Casa própria na Bahia cresce 10% em três anos
Dados do IBGE mostram mais de 3,39 milhões de domicílios
09/09/201Pedro Levindo/agências|Redação CORREIO
O número de domicílios próprios na Bahia teve alta de 10% entre 2006 e 2009, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As casas próprias passaram de 3,083 milhões há três anos para 3,393 milhões, no ano passado, no estado. O número de domicílios alugados saltou de 454 mil para 523 mil, o que representou uma expansão de mais de 15%. Já as moradias cedidas - por pai a filhos ou por empresas a funcionários, por exemplo - passaram de 352 mil em 2006 para 362 mil em 2009, um incremento de 2,34%. No Brasil, onúmero de casas próprias subiu 13% entre 2004 e 2009.
De acordo com Joílson Rodrigues de Souza, coordenador de disseminação de informações do IBGE no estado, os números refletem a expansão do mercado imobiliário. Ele explica, contudo, que nem todas as famílias compram imóveis para morar - muitos o fazem como investimento. “Tivemos forte expansão no mercado imobiliário nos últimos anos. Morar é uma necessidade, mas muitas famílias optam por alugar”, relata.
Número de domicílios próprios atingiu 58,5 milhões em 2009, crescimento de 13% em cinco anos
AVANÇOS
A pesquisa do IBGE fez um retrato da realidade econômica da população nos últimos anos, e mostrou também o avanço do consumo de produtos, como veículos e eletrodomésticos, reflexo do aumento da renda do trabalhador e do crescimento da classe média. O emprego com carteira assinada bateu recorde em 2009, segundo a Pnad, e o número de contribuintes da Previdência saltou de 46,4% para 53,5% em cinco anos.
Os dados da Pnad deixam claro que o brasileiro está consumindo bem mais. Apenas de 2008 para 2009, o percentual de domicílios com aparelho de DVD aumentou 2,6 pontos percentuais e chegou a 72%. Os aparelhos de televisão já estão presentes em 95,7% das residências. Em 2004, a TV estava em 90,3% das casas. De acordo com a pesquisa, está em expansão o número de domicílios com máquinas de lavar. Em cinco anos, o percentual de residências com este item saltou de 34,3% para 44,3%.
Embora a casa própria seja maioria no total de domicílios no país, o ritmo de crescimento no número de casas ou apartamentos alugados foi mais forte do que o avanço no de domicílios próprios de 2008 para 2009. Em um universo estimado de 58,5 milhões de unidades domiciliares em todo o país, foram registrados 43,136 milhões de domicílios próprios em 2009, em torno de 73,6%
do total. Mas o volume representa um acréscimo de apenas 0,6% contra o apurado em 2008. No entanto, ao se investigar o número de domicílios alugados, este foi de 9,952 milhões no ano passado, cerca de 17% do total, mas 4,3% superior ao registrado em 2008.
Povo mais velho
A população mais velha continua em ascensão no país. A faixa etária acima de 60 anos aumentou em 697 mil pessoas de 2008 para 2009, alta de 3,3%. Essa parcela da população já soma 21,7 milhões de pessoas, o equivalente a 11,3% do total. Em 2004, essa proporção era de 9,7%. Ao mesmo tempo, na população de 0 a 24 anos houve redução de 642 mil pessoas, para 79,8 milhões de pessoas.
Em 2009, representavam 41,6% da população, ante 46,3% em 2004. A faixa de 25 a 39 anos representou 23,7% do total. Já a população de 40 a 59 anos já significa 23,4% da população. Segundo o IBGE, em 2038, o Brasil será um país envelhecido, com uma criança de 0 a 14 anos para cada idoso de mais de 65 anos. Pelos mesmos critérios, em 2050 haverá 1,7 idoso por criança. Isso se dará apesar da fecundidade da população, que teve em 2009 a primeira alta após 7 anos seguidos de quedas. Em 2001, a taxa era de 2,33 filhos por mulher, o que representa crescimento populacional - a população se mantém com dois filhos por mulher. Em 2008, porém, a taxa caiu para 1,89. No ano passado, houve uma leve alta, para 1,94. Segundo o IBGE, isso não
representa uma reversão de tendência.
Analfabetismo no país cai para 9,2%; na Bahia é de 16,71%
Segundo o IBGE, o Brasil tem 14,533 milhões de analfabetos, o que representa 9,2% da população. No Nordeste, região com maior número de iletrados, a taxa caiu de 22,4% (2004) para 18,7% (2009). A Bahia está à frente do Nordeste, mas atrás do Brasil. Aqui, o analfabetismo ficou em 16,71% em 2009, contra 22,82% em 2001.
Desigualdade cai lentamente; renda é menor que em 1996
Em ascensão desde 2005, a renda do trabalhador brasileiro ainda fica abaixo do patamar observado há 14 anos. O ganho médio de R$ 1.106 em 2009 teve avanço de 2,2% em relação a 2008. Perde, contudo, para o valor de 1996, que era de R$ 1.144. A desigualdade no país continuou em queda, embora em ritmo mais lento do que o de anos anteriores.
O índice de Gini, que mede a concentração da renda, passou de 0,521 para 0,518. O indicador varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade. Devido à crise, o número de desempregados subiu para 8,4 milhões de pessoas entre 2008 e 2009,umaumento de 18,3%, maior aumento desde 2001.
Apesar disso, os empregados com carteira assinada chegaram a 32,4 milhões, ou 59,6% do total, excluídos os trabalhadores domésticos. O número é recorde.
Número de casados supera o de solteiros no país
Os casados são maioria na população brasileira, segundo o IBGE. Num universo estimado de 145,3 milhões de habitantes, 45,8% do total, ou 66,6 milhões, eram casados, e 42,8% do total, ou 62,2 milhões de pessoas, eram solteiras. O levantamento também apurou que os viúvos têm participação de 5,9% do total, seguidos por divorciados, com fatia de 5,4%.
É a primeira vez que a pesquisa investiga esse aspecto das famílias. Entre as regiões do país, o Sul possui a maior proporção de pessoas casadas, com 49,7% do total da população, seguido do Sudeste, com 48,2%. Já nas outras regiões, os solteiros superam os casados. A região com maior índice de não-comprometidos no país é o Norte, com 57,8%, e apenas 35,1% de casados. No Nordeste, são 47,1% de solteiros e 43,6% de casados.
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