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2.5.13

Alimentos voltam a subir menos e inflação pelo IPC-S recua, diz FGV

Índice recuou a 0,52% na última semana de abril.
Destaques vão para comportamento do item hortaliças e legumes.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) recuou levemente  para 0,52% na última semana de abril - queda de 0,02 ponto percentual sobre a taxa de 0,54% da semana anterior, divulgou nesta quinta-feira (2) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,60% no ano e de 6,17% nos últimos 12 meses.
Foi registrada queda em seis das oitos classes de despesa componentes do índice. Assim como na prévia anterior, a principal contribuição partiu do grupo alimentação (1,13% para 0,95%).
Destaques vão para comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 9,77% para 5,48%, diz a FGV.
As demais quedas nas taxas ocorreram em transportes (0,24% para 0,13%), comunicação (-0,04% para -0,35%), habitação (0,50% para 0,47%), educação, leitura e recreação (-0,40% para -0,49%) e despesas diversas (0,24% para 0,23%).

A FGV destaca o comportamento dos seguintes itens, respectivamente, para cada um dos grupos: etanol (0,58% para 0,05%), tarifa de telefone residencial (-0,91% para -1,48%), tarifa de eletricidade residencial (0,14% para -0,29%), passagem aérea (-10,89% para -13,01%) e clínica veterinária (1,03% para 0,71%), respectivamente.
As altas foram registradas em saúde e cuidados pessoais (0,79% para 1,26%) e vestuário (0,56% para 0,82%). Os destaques são medicamentos em geral (1,43% para 2,68%) e roupas (0,78% para 1,00%), respectivamente.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/inflacao-medida-pelo-ipc-s-recua-na-ultima-semana-de-abril-diz-fgv.html

25.4.13

Fazenda "garante" desaceleração da inflação de alimentos em 2013

Estudo do governo destacou desonerações tributárias, redução na conta de luz e queda nos preços ao produtor como fatores que possibilitarão a desaceleração da alta dos preços

ministro da Fazenda, Guido Mantega
Guido Mantega prevê uma renúncia fiscal de 70 bilhões de reais em 2013 (Renato Araújo/Agência Brasil)

O Ministério da Fazenda publicou nesta quarta-feira o boletim "Economia Brasileira em Perspectiva", que reúne dados da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano. Segundo o documento, a inflação de alimentos desacelerará ao longo do ano e direcionará o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para baixo, garante o Ministério. "A inflação de alimentos encontra-se no pico e registrará desaceleração nos próximos meses, o que redirecionará o IPCA", afirma o texto.

A Fazenda baseou sua afirmação na percepção de que a oscilação dos preços ao consumidor tem respondido, de maneira defasada, às variações nos preços dos alimentos ao produtor, medidos pelo índice IPA-DI agrícola. Os economistas do governo acreditam que a atual desaceleração do índice agrícola terá reflexos no IPCA. O IPA-DI mostra forte desaceleração desde julho de 2012. Em março deste ano, teve queda de 2,31%.

O governo manteve o tom otimista em relação ao crescimento econômico em 2013, apesar de os últimos dados mostrarem fraca recuperação. Segundo o documento, "o Brasil começou 2013 com ritmo de crescimento mais intenso", dando prosseguimento à trajetória de aceleração verificada a partir do segundo semestre de 2012. Na avaliação do órgão, os fundamentos macroeconômicos do país têm permitido enfrentar a crise global sem maiores sobressaltos.

A Fazenda destaca também algumas desonerações tributárias que têm sido promovidas para estimular a economia, como as mudanças nas folhas de pagamento das empresas, que englobam mais de 40 setores da economia. O boletim reitera as projeções feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que a renúncia fiscal em 2013 superará os 70 bilhões de reais, quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, tal valor foi de 40 bilhões de reais.

A redução na tarifa de energia elétrica também foi destacada no relatório, que relata que a conta mais baixa "já está gerando aumento da competitividade das empresas e ampliando a renda disponível das famílias". A desoneração da cesta básica também foi lembrada no texto.

Infraestrutura - Segundo o boletim, o programa de concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos também será fundamental para a superação de gargalos na infraestrutura dos transportes, com aumento da qualidade dos serviços e redução de custos de produção e distribuição. O governo também considera o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) um instrumento essencial para garantir que o investimento se mantenha como uma das principais forças impulsionadoras do desenvolvimento.

O boletim destaca que caberá aos investimentos em infraestrutura o papel central na agenda das políticas públicas. "Isso levará crescimento mais intenso no aumento da produção de bens de capital do país, o que trará uma maior participação no PIB nos próximos anos", prevê o estudo.

(com Estadão Conteúdo)

 

18.4.13

Mais uma rendição ao financismo

Ao elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, o Comitê de Política Monetária do Banco Central acabou por cumprir o ritual que dele esperavam os mais ativos representantes da banca privada.

A terceira reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) realizada esse ano acabou por cumprir o ritual que dele esperavam os mais ativos representantes da banca privada. As semanas que antecederam esse peculiar encontro dos integrantes da diretoria do BC foram marcadas por uma sucessão de lances visando a quebrar a resistência do núcleo central do governo. E, no final das contas, esses grupos formadores de opinião do mercado financeiro acabaram sendo vitoriosos. Ao que tudo indica, o “lobby” articulado - principalmente com o apoio dos grandes órgãos de comunicação - conseguiu emplacar mais uma vez a tese do catastrofismo. “Ou o governo endurece com firmeza a política monetária imediatamente, ou abre-se o caminho para o retorno do fantasma incontrolável da inflação elevada”. Bingo! A taxa oficial de juros, a SELIC, acabou sendo aumentada em 0,25%, passando ao patamar de 7,5% ao ano.

