Para quem acompanha o noticiário
econômico não chegou a ser surpresa. Os números oficiais indicam que a economia
brasileira parou de crescer no terceiro trimestre de 2011, conforme antecipara
o Banco Central algumas semanas atrás. De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro
ficou estável em relação ao trimestre anterior, diante do recuo do consumo das
famílias (0,1%), investimentos (-0,2%) e despesas do governo (-0,7%).
Conforme previsto, a economia
brasileira parou de crescer no terceiro trimestre. Foto: Marcello Casal Jr.?ABR
A economia vinha desacelerando
desde o primeiro semestre, em consequência das políticas adotadas pelo Banco
Central e Fazenda, que incluíram as medidas macroprudenciais, no fim de 2010,
para reduzir o crédito, além de elevar a taxa Selic durante cinco reuniões. O
nível de atividade também foi afetado pelo corte dos gastos públicos. Em todos
os casos, a economia tratou de responder às medidas adotadas pelo governo, com
o intervalo de tempo esperado. O resultado final do terceiro trimestre,
contudo, incluiu também alguma dose dos efeitos iniciais da crise da Zona do
Euro sobre as expectativas do empresariado e de consumidores.
Para especialistas, novos
desdobramentos da crise europeia serão sentidos pela economia brasileira no
quarto trimestre, concretizando o cenário antecipado pelo presidente do BC,
Alexandre Tombini ainda em agosto, quando a autoridade monetária se antecipou
ao mercado e, sob críticas, iniciou o atual ciclo de cortes na taxa de juros.
Para o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, o cenário internacional não impedirá a recuperação da economia
brasileira, à medida que as ações de estímulo baixadas nas últimas semanas (com
corte de juro básico e redução de impostos de geladeiras, fogões e máquinas de
lavar, principalmente). Otimista, Mantega fala em um crescimento de até 5%, em
2012, ainda que a maioria dos analistas projete algocomo3% a 4%. Segundo
Mantega, a estagnação verificada entre julho e setembro foi temporária. E, nos
últimos três meses de 2011, aeconomia voltará a acelerar.
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