O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta sexta-feira que não haverá tolerância com a inflação e que, neste momento, a autoridade monetária monitora atentamente todos os indicadores, levando parte do mercado a acreditar que a Selic será elevada na próxima semana. Ele participou da XV Reunião de Presidentes dos Bancos Centrais da América do Sul, no Rio de Janeiro.
"No futuro, vamos tomar decisões sobre o melhor curso para a política monetária", afirmou Tombini a jornalistas, de acordo com a agências Reuters, em um pouco usual comentário a menos de uma semana de o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunir novamente para definir o futuro da taxa básica de juros, hoje na mínima histórica de 7,25% ao ano.
A fala de Tombini ocorre no mesmo dia em que ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não vai titubear em tomar as medidas necessárias para manter a inflação sob controle, ainda que isto implique em optar por alternativas “consideradas não populares, como a elevação da taxa de juros, quando isso é necessário”.
“As medidas que forem necessárias serão tomadas pelo governo, não titubeamos em tomar as medidas, inclusive, posso dizer, mesmo medidas que são consideradas não populares, como elevação da taxa de juros, quando isso é necessário", afirmou, durante palestra em São Paulo, apontando que as decisões do governo não se pautam por calendário político.
Pouco depois, em entrevista para repórteres, ao ser questionado se havia sinalizado ao mercado que os juros poderiam subir para conter a alta da inflação, Mantega disse que “ministro da Fazenda não fala em aumento de juros”.
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