É impressionante como a agenda de debate sobre o fenômeno inflacionário continua sendo sequestrada pelos divulgadores da ortodoxia, sem que haja espaço para ideias e versões mais oxigenadas com ventos portadores de informações mais completas acerca da realidade concreta. Toda e qualquer tentativa de apresentar alternativas para acompanhamento e mesmo atuação sobre preços é imediatamente taxada de populista, irresponsável e - pasmem! - bolivariano-chavista. A pauta do clube da finança é composta de apenas um item: elevação da taxa de juros. E ponto final! Dessa forma, os resultados dos índices de preços coletados por instituições como o IBGE, a FGV, a FIPE, o DIEESE e outros são apresentados de acordo com o menu do dia. A idéia é sempre passar o clima do desespero anunciado, o dragão que ameaça o retorno a cada período que antecede a reunião do COPOM e exige “rigor e firmeza por parte dos responsáveis pela condução da política monetária”. Haja paciência!

Há outros caminhos além de aumentar a SELIC
O fenômeno inflacionário, no entanto, é muito mais complexo do que uma simples elevação na SELIC possa resolver. E ainda mais em uma realidade como a brasileira, onde o histórico de taxas bastante elevadas de inflação (anteriores ao Plano Real, de 1994) e os recordes catastróficos de taxa real de juros (pós Plano Real) comprometem de forma substantiva aquilo que o economês chama de “eficácia da política monetária no combate à inflação”. Se por acaso o governo estiver mesmo convencido da tese (equivocada, diga-se de passagem) de que o problema atual da subida dos preços está associado a um excesso de demanda agregada no conjunto da sociedade, então que lance mão de outros instrumentos para conter esse suposto sobre-consumo. Já escrevi a respeito de alternativas como, por exemplo, o depósito compulsório, instrumento presente em qualquer manual básico de macroeconomia. Mas o financismo morre de medo dessa medida e, espertamente, esquece de mencioná-la como alternativa à elevação da taxa de juros. Afinal, deixaria de ser aquinhoado com a transferência graciosa de recursos bilionários do orçamento federal

Mas no momento atual, é totalmente descabida essa interpretação do crescimento dos preços, bem como a utilização da elevação da SELIC para evitar que o processo se mantenha. Peço desculpas antecipadas aos leitores, mas o assunto exige um detalhamento particular dos dados, para que possamos compreender e debater com a versão conservadora. O regime de metas de inflação trabalha, para o período atual, com um intervalo entre 2,5% e 6,5% (centro da meta em 4,5%) para que se mantenha um consenso de que o crescimento de preços anual da economia esteja dentro de uma faixa considerada - digamos assim - razoável.

A decomposição do índice de inflação
O índice oficial usado para tanto é o Índice Nacional de Preços de Consumidor Amplo (IPCA), coletado periodicamente pelo IBGE em 11 capitais e regiões metropolitanas, considerando uma cesta idealizada de consumo de um universo de famílias com renda variando entre 1 e 40 salários mínimos. Os preços são anotados pelos pesquisadores por subitens da estrutura de despesas. E assim consolida-se o crescimento médio e ponderado, chegando-se ao tão famoso índice de inflação, tanto para o mês como para o acumulado para o ano. Então, vamos lá.

Por que a inflação voltou com força ao debate? Em primeiro lugar, é claro, pelo fato dos indivíduos estarem sentindo, em seu cotidiano, que alguns itens têm ficado mais caros. Ou seja, percebem que o poder de compra de sua renda diminui. E as manchetes escancaram: inflação supera meta e atinge 6,59%! Ocorre que a análise mais detalhada de tais informações nos demonstra que os itens que mais contribuíram foram os do subgrupo “alimentação e bebidas” – cujos preços subiram em média 13,5%. Vejamos os demais subgrupos como se comportaram:

Inflação geral: 6,6%

Alimentação e Bebidas: 13,5%
Habitação: 2,9%
Artigos para residência: 2,8%
Vestuário: 6,8%
Transportes: 1,4%
Saúde: 6,3%
Despesas pessoais: 10,7%
Educação: 7,6%
Comunicação: 1,2%


Por outro lado, além de ter apresentado o maior crescimento dos preços, o subgrupo também representa maior participação no total de despesas das famílias e contribui com quase 25% da ponderação no índice final. Há uma certa sazonalidade na oferta desses produtos, que obedecem a tendências que vão desde a evolução das “commodities” agrícolas no mercado internacional até as safras dos nossos produtos agrícolas e da produção semanal dos hortifrutigranjeiros. Apesar de ter sido ironicamente classificada côo a “inflação do tomate”, o fato é que há outros itens que subiram muito mais do que a média da inflação geral e pesam na composição final do IPCA. E isso a maior parte das donas de casa sabe há muito tempo. Vejamos o que ocorreu com os produtos que mais subiram no subgrupo:

Farinha de mandioca: 151%
Tomate: 122%
Batata inglesa: 97%
Cebola: 76%
Repolho: 71%
Inhame: 61%
Aipim: 53%
Alho: 53%
Cenoura: 51%
Feijão mulatinho: 40%


Os demais subgrupos apresentam produtos e serviços dentro da média do crescimento geral dos preços, com raras exceções apresentando crescimento de 2 dígitos, como foi o caso de fumo e cigarros (39%) e alguns serviços pessoais e domésticos nunca superiores a 12%.

Aumento dos juros: medida ineficaz e cara
Ora, parece caro que não precisa ser formado em economia para perceber que o aumento da SELIC em 0,25% não terá efeito absolutamente nenhum sobre esses preços, em especial o dos alimentos. Aliás, estes já começaram a apresentar uma queda, exatamente por não serem submetidos a regime de monopólio ou oligopólio. As famílias não vão deixar de consumir para aumentar sua poupança, em função do aumento de juros tornar mais atrativas as aplicações oferecidas pelos bancos..

