O dólar subiu quase 2% e fechou perto de R$ 1,90 nesta quinta-feira (24), aumentando a expectativa no mercado por novas intervenções do Banco Central (BC) em meio à piora da crise na zona do euro.
A moeda norte-americana fechou com alta de 1,74%, a R$ 1,892 na venda. É o maior valor de fechamento desde 3 de outubro, quando fechou no mesmo patamar.
Só nesta semana, o dólar já avançou 6,12%. Em novembro, a alta acumulada é de 11,13% e no ano, de 13,57%.
Apesar do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que reduziu o volume do mercado em todo o mundo, continuou a imperar a preocupação com a crise da dívida da zona do euro.
A piora externa aumenta a aversão a risco, com impacto direto sobre o real e as commodities, principal componente da pauta de exportações do Brasil.
Aumenta expectativa de intervenção do BC
A volta do dólar ao patamar de R$ 1,90 esquentou a expectativa por novas atuações do Banco Central (BC), que ainda não interveio no mercado em novembro.
Operadores ouvidos pela Reuters listaram como possíveis ações a realização de leilões de swap cambial, a venda de dólares no mercado à vista ou a oferta de linhas de crédito em dólar.
Em agosto, porém, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, disse que a atuação do banco se pautava pelo fluxo, o que indica que a venda de dólares no mercado só ocorreria caso houvesse uma saída repentina de moeda.
Os dados mais recentes de fluxo cambial, porém, até o momento mostram uma situação equilibrada no câmbio, com entrada de US$ 1,207 bilhão no mês até dia 18.
Bolsas internacionais
O principal índice das ações europeias fechou em queda pelo sexto pregão consecutivo, em meio a um menor volume de negócios, depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmou sua posição contra modificar o papel do Banco Central Europeu (BC) para amenizar a crise de dívida na zona do euro.
As Bolsas de Valores asiáticas fecharam com ganhos reduzidos, enquanto o mercado do Japão batia o menor patamar em dois anos após uma venda de bônus alemães, que gerou alarme sobre o efeito da crise de dívida da zona do euro na maior potência do continente.
O leilão de títulos de dívida da Alemanha na quarta-feira teve o pior resultado desde a introdução do euro, produzindo receios sobre o preço que Berlim pode ter de pagar como credora de uma região sacodida pela crise, que já derrubou governos nos países mais afetados.
Também, dados fracos da Europa, dos Estados Unidos e da China alimentaram temores sobre a possibilidade de uma recessão global.
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