22/09/20101
Fonte: desenbahia.ba.gov.br
A Desenbahia, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI) e o Mestrado da UFBA deram início, nesta quinta-feira, a edição 2010 do Encontro de Economia Baiana. O objetivo do evento é fortalecer o pensamento e as ações relacionadas com a economia baiana e regional e, assim, criar novas perspectivas para o Estado.
A programação do encontro é ampla, com a preocupação especial em discutir itens relacionados à economia regional, o que inclui mesas redondas com temas como “Concentração do emprego industrial no período 1994-2005: evidências para os municípios do Brasil”, “Pobreza Multidimensional na Bahia: uma análise a partir do indicador multidimensional de pobreza” e “Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: uma visão a partir do emprego e dos territórios de identidade”.
De acordo com o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, o evento, que agrega setores do governo, academia, técnicos e profissionais vai discutir as perspectivas de desenvolvimento do estado. “Esse ano, especialmente, temos um tema que é a questão da reconfiguração da economia mundial e um reposicionamento da Bahia diante deste contexto, de conjuntura pós-crise”, salienta Reis, que destacou o crescimento de 9,5% do PIB baiano nesse 1º trimestre e de 10,4% no 2º trimestre, perfazendo no semestre uma média de 10%, segunda maior taxa da história do PIB trimestral. Segundo projeção realizada pela SEI, a Bahia vai crescer este ano 7,2%, ligeiramente acima do PIB nacional, com previsão de crescimento em torno de 6,5% e 7%.
O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor de economia da UFRJ, Antônio Barros de Castro, convidado para ministrar palestra sobre o tema central do encontro, afirmou que o Brasil saiu muito bem da crise iniciada em 2008, mas questionou um plano que pense o cenário futuro. “Diversos países emergentes também se saíram bem. Resta saber qual o próximo passo, o país teve um plano B que permitiu a saída rápida do choque inicial, mas será que temos um plano C. Como é que vão se desenvolver as políticas em vários campos: financeira e espacial”.
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