Valor Economico (SP)
Andy Sullivan, Reuters, de Washington
Os democratas terão pouca margem de erro esta semana, quando tentarão aprovar no Congresso dos Estados Unidos a mais abrangente mudança nas leis de regulamentação financeira desde a Grande Depressão.
O líder do partido majoritário no Senado, Harry Reid, espera conseguir a aprovação da regulamentação quando o Congresso voltar a se reunir depois de uma semana de recesso, apesar de ainda não ter obtido os 60 votos necessários para evitar um bloqueio processual na casa, que tem 100 membros.
A Câmara dos Deputados americana já aprovou a versão final do projeto, que impõe uma série de duras restrições à indústria financeira, em um esforço para evitar uma nova crise como a que ocorreu entre 2007 e 2009. Depois de um ano e meio de trabalho, os democratas estão ansiosos para encaminhar o projeto à sanção do presidente Barack Obama.
O projeto dá às autoridades reguladoras o poder de intervir em companhias financeiras com problemas por meio da divisão delas, venda de ativos e aceitação de perdas por parte de credores e acionistas a fim de que os contribuintes não paguem essa conta. Envolve ainda ampliação dos poderes reguladores do Federal Reserve (Fed) e estabelece um conselho de risco com altos funcionários, liderado pelo secretário do Tesouro, para detectar potenciais ameaças ao sistema financeiro como um todo.
Engloba também a criação de uma agência de proteção financeira ao consumidor e expande o alcance da Securities and Exchange Commission (SEC).
A aprovação do projeto representaria a segunda grande conquista legislativa do partido, que já conseguiu a aprovação da reforma do sistema de saúde, um feito importante já que eles estão tentando manter o controle do Congresso nas eleições de Novembro desse ano.
No Senado, Reid já conta com 57 votos dos democratas para a aprovação do projeto. Os republicanos Susan Collins e Scott Brown também já indicaram que pretendem apoiar o projeto. Mas isso ainda deixa Reid a um voto da aprovação. Os republicanos Olympia Snowe e Charles Grassley já apoiaram o projeto anteriormente, durante o processo legislativo, mas nenhum dos dois confirmou se pretendem apoiar a versão final.
Entretanto, os analistas acreditam que Reid terá os votos necessários para enviar o projeto a Obama, já que os republicanos moderados serão duramente pressionados a explicar um voto "não" depois de obter uma série de concessões importantes.
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