O Globo (RJ)
Bolsa de Valores de São Paulo sobe 1,43% e dólar cai 0,82%, para R$ 1,793
Lucianne Carneiro
A agência de classificação de risco Moody’s divulgou relatório ontem apontando que o setor bancário brasileiro deve se beneficiar pelo crescimento robusto da economia nos próximos 12 a 18 meses. Mas, segundo a Moody’s, se o ritmo de expansão de crédito for elevado, pode ocorrer excesso de endividamento dos consumidores e até a criação de bolhas.
Segundo o documento, o ciclo de expansão do crédito é sustentável por causa da demografia e da mobilidade social da população, o que permite a continuidade da expansão da demanda doméstica.
“As perspectivas positivas, no entanto, aumentam a possibilidade de superendividamento do consumidor e até prejudiciais bolhas de ativos, se a velocidade do crescimento do crédito for excessiva”, alerta o relatório.
A estreia do Brasil na Copa do Mundo reduziu o volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem. A Bovespa operou em horário normal e funcionou durante o jogo. O índice Ibovespa, referência do mercado, atingiu o maior nível desde 13 de maio, com alta de 1,43%, aos 64.442 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,7 bilhões, abaixo da média diária de junho até anteontem, em torno de R$ 4,5 bilhões. A alta na Bovespa seguiu o otimismo em Wall Street, em meio a uma menor preocupação com a crise europeia. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones avançou 2,1% e o S&P 500, 2,35%.
As ações do setor aéreo foram destaque, após relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que apontou aumento forte no tráfego em maio. TAM PN (preferencial, sem direito a voto) subiu 8,03% e Gol PN, 7,83%.
No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,82%, a R$ 1,793, também a menor cotação desde 13 de maio
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