O próprio Ministro Mantega reconheceu que a elevação dos juros oficiais não terá efeito algum sobre o preço do tomate. Mas, segundo ele, atuará sobre as expectativas de inflação. E aí começamos a entrar em um terreno perigoso e pantanoso. Isso porque implica aceitação explícita de que o governo está refém do mercado financeiro. Se o financismo exige alta da SELIC com o argumento de que não há outra alternativa para conter os preços, então o governo cede para evitar expectativas de inflação futura. Não se pode aceitar a chantagem e entrar no jogo da profecia auto-realizada dos formadores de opinião em matéria de economia. Afinal, o universo de pessoas consultadas pela pesquisa Sensus (que baliza as decisões do BC) é todo formado por profissionais do mercado financeiro. Ou seja, são eles mesmos que criam as expectativas que devem ser atendidas. Uma loucura! E esse equívoco estratégico pode custar muito caro!

A Presidenta Dilma ofereceu uma grande contribuição à sociedade brasileira, quando orientou ao Presidente do BC, Alexandre Tombini, que iniciasse uma trajetória de queda da SELIC. Em 31 de agosto de 2011, o COPOM decidiu reduzir a taxa que estava em 12,5%, promovendo diminuições sistemáticas por 9 reuniões consecutivas. Desde 10 de outubro de 2012 que a taxa oficial se mantinha em 7,25%. Mais do que o percentual da elevação, o que mais chama a atenção é essa rendição desnecessária às pressões do financismo. A decisão vai custar aos cofres públicos a “bagatela” de R$ 5 bilhões anuais, o equivalente ao custo adicional dos 0,25% de aumento da taxa de juros sobre um estoque da dívida pública de R$ 2 trilhões.

O governo costuma apresentar o argumento da seriedade no controle do gasto público quando vem a público justificar medidas de redução de despesas em áreas socialmente sensíveis como previdência, saúde, educação e outras. No entanto, não vacila um segundo quando se trata de destinar um volume de recursos como esse para uma atividade completamente parasita como as despesas financeiras de juros e serviços da dívida pública.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10

16.4.13

Dilma diz que governo não "negociará" com a inflação


Dilma declarou ainda que "não há hipótese" de o Brasil não apresentar crescimento econômico em 2013 e disse estar "otimista" com o país


A presidente Dilma Rousseff

Belo Horizonte - A presidente Dilma Rousseff, que vem sendo fustigada pela alta nos índices de preços oficiais, afirmou nesta terça-feira, 16, que "qualquer necessidade" de aumento de juros "para combate a inflação" hoje em dia "será possível fazê-la em um patamar bem menor" do que na época em que o país conviveu com taxas mais altas.
Ela voltou a dizer que o governo não "negociará" com a inflação e assegurou que não terá "o menor problema em atacá-la sistematicamente". Dilma declarou ainda que "não há hipótese" de o Brasil não apresentar crescimento econômico em 2013 e disse estar "otimista" com o país.
A presidente afirmou também que o combate à inflação foi "uma conquista desses dez últimos anos de governo, do presidente Lula e do meu", e disse que o Brasil jamais voltará a ter altas taxas de juros reais.
"Não é hora de achar que a hora do Brasil passou. Pelo contrário, a hora do Brasil é agora. Temos que ter certeza de que passamos e estamos passando um momento muito difícil no cenário internacional. O Brasil está passando esse momento mantendo a sua robustez, a capacidade de fazer política industrial", afirmou Dilma em Minas Gerais, na cerimônia do anúncio de uma fábrica que produzirá insulina humana no Brasil.
"A grande diferença nossa não é só que não desempregamos nem reduzimos direitos para enfrentar a crise, mas sobretudo que mantivemos a capacidade, quando todo mundo eleva impostos, de reduzi-los. Mantivemos a capacidade de buscar um maior equilíbrio entre as variáveis macroeconômicas, que é mudar o patamar de juros no Brasil. Jamais voltaremos a ter aqueles juros em que qualquer necessidade de mexida elevava os juros para 15% porque estava em 12% a taxa real. Hoje temos uma taxa real bem baixa. Qualquer necessidade para combate a inflação será possível fazer num patamar bem menor", disse a presidente.
Pessimismo
Dilma voltou a culpar o "pessimismo especializado" pelas avaliações de que a economia pode desandar. "Acredito que tem uma parte dessa história que vocês escutam que é um pessimismo especializado, de plantão. Um pessimismo que nunca olha o que já conquistamos e a situação em que estamos. Sempre olha achando que a catástrofe é amanhã. Achando que esse processo é um processo que tem sinalizações indevidas."

11.4.13

Mantega minimiza inflação e afirma que preço dos alimentos irá cair

Luciana Cobucci
Direto de Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou nesta quarta-feira, em Brasília, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - que mede a inflação oficial) que registrou em março 6,59% no acumulado de 12 meses, estourando assim o teto da meta do governo, de 6,5%. Para Mantega, o resultado ocorreu pela influência da alta dos alimentos, mas afirmou que essa tendência deverá se encerrar rapidamente. "As taxas agrícolas vão começar a baixar. O principal fator de elevação dos preços foi a entressafra e outros fatores sazonais".Guido Mantega afirmou ainda que o preço do tomate - um dos vilões do resultado do IPCA de março - está muito elevado pelo regime de chuvas no País, mas que a tendência é que o preço não se mantenha nos próximos meses. O minisitro também disse que o governo não irá poupar esforços para combater a alta da inflação. "O governo não popuará medidas para conter a alta nos preços. A boa noticia é que a inflação (mensal) de março foi menor que janeiro e fevereiro e isso confirma a trajetória de redução", afirmou. Além disso, o ministro afirmou que o governo irá continuar com o programa de desoneração. "O programa de desonerações vai continuar para garantir a competitividade da produção brasileira. Com o custo financeiro reduzido, vamos também reduzir tributos. O cenário é favorável". Para 2013, Mantega afirmou que o governo terá uma redução de R$ 70 bilhões, ou seja, 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em impostos, sendo que em 2014 o montante irá para R$ 88 bilhões, graças as desonerações da folha de pagamento anunciadas pela MP 612 - que abrange 14 setores da economia.Também presente no evento em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que a indústrias sucroalcooleira, química e têxtil poderão receber benefícios fiscais parecidos com os concendidos à indústria automobilística. "São benefícios fisciasconcedidos sem condições. Eles estão sempre ligados a meta dee eficiência, pProdutividade e manutenção de empregos. Acho que é o conjunto de normas que estamos avançando e que vai resgatar a indústria brasileira", disse. 
 

