Jornal do Brasil (RJ)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que haja risco de a oferta não atender à demanda por produtos, o que aceleraria a inflação. Ele disse que a questão deve ser monitorada, mas ponderou ser possível suprir o mercado com a importação de bens.
– Acho que o Brasil ainda tem espaço para crescer – disse Lula ontem após reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
– Não quero que o Brasil cresça em efeito sanfona – reforçou Lula. – Se a gente crescer 5% ou 6% durante anos de forma sustentável, este país será vítima de uma revolução extraordinária.
O presidente destacou os investimentos no país.
“Este governo socialista, meu e do José Alencar, emprestou R$ 1,5 bilhão em crédito para os bancos oficiais.
Quando chegamos ao governo, o país tinha um crédito de apenas R$ 380 bilhões”, comparou.
Lula voltou a defender a concessão de empréstimos para a população mais pobre.
Como exemplo, citou que em 2002 o Banco do Nordeste (BNB) emprestou R$ 262 milhões, e a inadimplência foi de 37,5%.
Em 2009, o mesmo banco emprestou R$ 22 bilhões, e a inadimplência foi de 3%.
“É muito fácil cuidar dos pobres. É por isso que a gente colhe resultados.”
O presidente participa na próxima semana da reunião do G-20 (20 maiores economias do mundo), em Toronto, no Canadá, e voltou a defender o aumento da participação dos países em desenvolvimento no grupo e no Fundo Monetário Internacional (FMI).
CRÉDITO – Lula defende a concessão para a baixa renda
Com agências
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