Crise
Recuperação global está desacelerando, alerta OCDE
Organização defende ampliar ou prorrogar políticas de estímulo
Documento da OCDE destaca que "incertezas consideráveis" pesam sobre a reativação econômica
A recuperação econômica global parece estar se desacelerando mais do que o esperado, alertou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nesta quinta-feira, em sua avaliação sobre as perspectivas para a economia de seus 33 países membros. Com o crescimento mais fraco nos países ricos, a organização recomenda prorrogar ou ampliar as políticas de estímulo caso a lentidão permaneça.
O documento da OCDE destaca que "incertezas consideráveis" pesam sobre a reativação econômica, como a evolução do consumo privado, que pode ser contido por novos ajustes nos gastos residenciais em consequência de um elevado índice de desemprego e das dúvidas sobre a solidez da economia.
"Estamos vendo uma desaceleração mais ou menos generalizada na retomada econômica. Ainda é difícil dizer se a paralisia da recuperação é temporária", adverte o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan. Ele ponderou, no entanto, que no momento não prevê recessão em nenhuma grande economia. Segundo Padoan, um "estancamento duradouro" poderia "justificar um respaldo monetário suplementar", com um compromisso de manter as taxas de juros a um nível próximo de zero.
A previsão de crescimento do órgão para o G7 (os países mais ricos do planeta: Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha) é de 1,4% no terceiro trimestre, em média, e de 1,0% no quarto. Os números são inferiores aos 3,2% e 2,5% do primeiro e segundo trimestres. A previsão anualizada para o crescimento dos EUA é de 2,0% no terceiro trimestre e de 1,2% no quarto, após taxas de 1,6% no segundo trimestre e de 3,7% no primeiro.
"Indicadores recentes apontam para uma desaceleração da economia mundial, que de alguma forma é mais pronunciada do que o esperado anteriormente", afirmou. "Ainda não está claro se a perda de ímpeto da recuperação é temporária ou se isso sinaliza fraquezas estruturais maiores no gasto privado no momento em que o apoio estatal está sendo retirado".
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