11.12.11

Preço de alimentos e presentes de Natal ficou abaixo da inflação do ano, diz estudo da FGV


Rio de Janeiro - Os gastos para as comemorações do Natal, divididos entre alimentos e presentes, subiram menos do que a inflação acumulada em 12 meses, encerrados em novembro passado. É o que mostra pesquisa divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).
De acordo com o estudo, os itens considerados essenciais para a ceia de Natal subiram em média 4,65%, ficando abaixo, portanto, da inflação de 6,29%, apurada pela FGV para o período de dezembro de 2010 a novembro de 2011. Em relação aos presentes, o aumento foi 5,50%.
Na média, alimentação e presentes em geral subiram 5,03%. De acordo com análise do economista do Ibre/FGV, André Braz, a percepção é que, em média, a diferença de preço do ano passado não é tão grande. “Que, em termos reais, esses produtos não ficaram mais caros, porque perderam da inflação acumulada no mesmo período”.
André Braz advertiu, porém, que os preços “ficaram abaixo (da inflação), mas isso não quer dizer que não existam vilões”. No item da alimentação, um dos maiores aumentos foi no bacalhau, que aumentou 10,34%. Refrigerantes e cervejas também apresentaram majorações significativas de preços (10,82% e 14,16%, respectivamente). Em contrapartida, mostraram deflação o azeite de oliva (-9,08%), frango especial inteiro (-2,44%) e vinho (-1,17%).
No caso dos presentes em geral, os itens que subiram mais foram roupas infantis (12,31%), masculinas (8,64%) e femininas (7,71%). André Braz disse que os consumidores devem ficar atentos aos gastos, mesmo com as reduções de preços apresentadas em itens como celulares (-10,12%), aparelho de videogame (-9,66%) e televisores (-6,64%).
“Apesar de os eletroeletrônicos aparecerem na nossa lista de presentes como os mocinhos, aqueles itens que perderam para a inflação e até caíram de preço nos últimos 12 meses, é bom lembrar ao consumidor que só se deve investir nesses bens caso a pessoa tenha feito um preparo. Porque o computador, o celular, e mesmo a televisão de alta tecnologia, são itens caros”.
Braz esclareceu que a pesquisa não objetiva estimular o consumo de itens caros para os quais as pessoas não se prepararam para comprar. “Ela só mostra o que ficou um pouco mais caro ou mais barato em relação ao ano passado”.
Segundo o economista, mesmo as roupas, que subiram mais do que no Natal de 2010, continuam sendo uma boa opção de presente. “Porque ainda que elas tenham vencido a inflação média e ficaram mais caras em relação a 2010, o preço de uma peça de roupa é bem inferior ao de um computador ou uma televisão. Para quem não se preparou, mesmo que as roupas tenham ficado mais caras, vale a pena procurar esse tipo de artigo”.

23.9.11

Alimentos e educação sobem menos, e inflação desacelera, diz FGV

Alta de preços de frutas e de espetáculos perdeu força.
Variação do IPC-S foi de 0,58% na terceira prévia de setembro.


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou de 0,69% para 0,58% na terceira prévia de setembro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (23).

Nesta apuração, as principais contribuições partiram dos grupos alimentação (de 1,39% para 0,90%) e educação, leitura e recreação (de 0,23% para 0,15%), com destaque para frutas (de 10,53% para 6,71%) e salas de espetáculo (de 0,86% para 0,34%).

Já os preços relativos a habitação aceleraram o ritmo de alta, de 0,43% para 0,52%. Os de vestuário também, passando de 1,14% para 1,25%.

As principais altas individuais de preços foram de limão, leite longa vida, aluguel residencial, tarifa de água e esgoto e açúcar refinado. As maiores quedas foram de alho, tomate, cebola, vagem e manga.


19.9.11

Os videntes do passado

André Siqueira

Os "temores da inflação perturbam a alma dos agentes do mercado. Foto: Mantovani Fernandes/AE

Em um país que conviveu, há menos de duas décadas, com o fantasma da hiperinflação, todo cuidado com os aumentos de preços é pouco. Só que, nas últimas semanas, o tema ganhou espaço na mídia menos por conta do comportamento dos principais índices, ainda dentro dos níveis esperados pelo Banco Central, do que por razões ideológicas. O chamado “mercado” ainda não engoliu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), para eles inesperada, de inverter a trajetória da taxa básica de juros, com o anúncio de um corte de meio ponto porcentual no fim de agosto.

O último resultado do IPCA, o índice oficial medido pelo IBGE, apontou uma alta de 0,37% nos preços em agosto. Um porcentual que se presta a diversos exercícios estatísticos. A situação é mais feia no retrovisor: nos últimos 12 meses, a inflação acumula 7,23%, bem acima dos 6,5% estabelecidos como teto no regime de metas, estourado pelo quarto mês consecutivo. Quando se olha para a frente, no entanto, o horizonte se mostra mais limpo: mantido esse ritmo, o IPCA fecharia o ano em alta de 5,7%, ainda acima do centro da meta (4,5% ao ano), mas dentro da margem tolerável de dois pontos porcentuais. Doze meses adiante, convergiria para os 4,5% ao ano.

Nem tanto ao céu nem ao inferno. O índice tradicionalmente acelera até o fim do ano, mas não há razões para imaginar que vá fugir ao controle. Ao acusar- o BC de abandonar o regime de metas de inflação, o mercado deixa de lado uma das regras mais elementares da política monetária, o efeito retardado dos ajustes na taxa básica de juros sobre o mundo real. Ou seja, ao longo de todo o segundo semestre, a atividade econômica estará sob os efeitos do aperto realizado nos primeiros seis meses do ano, quando a Selic foi elevada em 1,75 ponto porcentual. O alívio, embora apontado desde já como uma aposta temerária pelos críticos, só será plenamente percebido a partir do início de 2012.

