Os empresário estão confiantes de que a nova política industrial brasileira poderá ajudar a reverter parte das dificuldades hoje vividas pelo setor de exportação, afirma Flávio Castelo Branco, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A presidente Dilma Rousseff apresenta nesta terça-feira (2) um pacote de incentivos para a indústria. O objetivo é melhorar a competitividade e compensar perdas com o dólar baixo. Nessa situação, os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior, e as exportações caem.
O economista da CNI destaca a preocupação da entidade com o encolhimento da participação brasileira no mercado internacional, ocupando apenas o 20º lugar entre os maiores exportadores. Somente em 2010, cita Castelo Branco, 16% das exportadoras pararam de vender no exterior.
"Temos uma grande expectativa porque a reversão desse quadro de adversidades e perda de espaço poderá dar maior musculatura à indústria de transformação brasileira, aumentar a competitividade com redução de custos e melhor qualidade para enfrentar concorrentes que avançam, como os asiáticos", completou ele.
As propostas da CNI para Dilma
Castelo Branco, no entanto, lista uma série de propostas apresentadas ao governo, grande parte associadas a custos sistêmicos como problemas de logísticas, custo de capital (juros elevados), a questão da educação com falta de mão-de-obra qualificada, o câmbio valorizado, inovação, medidas de defesa comercial contra a invasão chinesa, por exemplo.
A questão da desoneração do investimento é prioridade, diz o economista. Mas ele não garante, por exemplo, que finalmente a desoneração da folha de pagamentos das empresas estará entre as medidas que serão anunciadas.
Expectativas
A CNI destaca também a expectativa quanto a real implementação da nova política industrial. Isso porque, a última anunciada pelo governo Lula, foi por água abaixo com a crise financeira de 2008.
"Um dos desafios do programa que o governo anuncia nesta terça-feira é, justamente, a implementação eficaz", cita Castelo Branco. "Esperamos que parte dessas propostas sejam contempladas com mecanismos e instrumentos efetivos para alterar esse quadro de crescente dificuldades da indústria brasileira em colocar produtos no exterior", citou.Ele dá como exemplo o resultado de julho apontando desempenho positivo na balança comercial pelo alto preço das commodities, ante redução dos manufaturados. "O que se vê é o abandono do mercado internacional por indústrias de transformação", complementou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário