2.12.09

Fiat deverá investir R$ 1,8 bi no próximo ano

02 de dezembro de 2009

Diário do Comércio (MG)

Prioridade deve ser lançamentos.


RAFAEL TOMAZ e AE.

A Fiat Automóveis S/A (Fiasa) investirá R$ 1,8 bilhão em 2010. Os aportes serão realizados para o lançamento de novos produtos, e à continuidade da ampliação e modernização da planta em Betim (RMBH). Esta será a última etapa do plano anunciado pelo grupo Fiat de R$ 5 bilhões em inversões no país entre 2008 e 2010.

O presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini, afirmou ontem que a maior parte dos investimentos será para o lançamento de 20 produtos, entre versões e novos modelos.

Ainda que a fábrica da empresa em Betim esteja utilizando 100% de sua capacidade instalada, e próxima de alcançar o ritmo de 800 mil veículos/ano, a empresa não pretende investir pesado em ampliação em um primeiro momento.

Segundo Belini, um investimento pequeno na otimização de alguns processos fabris é possível ampliar a capacidade desta unidade em cerca de 10%. Já foram investidos pelo grupo Fiat no Brasil R$ 3,2 bilhões.

Os aportes realizados na planta em Betim estão contribuindo para aumentar a média de produção na unidade. Entre as inversões feitas estão melhoria no setor de pintura e melhoria na logística da fábrica. Além disso, conforme informações da empresa, as novas prensas necessitam apenas de ajustes para entrar em operação.

A meta do grupo italiano é alcançar a produção de 1 milhão de veículos/ano na América Latina. Além das 800 mil unidades no país, serão produzidos 200 mil veículos na unidade instalada em Córdoba, na Argentina.

Conforme os últimos dados de produção divulgados pela montadora, em outubro foi registrado o maior resultado mensal da Fiat. Foram produzidos 72,765 mil veículos na planta na RMBH.

Expansão - A produção de outubro representa crescimento de 24,9% na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado, quando o resultado alcançou 58,275 mil veículos. No período o setor ainda enfrentava queda significativa na demanda em virtude da crise financeira global.

Em relação ao período imediatamente anterior, houve incremento de 5,7% no volume de produção da montadora. Em setembro, o resultado alcançou 68,806 mil veículos, conforme as informações da Fiat.

O executivo comentou que a indústria automotiva brasileira tem condições de crescer, pelo menos, 5% no próximo ano, e atingir a marca de 3,150 milhões de automóveis e comerciais leves. Mas para seus fornecedores de autopeças a recomendação da Fiat é de trabalhar com um mercado para 3,4 milhões de veículos.

Para 2009, a expectativa do presidente da montadora é que as vendas sejam entre 2,95 milhões a 3 milhões de unidades. Ele lembrou que as expectativas iniciais para este ano eram de 2,2 milhões de unidades.

Para Belini, a previsão de 4 milhões de veículos vendidos em 2012, traçada por alguns especialistas do setor, é factível. "Existem todas as condições, tudo dependerá de o Brasil manter as regras macroeconômicas estáveis e de a economia crescer acima de 5%. Contamos no momento com avanços na infraestrutura, juros competitivos e crédito", observou.

Apesar do cenário positivo, Belini afirmou que o iminente aumento do preço do aço é fonte de preocupação.

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