).
Frente a setembro de 2010, contudo, o emprego industrial avançou 0,4%, a 20ª taxa positiva consecutiva. Nesse tipo de comparação, sete dos 14 locais e nove dos 18 setores investigados ampliaram as contratações na indústria.
Entre os locais, as principais contribuições positivas para o resultado global vieram do Paraná (6,7%), região Norte e Centro-Oeste (3,6%), Minas Gerais (1,8%), Rio Grande do Sul (1,9%) e Pernambuco (5,4%).
Setorialmente, os destaques ficaram com os ramos de alimentos e bebidas (3,7%), meios de transporte (6,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,6%), máquinas e equipamentos (3,5%) e outros produtos da indústria de transformação (3,5%). Por outro lado, as atividades de calçados e couro (-8,0%), papel e gráfica (-6,8%), borracha e plástico (-5,1%), madeira (-10,3%) e vestuário (-3,2%) apontaram as pressões negativas mais importantes sobre o total da indústria neste mês.
 
Horas pagasEm setembro, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,7% frente a agosto, após registrar avanços de 0,2% em julho e de 0,4% em agosto.

 http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/11/emprego-industrial-cresce-menos-em-setembro-em-12-meses-diz-ibge.html

27.10.11

Desemprego fica em 6% em setembro, mostra IBGE

Taxa é a menor para setembro da série do IBGE, com início em 2002.
Salário médio caiu 1,8% em relação ao mês anterior.


A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6% em setembro, mesmo resultado verificado em agosto, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (27). Segundo o instituto, essa é a menor taxa estimada para o mês de setembro desde o início da série histórica, em 2002. Em setembro do ano passado, a taxa de desocupação ficara em 6,2%.

A população desocupada não apresentou variação sobre agosto nem sobre setembro de 2010, somando 1,5 milhão de pessoas. Também ficou estável o contingente da população ocupada, ficando em 22,7 milhões em setembro. Já em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 1,7%.

Na comparação regional, a taxa de desocupação aumentou apenas na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde passou de 5,1% para 5,7%. Em relação a setembro do ano passado, houve queda de 2,4 pontos percentuais na região metropolitana de Recife. As demais ficaram estáveis também na comparação anual.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado somou 11,0 milhões, não registrando variação sobre agosto, segundo o IBGE. Mas, na comparação anual, mostrou crescimento de 6,7%.

Salário
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores caiu 1,8% em relação ao mês anterior, ficando em R$ 1.607,60. Já em relação ao mesmo período do ano passado, ficou estável. Houve recuo do salário médio em Recife, em Porto Alegre, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em São Paulo. No mesmo período, o rendimento mostrou alta em Salvador (1,5%). Na comparação com setembro de 2010, os salários médio aumentaram em Salvador e no Rio de Janeiro, mas caíram em Recife, em Porto Alegre e em São Paulo. Em Belo Horizonte, ficou estável.

Entre os setores pesquisados pelo IBGE, o grupo "outros serviços", que compreende alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais, apresentou o maior aumento no rendimento médio em relação a setembro de 2010, com alta de 6,9%.



9.9.11

Criação de vagas em 2011 não deve atingir meta de 3 milhões, diz Lupi

‘Vai ficar um pouco menos’, afirmou ministro.
Lupi adiantou que Caged deve mostrar criação de 200 mil vagas em agosto.


O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa de cerimônia pelo Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho e Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho (Foto: Elza Fiúza/ABr)
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em
foto de arquivo (Foto: Elza Fiúza/ABr)

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (9) que os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) de agosto devem mostrar a abertura de cerca de 200 mil postos de trabalho em agosto. Já a criação de empregos em 2011 deve ficar abaixo da meta de 3 milhões.

“A tendência é que esse ano não seja tão bom quanto a gente esperava. Vai ficar um pouco menos de 3 milhões”, afirmou ele.

De acordo com Lupi, o resultado esperado para agosto supera o de julho, que foi de 140 mil vagas, mas é inferior ao registrado em agosto do ano passado, que foi por volta de 250 mil. "Este resultado não é tão bom quanto o de 2010, mas no ano passado, não tínhamos este cenário de crise internacional", disse o ministro, ressaltando que, mesmo assim, considera os números de agosto bastante positivos.

O desempenho de agosto foi influenciado pela indústria alimentícia, construção civil, educação e comércio a contratar para o final do ano, além de outros segmentos de serviços. "O que menos está crescendo é a indústria", disse, culpando a concorrência com importados.

Ele acrescentou que o mês de setembro deve superar o de agosto em geração de emprego, puxado pela indústria alimentícia; produção agrícola no Nordeste, comércio e construção civil.

Com informações da Reuters e da Agência Estado

26.8.11

Desemprego é o menor para julho em 9 anos, diz IBGE

Taxa de desocupação ficou em 6% no mês; rendimento médio de R$ 1.612,90 também é o maior da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil foi de 6% em julho, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado é o menor para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

O desemprego registrou ligeiro recuo em relação a junho, quando a taxa ficou em 6,2%. Em relação a julho de 2010 (6,9%), a queda foi de 0,9 ponto percentual.

Segundo o IBGE, a população desocupada nas seis regiões metropolitanas pesquisadas ficou estável em relação a junho, com 1,4 milhão de pessoas. Na comparação com julho de 2010, houve queda de 12,1% - o que indica "menos 200 mil pessoas a procura de trabalho".

O nível da ocupação – que indica a proporção de pessoas empregadas em relação às em idade ativa – ficou estável frente a junho, em 22,5 milhões. Frente a julho de 2010, observa-se aumento de 2,1%, ou 456 mil pessoas.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada subiu 1,2% frente a junho, para 10,9 milhões de pessoas. Na comparação anual, a alta foi de 7,1%.

Salários

O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro subiu 2,2% frente a junho e chegou a R$ 1.612,90 em julho, o valor mais alto para o mês desde 2002. Frente a 2010, o avanço é de 4%.

A massa de rendimento real habitual ficou 2,7% acima do valor registrado em junho e subiu para R$ 36,6 bilhões. Frente ao mesmo mês de 2010, houve alta de 6%.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados ficou em R$ 36,2 bilhões, 2,5% maior que em junho e 6,0% no ano.

Taxa de desocupação no Brasil








Oscilação do desemprego no País nos meses de julho desde 2002

Fonte: IBGE