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EUA defendem 'padrão saudável' de expansão

07 de abril de 2010

Valor Economico (SP)

Financial Times

Amplas reformas são necessárias para reequilibrar a economia mundial, impulsionando a demanda doméstica em algumas das maiores economias do mundo, disse ontem Tim Geithner, secretário do Tesouro dos EUA.

Geithner, numa visita de dois dias à Índia - entre as grandes economias, a que mais cresce no mundo, depois da China -, disse que "reformas mais amplas" são necessárias fora dos EUA para assegurar os primeiros sinais de uma recuperação econômica mundial.

Suas declarações em favor de reformas foram feitas dias após ele ter adiado uma decisão de atribuir ou não à China o qualificativo de "manipuladora" cambial, prática que proporcionaria aos chineses uma vantagem comercial injusta. As declarações acontecem também no momento em que os EUA exercem pressão sobre países europeus para que aceitem taxas de adequação de capital mais elevadas para os seus bancos.

Geithner qualificou "o financiamento do crescimento futuro" por grandes economias, como a Índia e a China, como "um desafio crucial" com que se defronta o mundo à medida que reduz sua dependência de elevados níveis de consumo americano. Ele disse que a busca de um padrão saudável de crescimento "exigirá mais mudanças nos EUA e em todo o mundo". "À medida que nós [os EUA] passamos a praticar uma economia que está poupando e investindo mais, queremos ver reformas mais amplas fora dos Estados Unidos."

As declarações de Geithner se seguem à divulgação da última ata de reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, BC americano) na qual a maior parte de seus membros diz que o cenário atual, de inflação baixa, expectativas inflacionárias estáveis e menor uso da capacidade instalada deve se prolongar, o que justifica a manutenção do juro perto de zero. Para a maior parte deles, o risco que uma elevação prematura dos juros poderia trazer à economia é maior do que os problemas que poderiam ser causados por um ajuste mais tardio.

A avaliação dos membros do conselho de política monetária foi levada em consideração pelo Fed na decisão de manter o juro básico americano perto de zero e de completar o plano de compra de títulos atrelados a financiamentos imobiliários.

(Com as agências internacionais)

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