Folha de S.Paulo (SP)
Moeda brasileira ampliou sua importância para os investidores, diz relatório do BIS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O real se tornou a segunda moeda mais importante nas Bolsas internacionais de derivativos financeiros, atrás apenas do dólar e à frente do euro, informou o BIS (sigla em inglês do Banco de Compensações Internacionais).
Derivativos são operações financeiras cujo valor de negociação deriva de outros ativos. São contratos baseados, por exemplo, em uma taxa de câmbio, em um índice de ações ou em preços do setor agropecuário. No Brasil, esses contratos são negociados na BM&F Bovespa.
No caso dos negócios baseados na cotação da moeda brasileira, o volume de posições em aberto em contratos futuros e de opções (dois tipos de derivativo) subiu 41% nos primeiros três meses deste ano, para US$ 140 bilhões, disse o BIS em seu relatório trimestral, publicado ontem.
"A importância do real no segmento de moedas se deve ao fato de haver comparativamente poucos negócios no mercado de balcão [negociados fora da Bolsa]", afirmou.
O volume de contratos futuros e de opções de moedas subiu 29% no primeiro trimestre, superando em muito o crescimento de 11% do mercado como um todo.
O real é atraente para investidores devido ao crescimento da economia, à elevada taxa de juros no país (que garante alto retorno) e ao seu status de moeda atrelada às commodities, cujos preços estão se recuperando.
Dívida europeia
No relatório, o BIS também avalia que o endividamento na Europa lembra mais o início da turbulência global de 2007, com a crise do "subprime" (hipotecas de risco nos EUA), do que o seu agravamento, com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008.
No relatório, o BIS declara que os investidores estão tão preocupados em descobrir sinais de estresse no sistema financeiro que negligenciam indicadores positivos.
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