A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu nesta segunda-feira aos 87 anos após sofrer um derrame, informou um porta-voz dela, Lord Bell, de acordo com a rede britânica BBC. Ao ficar no poder entre 1979 e 1990, Thatcher tornou-se a mais longeva premiê do século XX no país, além de ser a única mulher a ocupar até hoje o comando do governo britânico.
Conhecida como “A Dama de Ferro”, Thatcher foi responsável por implementar políticas liberais no país, como a privatização de estatais e a redução da influência dos até então poderosos sindicatos britânicos.
Thatcher conduziu o Reino Unido durante a Guerra das Malvinas, em 1982, iniciadas quando a Argentina invadiu o território britânico. O confronto ajudou-a a retomar popularidade no seu país, mesmo em um momento de recessão e desemprego em alta, garantindo sua reeleição em 1983. Em 1990, ela renunciou ao posto de premiê e ao de líder do Partido Conservador, após Michael Heseltine desafiar seu comando da sigla. Antes, ela havia vencido eleições gerais em 1979, 1983 e 1987.
Nascida em Grantham, no norte da Inglaterra, em 13 de outubro de 1925, Margaret Hilda Roberts veio de uma família modesta. Ela chegou ao poder em 1979, quando o país estava paralisado por greves e por uma crise econômica. Entre as reformas comandadas por ela estiveram, além das privatizações e do controle do poder dos sindicatos, o corte de impostos e do gasto público e também a flexibilização das relações trabalhistas.
Thatcher estava afastada da vida pública desde 2002, quando sofreu uma série de derrames. Ela tinha o título de baronesa, o que lhe dava o direito de integrar a Câmara dos Lordes britânica.
A poderosa premiê britânica era uma importante aliada e amiga próxima do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-89). A dupla compartilhava a defesa do livre mercado de soluções monetaristas para os problemas econômicos, bem como uma posição dura ante a União Soviética. Os líderes comandaram uma guinada à direita na política do Ocidente, incluindo a desregulação do mercado financeiro, que tem sido questionada na atual crise financeira europeia.
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