Especialistas sinalizam freada no
crescimento do Brasil em 2011
Falta de investimentos na economia pode reduzir a expansão do PIB no país
Segundo Roberto Vertamatti, conselheiro e membro da diretoria de economia da instituição, “há vários sinais amarelos que preocupam para os próximos anos”. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já afirmou em diversas entrevistas que o país deve fechar este ano com crescimento recorde de 7%, com previsão de se manter em 5,5% nos próximos anos.
- Um deles [sinais amarelos] é o nível de investimento na economia brasileira, que está muito baixo. Sem um bom volume de investimentos, da ordem de 25% do PIB, não haverá um crescimento sustentável para os próximos anos.
Atualmente, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) O Brasil é um dos país possuía a menor taxa de investimento entre as 11 maiores economias do mundo, de 17,52%.
Ele cita a falta de investimentos do governo em portos, aeroportos, estradas, entre outros – apontada como item limitador do crescimento nacional. Vertamatti também critica o volume de gastos do governo, que representa cerca de 20% do consumo do país centrado nas contas do nível federal, estadual e municipal, tanto no executivo, como no legislativo e judiciário.
Governo
Em visita aos estúdios da Rede Record, em São Paulo, Mantega disse que os investimentos em infraestrutura (construção de hidrelétricas e pontes) estarão acima de R$ 120 bilhões nos próximos anos.
Vertamatti aponta ainda a necessidade de reformas no governo, como a da previdência e a previdenciária, a fim de reduzir os gastos. Mantega disse que o atual governo fez pequenas reformas, como a criação do Super Simples, e que o projeto de uma mudança mais abrangente já estaria pronta à espera do próximo governo.
- [São] reformas difíceis, mas necessárias. No caso da previdência, por exemplo, seria importante que os funcionários do setor público tivessem o mesmo sistema de benefícios do setor privado [...] e da tributária, pelo menos que se consiga simplificar o sistema e tirar o peso absurdo que recai nas empresas para o controle dos tributos.
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