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Foto: Olga Vlahou

Em suas explicações para o afrouxamento nos juros, o Copom citou em primeiro lugar a deterioração do cenário internacional. Entre as duas últimas reuniões do comitê, os Estados Unidos tiveram o rating da dívida soberana rebaixado e a crise fiscal europeia ganhou novos e mais preocupantes contornos. Cresceu a percepção de que a recuperação econômica dos países desenvolvidos levará alguns anos para ocorrer. Não é pouca coisa.

“O BC não está errado em manifestar essa preocupação com os efeitos da crise internacional, mas se mexeu muito rápido para os padrões a que estava acostumado”, afirma o coordenador de análises econômicas da Fundação Getulio Vargas, Salomão Quadros. Na quinta-feira 15, o especialista conduziu a divulgação do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que mede os preços a produtores e consumidores entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês corrente. Após dois meses de variação negativa, o índice voltou a acelerar até o início de setembro, em 0,63%. “Embora tenha sido mais alto, o IGP-10 continua em desaceleração no acumulado de 12 meses, e não há sinais de que vá permanecer em alta.”

A exemplo do IPCA, o IGP-10 foi pressionado pela elevação de preços de produtos agrícolas, que voltaram a subir em agosto. “A diferença é que o IPCA sofre maior influência dos preços dos serviços, que ainda têm espaço para subir, porque a renda da população e o mercado de trabalho seguem aquecidos”, avalia Quadros. Ainda assim, o especialista prevê que a partir de outubro o índice oficial começará a apontar queda em 12 meses, por força da comparação com os mesmos meses de 2010, quando os preços das commodities agrícolas provocaram forte aceleração. “A questão é se a desaceleração será suficiente para evitar que o teto da meta seja superado no ano.”

A gerente do IBGE responsável pelo IPCA, Eulina Nunes, aponta os alimentos e o transporte como os dois maiores culpados pela alta da inflação neste ano, com peso de 40% na elevação do índice até agora. “Esses dois itens representam um custo para outros setores, inclusive o de serviços.” Em agosto, ao menos um dos vilões mudou de lado: os preços relacionados a transportes caíram 0,11% no mês, após subirem 0,46% em julho. Os alimentos, por sua vez, avançaram mais de 6% neste ano, depois de fechar 2010 acima dos 10%.

O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, aposta que o IPCA atingirá 6,3% em 2011, abaixo do limite máximo fixado no regime de metas de inflação. Embora acredite que os serviços vão continuar a puxar para cima o índice, ele descarta que esses aumentos possam se espalhar por outros setores. “A inflação de serviços responde à alta de custos, ou seja, olha para o passado, mas depende de um patamar elevado de renda que dê chancela ao repasse de preços para o consumidor.”

Após um ganho real médio de 3,8% em 2010, a LCA projeta que os rendimentos dos trabalhadores vão subir 3,2% neste ano, o que torna difícil conter os preços do setor de serviços. Com a previsão de reajuste do salário mínimo em 7,5%, Romão vê poucas chances de o BC conseguir trazer a inflação para o centro da meta até o fim do próximo ano. E prevê um IPCA de 5,1% em 2012.

Em entrevistas recentes, o presidente do BC, Alexandre Tombini, tem reforçado a intenção de cumprir à risca o regime de metas no ano que vem. Para chegar aos 4,5% de inflação, a instituição se apoia em um crescimento menor do PIB, cuja previsão de 4% deverá ser revista, e em um impacto da crise internacional equivalente a um quarto do provocado pela turbulência financeira do fim de 2008.

Tombini inclui nesse cenário o esforço fiscal do governo, que anunciou um corte adicional de 10 bilhões de reais nos gastos previstos para este ano, além dos 50 bilhões prometidos no primeiro trimestre. E, aos mais incrédulos, reitera que o governo cumpriu até julho 80% do superávit de 117 bilhões de reais proposto para 2011. Segundo o presidente do BC, neste trimestre a inflação -acumulada em 12 meses atingirá um pico-, para despencar cerca de 2 pontos porcentuais até maio do ano que vem.

Ao optar pelo corte de juros, o Copom também levou em consideração os efeitos das medidas adotadas para frear o ritmo de expansão do crédito, entre o fim de 2010 e o início deste ano. Vistas com descrédito por parte dos analistas, que enfrentaram dificuldades para inseri-las em seus modelos econométricos de previsão, as restrições aos empréstimos cumpriram a função de impedir bolhas e ajudaram a segurar a inflação de bens financiáveis, como os automóveis. O resto do trabalho de contenção ficou a cargo dos próprios bancos, que viram a inadimplência subir nos últimos meses e se tornaram mais rigorosos na concessão de recursos.

Mais sensível a uma política monetária restritiva, o setor industrial é o primeiro a tornar visíveis os efeitos do esforço anti-inflacionário do primeiro semestre. Embora oficialmente não seja apontado como causa, e sim como efeito da redução dos juros, o socorro à indústria estaria entre os fatores a motivar o fim do aperto. Antes mesmo de um alívio nas taxas cobradas pelos bancos, a decisão do Copom deu início a um processo, de extensão ainda incerta, de desvalorização do real, o que pode favorecer as exportações. A cotação do dólar chegou a subir por dez dias consecutivos sob o impacto do anúncio da queda da Selic.

Embora considere muito cedo para avaliar possíveis impactos da alta da cotação do dólar sobre a inflação, Quadros, da FGV, considera pouco provável que haja repasses significativos sobre os preços dos produtos importados no curto prazo, sobretudo se a crise internacional afetar o comércio internacional. “Ninguém vai querer abrir mão da fatia conquistada no mercado brasileiro.”

