16.2.11

Mínimo pode ir a R$ 560 hoje.

Centrais sindicais esperam aprovação de um valor maior do que foi proposto pelo governo.

Rio - Representantes das centrais sindicais vão acompanhar hoje na Câmara a votação do aumento do salário mínimo com a esperança de que o valor que passará a valer será maior do que os R$ 545 propostos pelo governo. Os sindicalistas reavaliaram ontem durante debate na Comissão Geral da Câmara, a proposta de reajuste — eles pediam R$ 580 — e passaram a reivindicar R$ 560.

Antonio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), cobrou reajuste acima dos R$ 545 propostos pelo Poder Executivo, e reiterou apoio à manutenção do acordo entre as centrais e o governo para os próximos anos. “O mínimo é um dos principais indutores do crescimento econômico e da distribuição de renda. Precisamos de aumento real para continuar a valorização”, argumentou.

Outros representantes das centrais discursaram na Comissão Geral. Em meio a protestos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou os argumentos do governo para manter o mínimo R$ 545. Ele alegou que com aumento maior haveria um descontrole fiscal das contas públicas. “Não temos condições, do ponto de vista fiscal, de aumentar a despesa em relação ao que ela é”, disse.

Mantega explicou que cada R$ 1 acrescido no valor do mínimo representa acréscimo de R$ 300 milhões nas contas. Para ele, é importante que o acordo feito com as centrais, no ano passado, seja mantido. Dessa forma, para 2012, haverá aumento real de pelo menos 7,5% mais a inflação.

Os dirigentes das seis centrais convocaram trabalhadores de todo o País para manifestações, que acontecem hoje em Brasília.


fonte: http://odia.terra.com.br/portal/economia

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