Brasil e Argentina voltam a defender mercado regional
Agência Estado
"O setor precisa se desenvolver nos dois países e, para isso, é preciso ter escala, com acesso a mercado e inovação tecnológica", afirmou Débora. "O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o Banco do Brasil e seus contrapartes argentinos Banco de La Nación e do Banco de Investimento e Comércio Exterior (Bice) podem ser utilizados pelo setor, que é estratégico para a integração produtiva entre os países", disse a ministra.
Segundo Miguel Jorge, a linha de crédito do BNDES de US$ 200 milhões para estimular o setor deve começar a ser operada até o fim do ano, inclusive com financiamentos para que fábricas argentinas de autopeças possam se estabelecer no Brasil. "Existem várias possibilidades. Podemos incentivar a criação de joint ventures (associações), trazer empresas para cá ou levarmos as nossas para lá", disse.
O ministro destacou que o fim do redutor de imposto de importação (II) de autopeças foi o primeiro passo do País para promover um maior conteúdo local na produção nacional de veículos. O mecanismo, que reduzia em 40% a tributação do produto importado, caiu para 30% e será extinto até 2011. "O nosso déficit na balança comercial de veículos é de US$ 5 bilhões por ano, justamente por causa das autopeças", afirmou. "E mais de 60% dessas importações são de peças europeias", acrescentou Miguel Jorge.
Com o fim do redutor, porém, o governo prepara, juntamente com o setor, uma lista de produtos não produzidos localmente que continuarão com benefício tributário, assim como já é feito na Argentina. "Vamos elaborar uma lista de exceção, com impostos reduzidos, mas levando em conta a economia de escala. Não é viável produzir tudo no Brasil", concluiu.
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