A desaceleração nas fábricas é uma das explicações para o esfriamento do mercado de trabalho brasileiro. Embora a preparação para o fim do ano tenha permitido que o nível de contratações voltasse a subir em agosto, com 190 mil postos abertos, o movimento foi o mais fraco para o mês nos últimos três anos. Em São Paulo, o setor fechou 13 mil vagas entre julho e agosto, o pior resultado para o período desde 2006.

“Em 2008, o uso da capacidade da indústria de transformação foi de 87%, mas, neste ano, em decorrência da crise internacional, tende a ficar abaixo de 83%”, afirma o professor da FGV Ernesto Lozardo. “O segmento de transformação responde por 60% do setor. Portanto, qualquer erro da política macroeconômica poderá causar danos irreparáveis à indústria.”

O economista defende que o BC tenha como objetivos garantir, além de uma inflação dentro dos limites da meta, um crescimento do PIB superior a 3% nos próximos anos. E vê contrassenso na atitude do Banco Central Europeu, que se mantém irredutível no combate à alta de preços enquanto a região deveria combater a queda na atividade econômica e a alta do desemprego. “Na era Tombini, o mundo financeiro ficou mais incerto, mal estruturado, com elevado risco operacional e, por isso, exigirá do BC soluções pragmáticas e emergenciais, que possibilitem a manutenção do crescimento, do emprego e do poder aquisitivo das famílias.” •

André Siqueira é subeditor de Economia de CartaCapital.

andresiqueira@cartacapital.com.br

Fonte:Carta Capital

18.9.11

Até abril, inflação deve cair em torno de 2 pontos percentuais, diz Tombini

Presidente diz que economia mais moderada ajuda no combate aos preços. Projeção de crescimento para 2011, que é de 4%, deverá ser revisada.

Ligia Guimarães

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta sexta-feira (16) que a inflação brasileira deverá cair em torno de dois pontos percentuais até abril do ano que vem, em linha com o objetivo do BC de atingir 4,5% em 2012, patamar que representa o centro da meta estabelecida pelo governo.

"A inflação, em 12 meses, ela cresce. Está agora em seu pico em agosto, setembro e depois, nos próximos oito meses, até abril do ano que vem, teremos uma redução da inflação em torno de doispontos de percentagem. Esse processo nós vamos acompanhar partir de agora. Isso dá oportunidade de entender a estratégia de combate à inflação, sempre lembrando que o nosso objetivo é trazê-la de volta para a meta em dezembro de 2012", afirmou durante participação em evento em São Paulo promovido pelo Sindicato da Habitação (Secovi).

De acordo com Tombini, o BC já nota uma moderação no ritmo de atividade da economia, reflexo tanto das medidas adotadas pelo governo quanto da piora nas previsões de crescimento econômico global, o que ajuda no processo de combate à alta dos preços.

Crescimento a ser revisado
A projeção do BC para o crescimento da economia em 2011, que era de 4%, será revisada no próximo relatório de inflação, que será divulgado no fim de setembro.

"Vamos revisar o crescimento para 2011 agora no final do mês, nossa projeção anterior de 4%, isso será revisado por conta do relatório de inflação que será publicado no final deste mês", disse.

Choques de curto prazo
Tombini afirmou também que a recente alta do preço da carne se deve a questões sazonais e que, dado o ritmo mais lento de expansão da economia, não deve se propagar de maneira tão rápida. "A ideia é que esses choques (de preços) que estamos vivendo no momento tenham uma curta duração".

Previu também que, mesmo em um cenário de menos crescimento econômico mundial, o preço das commodities deve subir menos do que no segundo semestre de 2010, quando acumulou alta de 40%. "Mas em momento nenhum falamos em deflação no preço das commodities", afirmou.

Ajustes nos juros
Ainda segundo Tombini, o BC continuará a ajustar sua política monetária de acordo com a evolução do quadro internacional. Em agosto, o BC surpreendeu o mercado ao baixar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano, com base em uma reavaliação do cenário internacional.

"Certamente esse menor crescimento da economia global tem impacto em todas as economias, inclusive no país, e isso tem que ser levado em consideração no momento de ajustar as políticas, no caso a nossa política monetária".

Efeitos da crise
Para Tombini, os desdobramentos da situação econômica internacional são imprevisíveis, mas a estimativa é de que haja redução nas perspectivas de crescimento mundial nos próximos dois anos.

“Temos uma situação internacional hoje delicada, mas (...) hoje o Brasil está melhor preparado do que estava em 2008, quando nos saímos bem da crise. As nossas políticas, a política do Banco Central, continuará sendo ajustada no futuro diante do quadro internacional, temos que acompanhar a evolução também. Os desdobramentos neste momento são imprevisíveis, temos uma visão geral de que significa uma redução nas perspectivas de crescimento nos próximos dois anos”, disse.

De acordo com Tombini, a expectativa é de que a redução do crescimento das principais economias represente cerca de 25% da retração observada no “agudo da crise de 2008”, quando, segundo o presidente do BC, houve uma reversão de cinco pontos no crescimento da economia global.

Crédito imobiliário
No evento do Secovi, o presidente do BC afirmou que o crédito imobiliário cresce a taxas elevadas, mas em ritmo "sustentável", e que deve chegar a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década. Atualmente, segundo ele, o setor representa 5% da economia brasileira.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/09/ate-abril-inflacao-deve-cair-em-torno-de-2-pontos-porcentuais-diz-tombini.html

17.9.11

Até abril, inflação deve cair em torno de 2 pontos percentuais, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta sexta-feira (16) que a inflação brasileira deverá cair em torno de dois pontos percentuais até abril do ano que vem, em linha com o objetivo do BC de atingir 4,5% em 2012, patamar que representa o centro da meta estabelecida pelo governo.

"A inflação, em 12 meses, ela cresce. Está agora em seu pico em agosto, setembro e depois, nos próximos oito meses, até abril do ano que vem, teremos uma redução da inflação em torno de dois pontos de percentagem. Esse processo nós vamos acompanhar partir de agora. Isso dá oportunidade de entender a estratégia de combate à inflação, sempre lembrando que o nosso objetivo é trazê-la de volta para a meta em dezembro de 2012", afirmou durante participação em evento em São Paulo promovido pelo Sindicato da Habitação (Secovi).

