28.5.10

Desemprego até abril tem menor média em oito anos

28 de maio de 2010

Folha de S.Paulo (SP)

Trabalhador também teve expansão de renda

CIRILO JUNIOR
DO RIO

Estimulado pelo ritmo mais forte de retomada da economia, o mercado de trabalho segue sustentando patamares recordes em 2010.
De janeiro a abril, a taxa de desemprego média é de 7,4% nas seis maiores regiões metropolitanas do país, segundo o IBGE. No mesmo período em 2009, 8,7% da população economicamente ativa estava desocupada.
No mês passado, a taxa se desacelerou pela primeira vez no ano, ficando em 7,3%, menor nível para os meses de abril, segundo a série histórica iniciada em 2002.
A PME (Pesquisa Mensal de Emprego) revelou também número significativo de vagas criadas, renda em ascensão e emprego com carteira assinada recorde.
Os dados positivos reforçam a tendência de que 2010 será o melhor ano, na história recente, do mercado de trabalho. Lauro Ramos, do Ipea, aposta em taxa abaixo dos 6% em dezembro, mês em que historicamente se registra volume de desemprego mais baixo. A menor taxa da série (6,8%) foi verificada no último mês de 2009.
"Normalmente, a taxa em dezembro fica entre 1,5 e 2 pontos percentuais abaixo do que está agora. A tendência é que as condições permaneçam positivas ao longo do ano, com taxas abaixo dos 7%", afirmou Ramos.
Gerente da PME, Cimar Azeredo afirma que a retração do desemprego era esperada. As empresas costumam demitir no início do ano, com o fim das contratações temporárias, e começam a admitir a partir de abril.
Ele acrescentou que São Paulo, com queda de 0,5 ponto percentual, para 7,7%, liderou a queda da desocupação. Destacou ainda expansão de 2,3% na renda do trabalhador, que chegou a R$ 1.392,65 médios.
Desde abril de 2009, foram criadas 907 mil vagas. Com isso, a população ocupada cresceu 4,3%, somando 21,8 milhões de pessoas. Do total de postos gerados, 704 mil tinham carteira assinada.
O grande volume de trabalhadores formais está ligado ao maior ritmo de contratação de empregados terceirizados, que totalizou 204 mil novas vagas no período, à frente da indústria (165 mil) e da construção (162 mil).
""Mais carteira assinada é influenciada pelos terceirizados. É uma mudança no mercado de trabalho", lembrou.

Nenhum comentário: