FÁBIO ALVES, ENVIADO ESPECIAL / WASHINGTON - O Estado de S.Paulo
A curva de inflação no Brasil está num declínio "muito
interessante", destacou o secretário de Política Econômica do Ministério
da Fazenda, Márcio Holland. "Estamos vendo um declínio lento e gradual
da inflação ao longo do tempo: de 6,5% caiu para 5,8% em 2012 e deve ser
menor ainda neste ano", disse. "Este ano é um ano importantíssimo da
economia brasileira que mostra uma capacidade de deflacionar".
Sobre a preocupação de analistas e investidores quanto ao elevado
patamar do índice de difusão observado no Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos meses, indicando pressão sobre os
índices de preços ao consumidor mais ampla do que apenas vindo dos
alimentos, Holland ponderou que, no acumulado de 12 meses até março,
mais de 50% da inflação vieram da alta do item alimentação e bebidas.
"Há muitos produtos, como hortifrutigranjeiros e leguminosas, cujos
preços subiram mais de 100%, 150%", lembrou. "Independentemente de o
peso desses produtos não ser tão alto (no índice de inflação), um
aumento dessa magnitude acaba gerando impacto porcentual grande no
IPCA." Segundo Holland, quando se exclui o item alimentos do IPCA, a
inflação brasileira está em nível "bem comportado" em comparação com
outros países.
PIB. Um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter rebaixado a
estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de
3,5% para 3% em 2013, Holland disse que os indicadores antecedentes e
coincidentes da atividade econômica mostram que a recuperação no
primeiro trimestre deste ano "está indo muito bem".
"A economia entrou o ano de 2013 bem melhor do que entrou em 2012",
disse Holland, que ontem proferiu palestra na reunião anual do FMI e do
Banco Mundial, em Washington. Ele não quis falar sobre o crescimento do
PIB do primeiro trimestre.
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