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XXII SINCE: Presidente destaca formação de sadia mentalidade econômicaPDFImprimir
Por Manoel Castanho (*)
08/09/2010
Fonte: cofecon.com.br

Em discurso realizado durante a abertura do XXII Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (SINCE), o presidente do COFECON, Waldir Pereira Gomes, destacou um papel importante da entidade, que é a formação de sadia mentalidade econômica e a disseminação da boa técnica. Neste contexto, falou sobre o Prêmio Brasil de Economia, cuja entrega ocorreu na mesma noite, e sobre o papel dos economistas no momento atual vivido pelo Brasil. Confira nesta nota a íntegra da fala de Waldir.

"Eu queria saudar os meus colegas de mesa, saudar o presidente do CORECON-DF, José Luiz Pagnussat, em nome do qual eu cumprimento os colegas de mesa, queria saudar a todos os economistas, delegados e autoridades aqui presentes.

É uma alegria receber a todos no 22º Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia, um evento no qual discutimos questões referentes à nossa profissão, à formação acadêmica do economista, ao funcionamento e aperfeiçoamento dos próprios conselhos, para que possamos cumprir da melhor forma possível as nossas atribuições definidas em lei.

Os conselhos normalmente são mais conhecidos pela fiscalização profissional que exercem, mas esta não é a única prerrogativa. A Lei 1.411/51, que regulamentou a profissão de economista, fala em seu artigo sétimo sobre as atribuições do conselho federal de economia. a primeira delas é: “contribuir para a formação de sadia mentalidade econômica através da disseminação da técnica econômica nos diversos setores da economia nacional”.

Existem várias maneiras de cumprir com esta atribuição. por exemplo: quando o cofecon participa de discussões sobre formulação de políticas públicas, trabalhando na superação das desigualdades que este país apresenta, está contribuindo para a formação de sadia mentalidade econômica.

Quando o cofecon discute as questões relativas à formação do economista, como discutirá neste evento, contribui para entregar à sociedade um cientista social mais capaz de atuar em sua transformação e na melhoria da qualidade de vida da população em geral.

Isso é o que nós temos nos debruçado ao longo da própria atividade profissional e acadêmica. O economista busca o desenvolvimento econômico. E, para nós, o que significa desenvolvimento econômico? Elevação do padrão de vida da população. Nós economistas não podemos de forma alguma retardar a economia da educação, da saúde, do saneamento. Isso é inerente à própria condição de economista. A formação que nós recebemos, teórica, quantitativa, é sólida, o que nos dá um papel muito importante neste momento da história do Brasil, defendendo aquilo que talvez seja a maior preocupação de todos os governantes.

Enfim, é a qualificação da nossa mão de obra, é a preocupação não só com a formação (isso junto com a própria academia), mas dentro da profissão de economista. Nós nos conselhos profissionais sabemos perfeitamente que a formação cabe à academia, mas a profissão cabe aos conselhos. Então, vivemos um momento histórico, um momento extremamente importante, dentro desse cenário. Quando buscamos este aperfeiçoamento, como buscaremos durante os debates deste evento, nós estamos certamente apoiando a formação de sadia mentalidade econômica.

E nesta noite eu gostaria de destacar outra contribuição na busca deste objetivo, que é a entrega do Prêmio Brasil de Economia e do prêmio Personalidade Econômica do Ano. Quando o COFECON premia economistas de destaque, quando premia textos acadêmicos, artigos, monografias de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado, dá uma grande contribuição à educação e ao país. E não apenas hoje, mas também no futuro, estimulando os jovens formandos que exercerão a profissão amanhã.

O Prêmio Brasil de Economia nasceu na segunda metade dos anos 80 como um estímulo à produção acadêmica e à disseminação da boa técnica, num momento em que o país vivia um período de hiperinflação. O prêmio ganhou maior força na última década, realizado de forma anual e chegando hoje à sua 16ª edição.

Ao longo do tempo, novas categorias foram acrescentadas. A partir de 2007 passaram a ser premiados também os livros de economia. E desde o ano passado o cofecon premia também a gestão municipal, tomando como base o Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão, calculado pela Confederação Nacional dos Municípios; e também concede o prêmio de Gestor Estadual ao governador do estado cujos municípios atingiram a melhor média neste índice.

Em 2004 foi criado também o prêmio Personalidade Econômica do Ano, que vem a cada edição reconhecendo pessoas que dedicaram sua vida à ciência econômica e atingiram posições de destaque na sociedade. Já receberam este prêmio figuras importantes como Reinaldo Gonçalves, João Paulo de Almeida Magalhães, Armando Dias Mendes, Márcio Pochmann e Delfim Netto. Todos eles, assim como a homenageada desta noite, professora Maria da Conceição Tavares, contribuíram não apenas com a disseminação da técnica econômica, mas também com a formação de sadia mentalidade econômica.

Por fim, desejamos a todos um ótimo evento e discussões que contribuam para buscar o desenvolvimento econômico com justiça social, que é o tema central desta 22ª edição do simpósio nacional dos conselhos de economia. Muito obrigado".
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