Fonte: uesb.br
O termo Permacultura surgiu na Austrália, na década de 70 do século passado, e diz respeito ao planejamento, atualização e manutenção de sistemas que vão desde jardins, vilas e aldeias comunitárias até grandes propriedades, com foco na sustentabilidade. “Eu, particularmente, não conhecia e a primeira vez que li sobre o tema me pareceu uma utopia, porque fala sobre algo que é socialmente justo, ambientalmente responsável e economicamente viável. Isso parece mágica. Não parece que é possível um negócio desse”, diz o estudante Vinicius Barbosa de Moraes, que cursa o oitavo semestre de Economia.
A ideia, explica a palestrante Cinara Sanches, do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), é criar condições para que a produção de alimentos seja, ao mesmo tempo, diversificada, harmônica, descentralizada e sustentável, de modo a permitir que o homem do campo permaneça no campo, com fonte de renda contínua e em harmonia com o ecossistema. Sem dúvida, um grande desafio deste século, já que a área plantada no mundo passou de 265 milhões para 1,5 bilhão de hectares, um aumento, porém, concentrado na monocultura. “Apesar de ter havido um crescimento em área, nós tivemos uma diminuição da variedade de culturas, já que 91% da produção se referem ao arroz, algodão, soja, milho e trigo”, esclarece Sanches.
Desde 1999, a palestrante pesquisa e implementa ações de Permacultura no semiárido brasileiro, que é formado por 1141 municípios em 11 estados, totalizando 26,4 milhões de habitantes, uma região que sempre apresentou baixa produtividade e, a partir da intervenção da Permacultura tem conseguido mudar essa realidade, melhorando a vida dos pequenos agricultores. “O sentido da palestra é justamente a gente conhecer como as comunidades trabalharam e enfrentaram essa dificuldade de uma maneira diferenciada e a partir dos recursos e dos conhecimentos tradicionais que elas possuem, como pressupõe a Permacultura”, pontua Gildásio Júnior.
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