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BNDES vê taxa de expansão de investimento de 10% ao ano até 2013, diz Coutinho

Avaliação considera apenas intenções de investimento nas áreas de indústria e infraestrutura

01/09/2010

fonte: estadao.com.br

Fabio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou na manhã desta quarta-feira, 1º, que os investimentos mapeados pelo banco junto a empresas para o período de 2010 até 2013 já vislumbram uma taxa de expansão dos investimentos na economia no País da ordem de pelo menos 10% ao ano nos próximos anos.

Ele explicou que essa avaliação se refere considerando apenas intenções de investimento nas áreas de indústria e infraestrutura. De acordo com Coutinho, a economia brasileira deve crescer acima de 5,5% nos próximos anos e, para que essa expansão ocorra de forma sustentável e sem pressões inflacionárias, é importante que haja um aumento forte nos investimentos. Ele acredita que a economia brasileira deve fechar este ano com uma taxa de investimento de 19% do PIB e até 2014 essa taxa deve superar os 22%.

Em palestra feita em Brasília, em evento do Sistema Sebrae, Coutinho destacou que os investimentos no País serão dinamizados por cinco grandes grupos: petróleo e gás; energia elétrica; logística; construção habitacional; e agronegócios.

O executivo do banco estatal de fomento destacou o papel da Petrobrás, que tem sido a grande investidora da economia brasileira e que tem o maior programa de investimentos entre as empresas desse setor no mundo, o que representa, segundo ele, "grande oportunidade de desenvolvimento de cadeias de produtivas para suprir a empresa nessa grande empreitada".

Dentro do esforço de elevar os investimentos na economia, Coutinho salientou que é preciso aumentar a taxa de poupança da economia, mas ressaltou que o crédito também tem papel fundamental. Ele projetou que a relação crédito/PIB deste será na casa de 49% e deve chegar em 2014 à casa dos 70%.

Falando para uma plateia ligada ao setor de micro e pequenas empresas, o presidente do BNDES disse que, no primeiro semestre deste ano, 24,5% dos desembolsos do banco foram destinados às micro e pequenas empresas. Segundo ele, os desembolsos deste ano para esse grupo já superam os realizados no ano passado e também os de 2008. Ele informou ainda que 55% do PSI (Programa de Sustentação de Investimento)foram para as empresas de pequeno porte.

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