DCI (SP)
José Guerra/ Fernando Teixeira
São Paulo - Começam a ser divulgados esta semana os balanços das empresas brasileiras de capital aberto, com destaque para os resultados do Bradesco, na próxima quarta-feira. O mercado prevê que, na média, os resultados serão positivos em todos os setores. No caso das gigantes Vale e Petrobras, no entanto, esperam-se resultados parecidos com os registrados no ano passado, já que as duas companhias devem apresentar recuperação mais lenta do lucro.
“Tivemos algumas prévias de resultados de empresas que atuam no ramo de shopping centers e de informática. Os números estavam bons”, afirma o analista da XP Corretora, William Alves. Ele acredita que o setor de siderurgia deva ter números melhores que os do ano passado. “A base de comparação é ruim, por isso as companhias devem ter bons resultados. No começo do ano de 2009, as indústrias trabalhavam com capacidade de 50% ociosa. Agora o percentual de ociosidade é bem menor.”
Em relação à Vale, analistas afirmam que o reajuste conseguido pela mineradora para as exportações de ferro só vai impactar os resultados a partir de abril, quando vencem os contratos atuais. Os resultados do primeiro trimestre de 2010 não devem ser muito diferentes dos apresentados no final do ano passado porque a demanda ainda não se recuperou plenamente.
A Petrobras também deve apresentar resultados em linha com o último trimestre de 2009, principalmente pela pouca variação do preço do petróleo. Além disso, a expectativa do mercado e das empresas em relação ao processo de capitalização impede novos investimentos e parcerias, o que prejudica uma trajetória de crescimento no curto prazo.
Em relação aos bancos, a expectativa é de que os balanços mostrem um maior equilíbrio dos resultados entre bancos públicos e privados. No ano passado, com uma política mais agressiva de concessão de crédito, os bancos controlados pelo governo federal conseguiram também resultados mais expressivos que os privados, que optaram por uma postura mais conservadora.
Além disso, as projeções feitas pelos especialistas dão conta de que, no primeiro trimestre, os bancos devem apresentar maior participação das empresas em sua carteira de crédito. No final do ano passado, o crescimento foi praticamente todo impulsionado pelo crédito ao consumo.
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