De acordo com Tombini, o BC já nota uma moderação no ritmo de atividade da economia, reflexo tanto das medidas adotadas pelo governo quanto da piora nas previsões de crescimento econômico global, o que ajuda no processo de combate à alta dos preços.

Crescimento a ser revisado
A projeção do BC para o crescimento da economia em 2011, que era de 4%, será revisada no próximo relatório de inflação, que será divulgado no fim de setembro.

"Vamos revisar o crescimento para 2011 agora no final do mês, nossa projeção anterior de 4%, isso será revisado por conta do relatório de inflação que será publicado no final deste mês", disse.

Choques de curto prazo
Tombini afirmou também que a recente alta do preço da carne se deve a questões sazonais e que, dado o ritmo mais lento de expansão da economia, não deve se propagar de maneira tão rápida. "A ideia é que esses choques (de preços) que estamos vivendo no momento tenham uma curta duração".

Previu também que, mesmo em um cenário de menos crescimento econômico mundial, o preço das commodities deve subir menos do que no segundo semestre de 2010, quando acumulou alta de 40%. "Mas em momento nenhum falamos em deflação no preço das commodities", afirmou.

Ajustes nos juros
Ainda segundo Tombini, o BC continuará a ajustar sua política monetária de acordo com a evolução do quadro internacional. Em agosto, o BC surpreendeu o mercado ao baixar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano, com base em uma reavaliação do cenário internacional.

"Certamente esse menor crescimento da economia global tem impacto em todas as economias, inclusive no país, e isso tem que ser levado em consideração no momento de ajustar as políticas, no caso a nossa política monetária".

Efeitos da crise
Para Tombini, os desdobramentos da situação econômica internacional são imprevisíveis, mas a estimativa é de que haja redução nas perspectivas de crescimento mundial nos próximos dois anos.

“Temos uma situação internacional hoje delicada, mas (...) hoje o Brasil está melhor preparado do que estava em 2008, quando nos saímos bem da crise. As nossas políticas, a política do Banco Central, continuará sendo ajustada no futuro diante do quadro internacional, temos que acompanhar a evolução também. Os desdobramentos neste momento são imprevisíveis, temos uma visão geral de que significa uma redução nas perspectivas de crescimento nos próximos dois anos”, disse.

De acordo com Tombini, a expectativa é de que a redução do crescimento das principais economias represente cerca de 25% da retração observada no “agudo da crise de 2008”, quando, segundo o presidente do BC, houve uma reversão de cinco pontos no crescimento da economia global.

Crédito imobiliário
No evento do Secovi, o presidente do BC afirmou que o crédito imobiliário cresce a taxas elevadas, mas em ritmo "sustentável", e que deve chegar a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década. Atualmente, segundo ele, o setor representa 5% da economia brasileira.

12.9.11

Inflação do aluguel sobe 0,43% na 1ª prévia de setembro

IGP-M avançou quase o dobro da taxa apurada em igual prévia de agosto

O índice avançou quase o dobro da taxa apurada em igual prévia de agosto O índice avançou quase o dobro da taxa apurada em igual prévia de agosto

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) voltou a subir em setembro. O índice avançou 0,43%, quase o dobro da taxa apurada em igual prévia de agosto (0,22%), segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (entre 0,38% e 0,64%), e abaixo da mediana das expectativas (0,47%).

No caso dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de setembro, o IPA-M teve alta 0,49% na primeira prévia este mês, após subir 0,28% na primeira prévia de agosto. Por sua vez, o IPC-M apresentou taxa positiva de 0,42% na prévia anunciada hoje, após avançar 0,07% na primeira prévia do mês passado. Já o INCC avançou 0,10% na primeira prévia deste mês, após avançar 0,16% na primeira prévia de agosto.

O IGP-M é muito usado para o reajuste do preço do aluguel. Até a primeira prévia de setembro, o índice acumula aumentos de 3,93% no ano e de 7,23% em 12 meses. O período de coleta de preços para o cálculo da primeira prévia do IGP-M de setembro foi do dia 21 a 31 de agosto.

Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2011/09/09/internas_economia,249693/inflacao-do-aluguel-sobe-0-43-na-1-previa-de-setembro.shtml

Em 9/9/2011

9.9.11

Risco ao crescimento mundial sobe e países têm de agir, diz FMI

Para Christine Lagarde, chefe do Fundo, mundo está sofrendo com uma crise de confiança em meio à desaceleração econômica


Os riscos de queda no crescimento em todo o mundo aumentaram e os países precisam agir agora, de maneira decisiva e coordenada, afirmou hoje a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

"A verdade é que a atividade global tem desacelerado e os riscos de queda aumentaram, e ao mesmo tempo o reequilíbrio na demanda que todos nós estávamos esperando para chegarmos a um crescimento sustentável se interrompeu", disse Lagarde em uma discussão sobre a economia global na Chatham House, em Londres.

Falando antes da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo dos sete países mais desenvolvidos (G7) - que acontece ainda hoje - a diretora do FMI disse que o mundo está sofrendo com uma crise de confiança, em face a uma deterioração nas previsões econômicas e os crescentes receios com dívidas soberanas e a saúde dos bancos.

Se o crescimento continuar a perder força, os problemas com balanços patrimoniais vão piorar, a sustentabilidade fiscal será ameaçada e o espaço para políticas para salvar a economia vai desaparecer, afirmou Lagarde. "A principal mensagem é que, a esta altura, e devido às circunstâncias econômicas que nós estamos enfrentando, os países e os elaboradores de políticas em todo o mundo precisam agir agora, precisam agir decisivamente e agir juntos".

A diretora-gerente do FMI afirmou que as expectativas de inflação "estão bem ancoradas e relativamente baixas" e que, de uma maneira geral, "a política monetária deve permanecer altamente acomodatícia, porque o risco de recessão supera o risco de inflação".

