No fim do ano passado, preocupado com o efeito do crédito no consumo, o
BC tinha subido o limite, que antes era de 10%. A partir de junho de
2011, subiu para 15% da fatura mensal.
A medida representa um afrouxamento em relação às ações macroprudenciais que o governo havia anunciado em novembro, quando pretendia conter o consumo e o endividamento no país.
De acordo com a instituição, o porcentual "tem se mostrado suficiente".
Empréstimos e financiamento de veículos
A medida de agora tira parte das amarras das operações de crédito, como consignado e crédito pessoal, de até 60 meses. Naquelas com prazos acima disso, o BC está elevando as exigências.
A medida de agora tira parte das amarras das operações de crédito, como consignado e crédito pessoal, de até 60 meses. Naquelas com prazos acima disso, o BC está elevando as exigências.
Quanto maior o risco do empréstimo para a instituição financeira, maior
tem que ser a quantidade de dinheiro próprio do banco no empréstimo -
para que, caso o mesmo não seja quitado pelo tomador, o banco possa
cobrir o valor.
Segundo nota do BC, as operações de crédito consignado com prazos até
60 meses exigirão menos capital próprio dos bancos porque receberão
fator de ponderação de risco (FPR) de 75% ou 100% - o que na prática
significa que as instituições terão de ter menos capital próprio do que é
exigido hoje para conceder esses empréstimos.
As operações de crédito consignado com prazo superior a 60 meses,
consideradas de maior risco para o banco, por outro lado, receberão
fator de ponderação de risco de 300% - o que torna o empréstimo mais
caro para a instituição financeira.
A medida anterior ampliava o FPR de 100% para 150% na maioria das
operações de crédito a pessoa física com prazos superiores a 24 meses.
No caso do consignado, a regra se aplicava a prazos acima de 36 meses.
Já as operações de crédito consignado com prazo superior a 60 meses receberão fator de ponderação de risco de 300%.
No financiamento de veículos, o BC afrouxou as exigências que
encareciam para os bancos os empréstimos de até 60 meses. Para
financiamentos acima desse prazo, as exigências foram mantidas.
Opinião
Para o economista da consultoria RiskBank, João Augusto Frota Salles, a medida do BC foi um alívio para bancos, especialmente os de pequeno porte, muitos especializados em consignado e financiamento a veículos, que estavam muito pressionados por causa das medidas macroprudenciais do ano passado.
Opinião
Para o economista da consultoria RiskBank, João Augusto Frota Salles, a medida do BC foi um alívio para bancos, especialmente os de pequeno porte, muitos especializados em consignado e financiamento a veículos, que estavam muito pressionados por causa das medidas macroprudenciais do ano passado.
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