Segundo Lagarde, "em 2008 o mundo agiu como um time de cabo de guerra, com todos puxando na mesma direção". "Agora, nós precisamos ser como um time de futebol, onde o papel de cada um se adequa às suas posições e habilidades, se esse time quiser ter sucesso". As informações são da Dow Jones.


Fonte: Agência Estado


20.8.11

Analistas já veem taxa básica de juros menor em 2011

Agência Estado

O agravamento da crise global já leva alguns economistas de mercado a projetar uma queda da taxa básica de juros (Selic) neste ano, algo impensado duas semanas atrás. Embora ainda seja uma posição minoritária, chama a atenção porque revela que o cenário externo ganha cada vez mais peso nas análises de médio e longo prazos da economia brasileira.

Internamente, a inflação continua pressionada, como mostrou ontem o IPCA-15 de agosto. A prévia do índice oficial do País subiu 0,27% e, nos últimos 12 meses, acumula variação de 7,1%. A meta do governo é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo - entre 2,5% e 6,5%. Ou seja, a inflação está rodando, como se diz no jargão do mercado, acima do teto da meta.

A economista-chefe da BNY Mellon ARX Investimentos, Solange Srour, acredita que a Selic encerrará 2011 em 11,5%, ante os atuais 12,5% ao ano. O argumento principal de Solange centra-se na provável reação do Banco Central (BC) à piora da conjuntura internacional, e não pela evolução da inflação.

O ex-diretor do BC José Julio Senna, sócio da MCM Consultores, também vê a Selic em 11,5% no fim do ano. O economista trabalha com dois cenários. No primeiro, que classifica de "ruim", as economias desenvolvidas ficam anos crescendo pouco, o que puxa para baixo a atividade global, inclusive a brasileira. No "muito ruim" - com a hipótese de calote em alguma economia da Europa, -, a Selic cai mais em 2012 e encerra o ano em 8,75%.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, também vê a Selic menor já em 2011, em 12%. "Está tudo muito incerto no exterior. Até os mais pessimistas têm se surpreendido a cada dia", disse. Para ele, o IPCA terá alguma resistência no curto prazo, mas "é difícil imaginar um cenário de pressão inflacionária em 2012". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

15.8.11

Focus: mercado reduz projeção de inflação pelo IPCA para 6,26% em 2011

A atual projeção reduziu também a expectativa de inflação para 2012, que ficou em 5,23%, contra 5,27% na semana passada. Entretanto, em movimento contrário, as projeções de inflação pelo IPCA para os próximos 12 meses aumentaram para 5,44%, após previsão de 5,42% na semana passada.

O mercado reduziu pela segunda vez consecutiva a projeção de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevendo avanço de 6,26%, segundo estimativa do boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado hoje. Na leitura da semana passada o levantamento apontava inflação de 6,28% e na anterior a esta, 6,31%, para 2011.

Já para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGPM), a mediana das projeções em igual intervalo aponta para 5,36%, o que representa queda das expectativas para este índice, que indicavam 5,42% há uma semana.

As expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) nos próximos 12 meses subiram, com projeção para 5,14%. No boletim anterior a expectativa para o indicador era de crescimento de 5,09% neste ano.

No mesmo período de análise, a mediana dos analistas consultados pelo BC ampliou a previsão para crescimento do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para 5,38%, o que representa queda em relação ao crescimento de 5,50% projetado para o indicador na semana passada.

FONTE:

6.4.11

Custo de vida sobe em 14 capitais

Os alimentos considerados essenciais na mesa do brasileiro ficaram mais caros, em março, em 14 das 17 capitais onde o Dieese realiza pesquisa mensal. A maior elevação (6,19%) foi constatada em Natal, onde, para comprar os 13 produtos da cesta básica, o consumidor teve de desembolsar R$234,85. A segunda maior elevação (4,90%) ocorreu em Salvador, onde a cesta aumentou para R$ 220,75, e a terceira, em Vitória (4,88%), onde os consumidores pagaram R$ 258,32. Em seguida, vêm o Rio de Janeiro, com aumento de 4,33% e custo de R$ 259,80, e Florianópolis, com alta de 3,65% e valor de R$ 250,28. Em São Paulo, a correção foi de 2,45%. A capital paulista continua sendo a localidade que tem o custo mais elevado (R$267,58). Na sequência da lista das cestas mais caras aparecem Porto Alegre, com alta de 1,80% e valor de R$261,13. Na outra extremidade, Aracaju é a que tem o menor valor (R$ 192,35), com reajuste de 0,89%. As três capitais em que o valor da cesta básica caiu são Recife (-0,77%), passando para R$ 209,77; Manaus (-0,54%); para R$ 251,38, e Brasília (-0,05%), para R$ 250,35.

Inflação para famílias de baixa renda aumenta em março, indica FGV

Fonte: Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais de até 2,5 salários mínimos, subiu para 0,80% em março, ante a taxa de 0,32% registrada em fevereiro. O índice é apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e, segundo nota divulgada hoje (6) pela instituição, no primeiro trimestre do ano já acumula alta de 2,53% e de 6,16% nos últimos 12 meses. A variação do IPC-C1 de março ficou acima da taxa de 0,71% do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) no mesmo período. De acordo com a FGV, a maior contribuição para o avanço do IPC-C1 em março veio dos grupos alimentação (de 0,05% para 1,51%), com destaque para os itens hortaliças e legumes (de 3,05% para 7,78%); vestuário (de -0,20% para 0,75%); saúde e cuidados pessoais (de 0,11% para 0,48%); e educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,48%). Com recuo nas taxas de variação, ficaram os grupos transportes (de 0,89% para 0,13%); despesas diversas (de 2,02% para 0,05%); e habitação (de 0,38% para 0,25%). Para o cálculo do IPC-C1, a Fundação Getulio Vargas coleta preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda mensal de até 2,5 salários mínimos nas capitais Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Belo Horizonte.